sexta-feira, 29 de agosto de 2014

NA ROTA DO TURISMO: Tapioquinhas da Vila são tradição na Ilha do Mosqueiro.

 

Segredo de como preparar as delícias, doces, salgadas, secas e molhadas não é revelado pelas tapioqueiras.

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Desde cedo, a procura é grande pelas famosas tapioquinhas na praça da Vila, em Mosqueiro. Para a tapioqueira Sandra Silva, mesmo com todas as mesas ocupadas e com clientes em pé, o movimento é considerado baixo. “Nem está tão grande como em outras vezes”, analisa.

Mas os clientes não reclamam da esperar. O desejo fala mais alto. “Eu vim para Mosqueiro só para comer tapioca. Não foi nem para pegar sol. Só a tapioca na folha da bananeira”, revela a técnica em enfermagem, Ana Duarte.

Mês de férias é assim na Vila. Os visitantes não param de chegar e as tapioqueiras não têm tempo para descansar. “É direto, de 4h até 11h30, meia-noite. E tem freguês”, conta Leila Monteiro. O engenheiro agrônomo Marconi Sabino, já na terceira tapioca, define: “é a melhor tapioca do Brasil”.

Parada obrigatória

As barracas de tapioquinha da Vila são parada obrigatória para quem vêm em Mosqueiro. As famosas tapioqueiras são como um patrimônio da ilha e as delícias que preparam, doces, secas, molhadas, se transformou em uma marca registrada de um dos destinos mais visitados do verão no Pará.

O costume já virou tradição e passa de mãe pra filha. Mas o que há de tão especial nessa tapioca? “O segredo, todas nós temos. Mas só em Mosqueiro você encontra a melhor tapioquinha”, afirma a tapioqueira Rita de Cássia da Silva, sem revelar o segredo do sabor. “Elas fazem com bastante carinho”, arrisca a administradora Taiana Gama.

O cardápio é para deixar qualquer visitante em dúvida. São mais de 60 opções, fora os pedidos que surgem da cabeça do cliente. “Eles chegam e dizem: eu quero uma tapioca assim. Eles dão a ideia deles e a gente faz, ao gosto do freguês”, garante a tapioqueira Doralice Araújo.

E foi assim, para agradar o cliente, que Dora criou a tapioca paraense: folhas de jambu cozidas no tucupi e camarões entram no recheio. Para a estudante Lorena Cavalcante, a mistura está aprovadíssima. “Muito boa, a gente sente o gosto do tacacá”.

Confira a receita da tapioca de Camarão com Jambu:

Ingredientes:

1 quilo de goma de tapioca
1 tomate
1 cebola
1 maço de cheiro verde
1 maço de jambu
Sal a gosto
2 colheres de óleo de cozinha
1 porção de camarão pitu ou camarão d’água-doce

Modo de preparo:

Coloque a goma em uma bacia com água e deixe-a de molho por um dia. Depois, deixe-a secar por mais um dia, colocando-a envolta em um pano. Depois, seque e coe com um crivo. Com a goma já peneirada, jogue-a, aos poucos, em um frigideira aquecida, até o pó ficar consistente.

Descasque os camarões, corte o tomate, a cebola em cubos, o cheiro verde e refogue em uma frigideira com o óleo. Depois, deixe por uns 10 minutos até dourar. Em uma outra panela com água, cozinhe o jambu com um pouco de sal. Para finalizar, basta rechear a tapioquinha com o refogado do camarão e o jambu. A porção rende oito tapioquinhas.

