sexta-feira, 14 de março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

NA ROTA DA HISTÓRIA: CYPRIANO SANTOS

 

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Admirador e frequentador assíduo da Ilha do Mosqueiro, onde mantinha uma casa de praia, o Intendente Municipal Cypriano José dos Santos, que foi nomeado pelo governador Antonio Emiliano de Sousa Castro em 1921, merece ser lembrado pelos mosqueirenses. Seu nome passou a designar a Praça Matriz, pois, ali, o administrador de Belém decidiu comemorar o Primeiro Centenário da Adesão do Pará à Independência, no dia 15 de agosto de 1923.

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Casa de Veraneio de Cypriano Santos, na praia do Chapéu Virado, Ilha do Mosqueiro.

Conheçamos alguns dados da vida pública de Cypriano Santos:

“No que se refere à imprensa, o jornal Folha do Norte ganha destaque na pesquisa. De acordo com o catálogo Jornais Paraoaras caracterizou-se como um jornal “noticioso político e literário” fundado por Cipriano Santos e Enéas Martins. A história política dos principais fundadores desse jornal Cipriano Santos (1859-1923) e Enéas Martins (1872-1919) sem dúvida refletirá nas páginas do periódico. Cipriano José dos Santos era médico e vinha de uma tradição de imprensa na família. Seu pai havia sido “proprietário e redator de jornais” como o Treze de Maio e o Jornal do Pará, que circularam em Belém entre 1862 e 1878. Em 1896, juntamente com Enéas Martins e outros, funda a Folha do Norte, que nesse momento defendia Lauro Sodré. Em 1898, Lauro Sodré instala no Pará o Partido Republicano Federal “com a solidariedade de Cipriano, Folha do Norte, e quanto os apoiavam”.

Com o rompimento político entre os Partido Republicano Federal e o Partido Republicano por volta de 1900 e a consequente polarização política entre lauristas e lemistas, ou seja, aqueles que apoiavam Lauro Sodré ou Antonio Lemos, a Folha do Norte passa a se posicionar em favor de Lauro Sodré. Até então Folha do Norte mantivera boa relação com o grupo ligado ao jornal Província do Pará. Nesse contexto, Ricardo Borges afirma que aqueles que apoiavam e admiravam Lauro Sodré ajudavam Cipriano Santos na manutenção da Folha do Norte e na sua circulação “alem das fronteiras paraenses”, através da rede fluvial e marítima.

Em 1912, com a crise política que culmina com a saída do poder de Antonio Lemos, nos novos arranjos políticos chega ao poder em 1914, Enéas Martins, “candidato e eleito por acordo unânime de três partidos, Republicano, Conservador e Federal”. Na época, ligado ao Partido Republicano Federal, Cipriano Santos acaba se desentendendo com o então governador Enéas Martins com quem rompe politicamente, de acordo com Ricardo Borges. Nesse contexto, ironicamente, a mesma Folha do Norte que Martins ajudara a fundar, agora se volta contra este, uma vez governador.”

FONTE: Lacerda, Franciane Gama, Migrantes cearenses no Pará: faces da sobrevivência (1889-1916) – Tese de Pós-Graduação em História Social. USP. 2006.

“Ele fundou o jornal, em 1896, principalmente para combater o principal líder político local em ascensão, Antonio Lemos, e sua A Província do Pará, um dos melhores jornais do Brasil nessa época, além de defender o Partido Republicano Federal, chefiado por Lauro Sodré. A Folha ficou sob o controle de outro dos seus sócios nessa empreitada, Cipriano Santos. Em 1917 foi a vez de Cipriano pular o muro, se elegendo senador estadual (o equivalente atual do deputado estadual) e intendente (prefeito) de Belém. Seu lugar foi ocupado pelo então revisor de provas do jornal, Paulo Maranhão, que comandaria a Folha do Norte durante meio século, até morrer, em 1966.”

FONTE: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/imprimir/56188

FONTES DAS IMAGENS:

Feitosa, Dantas de. Fundamentos Históricos do Poder Legislativo do Grão-Pará. Editora CEJUP-Belém-Pa, 1999.

