terça-feira, 30 de abril de 2013

EVENTO CULTURAL: LANÇAMENTO DO LIVRO “MOSQUEIRO UMA VIAGEM AO PASSADO”

 

No próximo dia 02 de maio, no Hangar Centro de Convenções, em Belém do Pará, às 19 h, acontecerá o lançamento do livro Mosqueiro Uma viagem ao passado, de autoria do Prof. Francisco Antônio Almeida Pereira, docente da Escola Estadual Honorato Filgueiras. O evento será realizado no Estande da Imprensa Oficial do Estado e constitui uma das programações da XVII Feira Pan-Americana do Livro.

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MOSQUEIRANDO: Recebemos e agradecemos o convite para o citado evento e, sem dúvida, estaremos presentes. Esse convite é extensivo à população, que, certamente, prestigiará o louvável trabalho do professor.

domingo, 28 de abril de 2013

MEIO AMBIENTE: A ILHA E O PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO

 

Com certeza, você já ouviu falar que só se preserva o que se conhece. Na verdade, o conhecimento é o primeiro passo a ser dado em qualquer ação educativa ou administrativa visando à preservação ou à conservação do meio ambiente, seja ele natural ou construído pelo ser humano.

Na última década do século XX, surgiu a ideia do desenvolvimento sustentável como espécie de fórmula mágica para salvar o planeta. Não é bem assim, pois o desenvolvimento que praticamos está atrelado ao capitalismo, sistema econômico que busca, acima de tudo, o lucro mais rápido; enquanto a sustentabilidade tem por base o princípio da conservação, Isto é, do uso dos recursos naturais sem destruí-los, sem degradações às vezes irreversíveis.

No entanto, esse antagonismo ideológico não invalida totalmente o conceito da sustentabilidade, que pode ser – e está sendo – aplicado em pequenas áreas, sempre com base no conhecimento dos meios físico e social e das técnicas de manejo.

Ações antrópicas alteram a Paisagem, seja pela ocupação seja pela exploração. Por esse motivo, existem as leis. Se as propostas buscam o ideal e as promessas, a demagogia; as leis, por sua vez, refletem um consenso social a ser cumprido por todos. O grande problema é a aplicabilidade das leis, que muitas vezes esbarra na falta de vontade político-administrativa, na ignorância do povo, na inexistência de fiscalização e cobrança, na morosidade da justiça ou, quase sempre, nas famosas saídas-pela-tangente que lembram o não menos famoso leão da montanha, personagem de desenho animado.

Já que estamos focalizando tal assunto, vamos abordar alguns artigos da Lei nº. 8.655, de 30 de julho de 2008, a qual dispõe sobre o Plano Diretor do Município de Belém, cuja área territorial abrange a Ilha do Mosqueiro como Distrito Administrativo.

O Art. 110 da referida lei define, entre outras, como diretrizes das Zonas Especiais de Interesse Ambiental (ZEIA) a recuperação de áreas degradadas livres ou ocupadas, o controle das atividades de extração mineral; a preservação dos maciços vegetais remanescentes no interior da malha urbana e os ainda livres de ocupação, as áreas de matas ciliares, margens de cursos d’água e o entorno das áreas de mananciais de abastecimento da cidade.

O Art. 111 relaciona as Zonas Especiais de Interesse Ambiental que estão incluídas na Macrozona do Ambiente Urbano, citando a orla da ilha do Mosqueiro, a bacia do rio Tamanduaquara, a bacia do rio Murubira, a bacia do rio Cajueiro, a bacia do rio Carananduba e a bacia do rio Sucurijuquara.

Já o Art. 112 determina as Zonas Especiais de Interesse Ambiental pertencentes à Macrozona do Ambiente Natural, entre as quais estão o Parque Ecológico da ilha do Mosqueiro, a área entre os rios Pratiquara e Mari-Mari, a área do igarapé do Santana e furo da Bacabeira (leste da ilha), o arquipélago do Furo das Marinhas, a área do furo Pirajuçara e igarapé Pindauateua e a ilha de São Pedro (ao sul).

O Plano Diretor do Município de Belém, em seu Art. 113, trata das Zonas Especiais de Interesse do Patrimônio Histórico e Cultural (ZEIP), definindo-as como “...áreas formadas por sítios e conjuntos arquitetônicos de valor e significância cultural, de relevante expressão artística, histórica, arqueológica e paisagística, que requerem preservação e reabilitação ou compatibilização com o sítio integrante do conjunto (ANEXO VI).” Em seu único parágrafo, determina que os sítios arqueológicos sejam preservados, com o objetivo de contribuírem para o resgate da história dos assentamentos humanos no Município. O Art. 114 lista as ZEIP incluídas na Macrozona do Ambiente Urbano, citando entre elas a Vila do Distrito de Mosqueiro e seu entorno, a orla da ilha de Mosqueiro e a ilha de São Pedro.

