quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A FICÇÃO E A ILHA: O BOTO E O CHAPÉU VIRADO

 

Autor: Salomão Larêdo

“Muitas vezes Chica fica olhando pro teto. Como pode ter sido vítima (?) de uma história que, desde pequena, sabe? Essa coisa passa de geração a geração, o boto continua fazendo das suas e com gente esclarecida, dentes firmes e fortes, brancos sem podridão na boca, ela está de dentes alvos e caiu nessa. Ela ri e chora. Ri, porque parece coisa de outro mundo e chora, porque está emocionada! Chica continua apaixonada, louca de amor, sempre foi assim, sempre será assim...

Ficou matutando e quis saber que título dar ao livro. Imaginou muitos e ficou contente, quando botou de “Chapéu Virado”! Por que será Chica botou esse nome?

Os pescadores disseram a ela que é nessa praia que o boto gosta de aparecer e fazer das suas. É nessa praia que ele vira o chapéu que sempre usa para esconder o buraquinho que ele tem no meio da cabeça. Chica não lembra de seu homem de sunga lilás usar qualquer coisa na cabeça. Usava ou não usava? Não lembra, mesmo.”

FONTE: LARÊDO, Salomão. “Chapéu Virado”- EDITORA SUPERCORES. Belém-Pa, 1997- pp. 160 e 161)

MOSQUEIRANDO: Para conhecer a história de Chica e o encantamento do boto no mágico cenário da ilha-paraíso, leio o livro de Salomão Larêdo. Note que, no texto acima, existe mais uma explicação para o nome Chapéu Virado atribuído àquela praia da Ilha.

O autor:

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Salomão Laredo (Cametá, 23 de abril de 1949) é um jornalista, advogado, poeta, contista e romancista brasileiro. Estudou no interior do Pará (Vila do Carmo, Mocajuba, Tucuruí, Baião e Cametá), depois em Belém e Garanhuns, cidade de Pernambuco. Formou-se em Direito, pela Universidade Federal do Pará e fez parte de movimentos político-estudantis e da publicação de jornais. Foi repórter, redator, editor e trabalhou nos jornais Folha do Norte, onde iniciou a publicação de textos, A Província do Pará e O Liberal e em agências de publicidade. Recebeu, por sua atividade literária, prêmios e menções honrosas do município São Bernardo do Campo (São Paulo), da Academia Carioca de Letras, no Rio de Janeiro e, em Belém, da Academia Paraense de Letras.

Salomão Laredo tem especialização em língua portuguesa, pela Universidade Federal do Pará, e mestrado em estudos literários, pela Universidade Federal do Pará; pela UNICAMP tem curso de extensão em direção geral de programas.

É atualmente advogado e trabalha na prefeitura municipal de Belém, onde já exerceu inúmeras funções, como de consultor jurídico da Secretaria Municipal de Saúde e Meio-Ambiente – Sesma e diretor-geral da Secretaria Municipal de Administração entre outras. É professor titular da Escola Superior da Amazônia, lecionando a disciplina Literatura Brasileira de Expressão Amazônica, com ênfase na literatura paraense.

Recebeu menção honrosa da Academia Paraense de Letras pelo seu livro de contos. Foi homenageado, em 2004, pela Secretaria Executiva de Educação (Seduc), por sua contribuição literária ao Estado do Pará. Recebeu medalhas e diplomas de diversas instituições paraenses por sua participação na cultura, entre as quais, Academia de Jornalismo, Conselho Estadual de Cultura do Pará.

Há quase trinta anos dedica-se à promoção da leitura, empenhado em formar leitores com consciência social crítica e política. É do conselho do comitê de leitura da Associação Nacional dos Jornais, coordenador do programa O Liberal na escola, que visa formar leitor crítico. Trabalha em prol do livro, leitor e leitura, de instalação de bibliotecas e da democratização do acesso ao livro, tendo inúmeros artigos publicados nessa área. Vem trabalhando na instalação de espaço de leituras nos barcos, canoas, cascos, motores, rabetas e lanchas no baixo-Tocantins, região de Cametá, na Amazônia e nos ônibus na região metropolitana de Belém.

Obras do autor:

· Senhora das Águas

· Sibele Mendes de amor e luta

· Guamares

· Remos de faia:

· As mil e uma noites amazônicas

· Águas tocantinas

· A Vingança da Amada nas Ardências da Amante

· Chapéu Virado – a lenda do boto

· O Prazer de Ler e Escrever - Ouvindo Histórias do Imaginário Amazônico

· Marcas D’água - aerotextos

· Timbuí - a lenda da anta – Conto

· Eu lhe direi sem embaraço – em parceria

· Vera – o romance - 2000

· Moiraba – a lenda do sapo – Conto

· Capitariquara e nas Conceição dos Araguaias

· Trapiche - aerotextos

· Lâmina Mea – mulher não chora ou Suzama matriz

· Matinta Perera

· Embaixo do Casco

· Amor Engarrafado

· Os papagaios do paruru

· Moju Moju meu amor

· Boiúna-me

· Matintresh

· Jibóia Branca via Tapanã/ Tenoné

· Palácio dos Bares

· Antonia Cudefacho - romance - encíclica cametaense -

· A garota que tentou bater na mãe com a vassoura e ficou seca, na hora

· Sarrabulho - a lenda da cobra Norato

· Cametá-Camutás - cadernos populares

· Os Fofós de Cametá

· Marabaenses

· Ilha das Flores

· A Família Larêdo - memória afetiva

· Lygia da Cunha Nassar - livro de memória

· Vila do Carmo - Paisagem de Afetos

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Salom%C3%A3o_Laredo#Biografia

IMAGEM: www.portalcultura.com.br

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FONTE: http://slaredo.blogspot.com.br/

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