MEIRA FILHO, Augusto. “Mosqueiro Ilhas e Vilas”- ED. GRAFISA, 1978

segunda-feira, 10 de março de 2014

JANELAS DO TEMPO: NO TEMPO DO NAVIO DA LINHA



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Embarque em Mosqueiro para Belém | 2. Praça da Igreja Matriz | 3. Trapiche de desembarque em Mosqueiro / Belém, estudo da geografia urbana - Antonio Rocha Penteado (1965)

"Os que se destinam ao Chapéu Virado, ao Murubira, ao Ariramba, ao Carananduba, disputam os melhores lugares [no ônibus]. Os carros não são maus e as estradas estão bem conservadas. O percursos é feito mais ou menos com rapidez. O tempo que se perde é nos desembarques. Os veranistas vão ficando e com eles o motivo da demora: malas, sacos, ranchos de mercadorias. Paga-se ao próprio motorista, no momento de apear. Todos os choferes e ônibus são chamados ‘Mascarenhas’.
Os carros descem para a Vila às 5 [da manhã]. O primeiro é das compras. Foi nele que tomamos passagem. Antes de chegar ao hotel do Farol, já estava quase lotado. Mas aí se deteve. O chofer buzinava várias vezes. Temos de assistir a uma cena curiosa e comum no interior. O carro continuava parado e a buzinar. Um serviçal vem do hotel e deposita um pequeno volume ao ônibus. O cinesíforo fala:
- Diga ao dr. que não demore, tenho um frete a fazer. Todos os dias é isto. Ainda se fosse algumas vezes…
O sr. nada. A buzina funciona. Os passageiros pacientemente aguardam que o carro prossiga a viagem. O chofer resolve ir em busca do dr. e deixa o veículo. Daí a pouco volta.
- Acordou agora.
Finalmente o dr. chegou. Ninguém reclama. Perdêramos 10 ou 15 minutos. O auto parte velozmente. Quase 6 horas. Uma brisa fresca eriça de leve a superfície das águas tranquilas. Seis e trinta. O Almirante Alexandrino desatraca. Lenços se agitam”.
Crônica da Folha do Norte em 1947. In: Jornal Pessoal, 1ª Quinzena de Junho/2013
FONTE: http://fragmentosdebelem.tumblr.com/page/8








sexta-feira, 7 de março de 2014

CARNAVAL NA ILHA: CONCURSO DE ESCOLAS DE SAMBA

Escola de Samba Peles Vermelha, Campeã do Carnaval da Ilha do Mosqueiro em 2014.


Universidade de Samba Piratas da Ilha, Vice-Campeã do Carnaval da Ilha do Mosqueiro em 2014.


No Concurso realizado no dia 02 de março, o primeiro promovido pela LIMES (Liga Mosqueirense das Escolas de Samba), a grande Campeã foi a Escola de Samba Peles Vermelha, que desenvolveu, na avenida, o enredo Mastro de São Pedro – a tradição nos ombros do povo mosqueirense. No cômputo geral, a agremiação carnavalesca mais antiga da Ilha do Mosqueiro agradou ao público e aos jurados e conquistou 106 pontos em seu desfile, que lhe garantiram a vitória bastante comemorada por seus apaixonados integrantes.


Escola
Penal.
Bateria
Enredo
Samba
Alegoria
Baianas
Fantasia
E.S.P.V.
   -2
    10       
    10
   10
    10
    10
     10
U.S.P.I.
    -
     10
      9
   10       
  10       
    10     
       9
E.S.E.M.
   -2
      8
      9
    9      
    10
      9
       9

Escola
Evolução
Harmonia
Com. de Frente
M-Sala e P-Band.
Porta-Estandarte
Total Geral
E.S.P.V.
      9
     10
    10
       9
      10
   106
U.S.P.I.
      9        
     10  
    10
       9
        8   
   104
E.S.E.M.
      8
       8
    10
     10
        9
     97



terça-feira, 4 de março de 2014

CARNAVAL NA ILHA: DESFILE DA E. S. ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MARACAJÁ 2014

Após quatorze anos sem concurso de escolas de samba na Ilha do Mosqueiro, as agremiações do gênero voltaram a disputar o título de Campeã do Carnaval Mosqueirense, desfilando para um público entusiasta. Com a promoção da PMB, FUMBEL, LIMES e ADMOS, o evento aconteceu na noite do dia 02/03/04, domingo passado. A Escola de Samba Estação Primeira de Maracajá, vice-campeã do último concurso em 1999, realizou a apresentação inicial.