FONTE: http://redeglobo.globo.com/pa/tvliberal/edopara/noticia/2014/07/tapioquinhas-da-vila-sao-tradicao-na-ilha-de-mosqueiro.html

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

EVENTO RALIGIOSO: FESTIVIDADE DE SANTA ROSA DE LIMA

 

A Coordenação da Festividade de Santa Rosa de Lima, na povoação de Caruaru, interior da Ilha do Mosqueiro, realizou, no último dia 22, a procissão fluvial em homenagem à Santa Padroeira do lugar, assim focalizada por Tiago Júlio, na reportagem do Diário do Pará de sábado:

Fiéis homenageiam Santa Rosa de Lima

Uma procissão grande e bela dentro da sua simplicidade. Assim pode ser descrita a romaria de Santa Rosa de Lima, que reuniu dezenas de devotos pelas ruas e canais do distrito de Mosqueiro, ontem pela manhã.

A caminhada seguiu da Paróquia de Nossa Senhora do Ó em direção ao porto do Pelé. De lá, a imagem de Santa Rosa de Lima foi embarcada e seguida de perto por dezenas de barcos de todos os tamanhos, até a comunidade de Caruaru. O percurso, repleto de homenagens, subiu o rio Tamanduaquara e emocionou os fiéis.

Com queima de fogos, apresentação de coral e acompanhamento da banda “Luz Divina”, a imagem de Santa Rosa de Lima foi recepcionada na comunidade de Caruaru. O padre Cristóvão Freitas, que celebrou a missa no local, afirma que Santa Rosa foi a primeira Santa da América Latina.

“Os ribeirinhos a elegeram para devoção e hoje nós vemos uma relação muito próxima do homem do rio e Santa Rosa. Essa romaria fluvial, que nada mais é que uma grande manifestação de fé, revela todo amor do povo pelo divino”, comenta.

Para o devoto Augusto Amaral, 33 anos, a festividade de Santa Rosa de Lima merece mais atenção. “É uma procissão que pouca gente conhece e por isso nem imagina o quanto é bonita. Eu me sinto muito recompensado de poder estar todos os anos participando”, diz.

FÉ

A devota Eliete Jardim, 64 anos, conta que passou por um grave problema de saúde e acredita que se recuperou graças à intercessão de Santa Rosa de Lima. “Com fé a gente consegue tudo e nada é impossível. Basta a gente acreditar e confiar. Não tenho nada pra pedir, só agradecer”, fala.

Alfredo da Silva, 41 anos, fez questão de enfeitar seu barco de pesca, instrumento de trabalho, para participar da romaria fluvial. “A safra do açaí deu muito boa e nós conseguimos pescar muito camarão. É importante a gente ser grato à Santa Rosa de Lima por tudo que tem conseguido”, lembra. Se depender de Alfredo e da comunidade do Mosqueiro, a tradição de homenagear a Santa perdurará por anos. “A fé não tem tamanho”, completa o pescador.

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Imagem de Santa Rosa de Lima foi seguida por centenas de pessoas pelo rio Tamanduaquara.

Para conhecer detalhes da festividade, pesquise neste blog:

http://mosqueirando.blogspot.com.br/2010/09/na-rota-do-turismo-caruaru-e.html

http://mosqueirando.blogspot.com.br/2013/08/evento-religioso-os-passos-da-devocao.html

terça-feira, 12 de agosto de 2014

NA ROTA DO TURISMO: PROGRAMA SUCESSO | BELÉM DO PARÁ



Programa de Televisão.Gênero: Entretenimento
Exibição: Domingo, às 11h na TV Cidade/Record Ma
Site: www.programasucesso.com.br
Apresentadora: Rejanny Braga

NA ROTA DO TURISMO: NOSSA GENTE NOSSA TERRA - MOSQUEIRO




Primeira parte da matéria sobre a ilha de Mosqueiro - Belém/PA no programa Nossa Gente Nossa Terra. O programa é uma produção independente exibido pela TV Tocantina, afiliada da Rede Bandeirante, canal 6, Cametá-PA. Apresentação Kelves Raniery (2.011).

CANTANDO A ILHA: PRAÇA DO MOSQUEIRO



Autor: Severino Britto

No Mosqueiro, há gente que é gente.
O que nos torna a Ilha bem saudável;
Lá na Praça, encontramos o Contente,
A nós, ofertando um sorriso afável.