Uma vez que existe a lei, pergunta-se: Por que não cumpri-la integralmente? Será que o seu teor, votado e aprovado pela Câmara e sancionado pelo Prefeito, não vai ao encontro dos anseios da coletividade? Ou vai de encontro a interesses pessoais e financeiros de alguns?

sexta-feira, 26 de abril de 2013

CANTANDO A ILHA: ILHA DE MOSQUEIRO


Autor: Gedson Lidório
 
Uma ilha linda, a mais linda ilha, ilha rainha
Ilha de praias grandes, de Chapéu Virado,
Ilha de camarões, de peixinho ornamentado,
Ilha do tralhoto, dos siris presos nas ocas,
De marés altas e baixas, de raízes suspensas,
Ilha das águas barrentas, das esperanças imensas,
Ilha de água do rio, que tem tudo da ilha do mar,
Que tem mais ainda, água doce, praia linda,
Ondas que bravias nas pedras vêm quebrar!
Ilha de povo bom, do homem irmão,
Ilha do Mosqueiro, o tiro bem certeiro,
Que arrematou meu coração!


Senhor Deus, eu quero agradecer, pelo povo desta ilha,
Pelo pobre, pelo irmão.
Senhor Deus, eu quero te pedir, dê ao pescador queimado,
Tua Palavra Santa, mais conhecimento.
Que possa aquele povo, compreender bastante e novo,
O que é Salvação;
Pois se me tocastes, não o foi tanto por causa do turista rico
Que pelo dinheiro já está consolado...
Me fizestes ver o casebre mal coberto,
O fogão em céu aberto, o chibé mal acabado...
Rostos quase sem esperança, de mulheres, da criança,
Do pescador solitário, que busca seu galardão,
No heróico enfrentar das ondas,
Navegando pra lá de lá, tirando d’água o pão de cada dia,
Que untado com a manteiga do açaí,                                                

Engana um pouco a fome que se adia!


Não! Fizestes q
ue meus olhos de pastor,
Enxergassem o suor, a lágrima, a falta,
O grito de quem tem dor,
A roupa suja e rasgada, o móvel todo quebrado,
O barco, o remo, o motor velho que ronca, a rede bem trançada!
A alma singrando esquecida, em vis correntes amarrada,
Sem garantias de vida, sem vela,                                                    
sem vento, sem  força, sem rumo,
sem paz no coração,
É alma perdida, tomando a morte por vida,
Tomando o abismo por glória,                                                           
Navegando na escuridão!
                                                                                                                       
Senhor, como o dia aqui tem um céu azul,                                    
Que nuvens pude contemplar,                                                          
Que ondas lindas, que praia!!
Oh! Que ilha dos peixes grandes, dos botos, da arraia.
Que cheiro sublime de natureza virgem,
Que linda visão que me causa vertigem,
Que pássaros que esvoaçam, que gralham, que mergulham,
Que ruas de mansões, que cais imenso, que escadas...
Que grandes mangueiras, espalhadas altaneiras,
Que plantas, os musgos, as flores da lama,
O parasita que enrama e é tudo beleza!
Oh, Deus, que natureza!

Lá onde meus olhos não foram, a floresta se emaranha,
Após as águas da baía, numa doce e bela folia,
Animais, pássaros, peixes, de toda sorte e matiz,
Brincam de serem livres, brincam de ser feliz!!
E nos bosques que ainda existem,
Nesta ilha, e nos matos que pude ver,
Vi a aranha terrestre, cuidando da flor silvestre,
Que é para ninguém mexer!
Vi vermes no chão, o macaquinho brincalhão,
O tronco da árvore assassinada,
Na beira da estrada caída
Se fazendo em cinzas, se esvaindo em nada!

Escurecendo... vi a ponte, se erguendo iluminada,
Para traz deixo a cidade,
Saio da ilha abençoada,
Volto para meu formigueiro...
Adeus ilha paraíso, adeus povo bom,
Adeus ilha do Mosqueiro!
                                            
                                            (Mosqueiro, julho de 1986)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

MEIO AMBIENTE: CARAMUJO NERETINA OU ARUÁ-DO-MANGUE

Autor: Pedro Leão

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As Neritinas são pequenos caramujos bastante coloridos, originários de mangues / estuários, mas que se adaptam bem a aquários de água doce. Possuem uma concha globosa e semiesférica, com espira baixa, de aspecto porcelanoso e não nacarado, com superfície lisa e polido. São excepcionais algueiros, mas têm o inconveniente de depositarem cápsulas de ovos nos vidros, rochas, etc. Duas espécies ocorrem no Brasil, Neritina zebra e Neritina virginea.

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Neritina zebra ocorre no Brasil, desde o Pará até Cabo Frio (RJ) e no Suriname. É uma espécie comum em bancos de lama, em águas salobras. Espécie tolerante à poluição, Neritina zebra resiste a regimes de limnéticos a eurihalinos. Esta espécie é utilizada no Estado do Pará como alimento e fonte de renda para famílias ribeirinhas, sendo sua concha também utilizada na preparação de argamassa de taipa, junto com outros componentes, como a água e o barro.

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ILHA DE MOSQUEIRO

Neritina zebra ocorre neste arquipélago do estuário amazônico, tanto nos substratos das áreas de praias (costões) como na do Ariramba, Caruara e Paraíso, como também nos ambientes ribeirinhos da denominada área rural da ilha.

Neritina zebra (Bruguière, 1792) (Mollusca: Gastropoda: Neritidae).

A Neritina zebra é um herbívoro dominante do entremarés dos costões rochosos da Ilha de Mosqueiro, sendo uma importante reguladora das comunidades de  algas. A complexidade do substrato pode ser importante na ocorrência destes moluscos, influenciando na disponibilidade de refúgio.

Substratos: matacão,  argila, transição entre matacão e argila, seixo  e calhau.

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Conchas de  Neritina zebra, apresentando diferentes cores, variando de marrom bem escuro a amarelo.  A última concha do lado direito da segunda fileira foi tratada com hipoclorito de sódio. 

Fontes:

pibic.ufpa.br/ANAISSEMINIC/.../geociencias_oceanografia012.pdf

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=144568

http://www.planetainvertebrados.com.br/index.asp?pagina=especies_ver&id_categoria=27&id_subcategoria=&com=1&id=133&local=2

http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br

FONTE:

http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2013/03/caramujo-neretina-ou-arua-do-mangue.html

terça-feira, 23 de abril de 2013

JANELAS DO TEMPO: DESPERTANDO PARA O AMOR.

Autor: Cândido Marinho Rocha

Quando o barco partiu, dois vultos se deitavam sobre uma capa de borracha, estendida na praia do Bispo, úmida e deserta, àquela hora.

A madrugada cedia ao alvorecer.

Ali mesmo havia sido, há muitos anos, aquilo que os pescadores e mercadores chamavam de Ponta dos Maristas, porque ao alto, lá em cima, na ribanceira, localizava-se a casa onde os mestres costumavam descansar das lidas do período escolar. Aos grupos, pela manhã, saíam eles a rezar, no hábito comum. E um rumor uniforme de vozes masculinas se compunha religiosa e perfumadamente, com as últimas notícias da madrugada e as primeiras visões do sol, que nascia por trás da Vila.

De alguns maristas ainda são lembrados os nomes: Eloi, Henrique, Bernardo, Luiz, Estevão e Reginaldo, homens de invulgar sabedoria e estudos alguns vindos da França, Holanda, Espanha, Alemanha, outros nascidos no Brasil, para organizar, como realmente organizaram, uma nova mentalidade escolar aqui no Norte, imprimindo à mocidade de então seus princípios de moral e de razão.

Indiferentes à política partidária, dedicavam-se à educação, severamente obedientes aos princípios brasileiros da ordem e da legalidade.

Talvez sem saber, celebravam ali a origem, segundo alguns, do nome daquela ilha bonita e singela – Mosqueiro. Dizem os pescadores mosqueirenses que, naquela ponta, lá em baixo, projetada para a baía, reuniam-se habitualmente quando regressavam das pescarias, feitas então quase que exclusivamente para a própria subsistência. Ali mesmo tratavam os peixes, faziam o moquém, assavam e, às madrugadas friorentas, comiam deliciadamente, com intercalados sorvos de cachaça.

No dia seguinte, as moscas afluíam e, em consequência, começaram a denominar o lugar de Moqueiro e depois Mosqueiro. Versão recolhida entre vários moradores da Ilha, não confirmada, todavia, pela tradição escrita.

Pois foi ali, naquele mesmo local, já abandonado pelos pescadores, tendo tomado o nome de Ponta dos Maristas, que começou a nossa narrativa.

Os dois vultos que se deitaram sobre a capa de borracha, na manhã vacilante e brumosa, compunham um casal de jovens tomado de amor.

-- Não acreditava que pudesses vir.

-- Nem eu que pudesse sair.

-- Como o conseguiste?

-- Uma tia viajou para Belém e assim surgiu o pretexto para vir até a ponte.

-- Faço votos que ela viaje bem e tenha feliz permanência em Belém.

-- Mas foi imprudência, da qual não deves retirar concessões de minha parte.

-- Sei, mas de outra forma jamais poderíamos conversar assim, sem outros ouvidos, em silêncio e proteção completos.