Quem gosta de jogar o dominó,
Diverte-se bastante: tem “burrinho”
Entre os quais destacamos o “Cocó”
Que faz da “baratada” o seu joguinho!

Desfrutamos sabores do Pará:
Tapioca, cuscuz e o tacacá.
As crianças soltando os seus balões!

Os adultos nos “papos” relembrando...
Sentados em seus bancos... Caminhando,
E o sangue agitando os corações!


FONTE: O Viajante/ Severino José Britto – 1. ed. – Belém: Ed. Do Auto, 2009, p. 127

O autor:

Severino José de Britto, brasileiro, Oficial Superior da Marinha de Guerra (RRM) e com formação em Odontologia (UFPA):

“Já vivo a terceira idade,
No Norte, lugar que me quis.
Já fiz até faculdade,
Mas sou um eterno aprendiz.

Sou o Severino Britto,
Natural de Alagoas.
Cá estou, pois acredito,
Que aqui só tem coisas boas!”

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

CANTANDO NA ILHA: CLIPE OFICIAL DE VALKETHELLY - MEU MUNDO.



Postado por Paulo Sérgio

NA ROTA DA HISTÓRIA: ASSENTAMENTO MÁRTIRES DE ABRIL–15 ANOS

 

No Pará, Assentamento Mártires de Abril completou 15 anos, no dia 5 de maio de 2014.

REPOSTADO DA PÁGINA DO MST

A ilha de Mosqueiro, região metropolitana de Belém, sempre foi conhecida como um dos refúgios da burguesia da capital paraense. Juízes, promotores, empresários e políticos da cidade têm mansões e terras na ilha.

No dia 03 de maio de 1999, cerca de 400 famílias ligadas ao movimento ocupam a fazenda Taba (Transportes Aéreos da Bacia Amazônica) e montam acampamento reivindicando a desapropriação da área. Depois de quatro ações de despejos de forma violenta, em 2001 as famílias conseguem conquistar a terra.

A antiga fazenda, onde antes acontecia degradação do meio ambiente, prostituição e tráfico de drogas, hoje abriga o assentamento Mártires de abril, que completou 15 anos de lutas e resistência.

A festa de aniversário do assentamento contou com a participação de partidos políticos de esquerda, movimentos sociais da cidade de Belém e da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH). Todos acompanharam e se solidarizaram com essa luta desde os primeiros dias de acampamento, em 1999.

“O primeiro resultado positivo é saber que aqui não se passa fome. Aqui se produz macaxeira, feijão, peixe, cupuaçu, açaí, galinha caipira. E isso é muito importante pra gente, pois as pessoas que aqui estão lutam por sua dignidade enquanto seres humanos”, afirma Jane Cabral, da direção do movimento.

Lapo: Uma experiência agroecológica

Em 2005 as famílias organizam o Lote Agroecológico de Produção Orgânica (Lapo) a partir de uma concepção do próprio MST através das leituras e estudos a respeito da agroecologia.

O militante Mamede Gomes, assassinado em 2012 no seu lote enquanto trabalhava, foi um dos principais responsáveis pela criação do projeto e um dos homenageados durante a mística de abertura da celebração dos 15 anos do assentamento.

A produção começou com maracujá, hortaliças, macaxeira, feijão até consolidar o Lapo dentro de uma transição agroecológica, produzindo alimentos de forma saudável e diversificada, livre de venenos, agrotóxicos, fazendo a troca de sementes e combatendo a política do monocultivo do Agronegócio.

“Temos a prática de troca de sementes e mudas, intercâmbio com as universidades e pesquisadores, vivência e troca de experiências com estudantes. O Lapo se tornou o legado que o Mamede nos deixou e queremos que ele sirva de exemplo para os nossos outros acampamentos e assentamentos”, afirma Teo Nunes, assentada e viúva de Mamede.

FONTE: http://www.mst.org.br/node/16057