Ela não disse mais nada e o moço começou a dirigir os assaltos, nas suavidades calculadas. A moça, rendida mas não alheia ainda aos seus princípio, seguia a brisa dos carinhos que o rapaz sabia manipular. A manhã era propiciatória, havia entre eles a atração inicial dos corpos jovens, a proteção humilde e silenciosa das ramas úmidas, pendidas sobre a praia, cobrindo-os de olhares que, ali, eram inadmissíveis.

Progrediam. Mas a Ponta dos Maristas era um lugar onde a luz do sol e a luz da pureza chegavam cedo.

E assim foi que o vozeirar dos Maristas acabou por proteger a moça que, num salto rápido, ergueu-se e partiu correndo pela praia, subiu a ladeira, atravessou a Praça da Matriz e, ainda assustada como avezinha alvejada mas não ferida, chegou a casa, coração agitado, remorso em flor.

Por muitos anos havia de ouvir os Maristas rezando, piedosamente, protetoramente, providencialmente.

O moço, surpreendido pela súbita rezaria, incapaz de evitar a fuga da moça, recolheu a capa sobre os ombros e, ao olhar para o alto, viu ainda o corpanzil do irmão Eloi a dirigir o terço.

E sorriu, sinceramente agradecido.

FONTE: MARINHO ROCHA, Cândido. “Ilha Capital Vila”- GRÁFICA FALÂNGOLA EDITORA. Belém-Pa. 1973- pp. 36, 37, 38 e 39).

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domingo, 21 de abril de 2013

CANTANDO A ILHA: PRAIA




Autor: Prof. Alcir Rodrigues

A flor
do marupá
já desabrocha
e o mar
amor
na preamar
surra as rochas
negras



                                   as estrelas
                                   a noite
                                   o sol
                                   o luar
                                   o arrebol



as areias cor-de-areia
a verdura dos barrancos
a seminudez dos banhistas
a quadra e as escadarias
as pedras Rei e Rainha
o Bispo-Sem-Cabeça
a passear por ti
pequena triste praia.
Não me saia da lembrança
               nunca,
                                                

                                   não me saia!


FONTE:
http://moskowilha.blogspot.com.br/2013/01/praia.html#links

quarta-feira, 17 de abril de 2013

CURIOSIDADES: POR QUE CHAPÉU VIRADO?

Chapéu Virado: denominação curiosamente singular para uma enseada! Essa mesma enseada, a que os índios chamavam Maandeua, é uma das mais belas praias da costa oeste da ilha do Mosqueiro e um dos points turísticos preferidos por banhistas e visitantes.

Esse nome foi atribuído, no início, à ponta mais saliente da Ilha, que avança sobre as águas da baía do Marajó, estando registrado em códices e mapas muito antigos, como a Planta do Porto do Pará, trabalho cartográfico não datado, talvez oriundo dos remotos tempos do século XVII.

Tal situação geográfica de grande importância como referência náutica foi o motivo que levou a Marinha a instalar ali, em 1872, o primeiro farolete, exatamente onde, hoje, se encontra o Hotel Farol. Originariamente batizado como Ponta-do-Chapeo-Virado, o local passou a ser conhecido como Ponta do Farol pelos pescadores. Assim, no final do século XIX, a enseada viu a sua extensão ser dividida, para abrigar um novo nome consagrado pela vontade do povo: praia do Farol.

Dificilmente saberemos quando a designação Chapéu Virado foi empregada pela primeira vez. Difícil também é determinar o porquê de sua origem, o seu real significado, pois não existem documentos comprobatórios, embora muitas explicações tenham surgido, todas envolvendo essa peça tão comum da indumentária em todas as épocas. Seria uma lembrança dos rústicos chapéus de abas largas dos antigos pescadores que ali labutavam ou dos usados pelos valentes cabanos, que derramaram seu sangue naquelas areias? Ou dos finos chapéus de palhinha dos senhores aristocratas que frequentavam a Ilha, naqueles tempos longínquos?

Quem sabe não foi produto da imaginação criativa de algum navegador que, aproximando-se da Ilha, vislumbrou, no formato da enseada, a silhueta de um chapéu beirado cheio de água? E, já que estamos no campo da imaginação, não teria esse viajante comparado o lugar com a praia de Copacabana, cuja ponta avança sobre a baía de Guanabara? Em verdade, guardadas as devidas proporções, ambas as enseadas se assemelham pela forma de meia-lua. Os nomes das duas praias teriam, portanto, certa relação, uma vez que da palavra aportuguesada Copacabana lembrar-se-ia o tal navegador, pois, no sentido dicionarizado, copa é a parte superior do chapéu.

Deixando de lado a fantasia, a verdade é que o invulgar nome Chapéu Virado teve uma grande divulgação em Paris, no inicio do século passado, promovida por Arthur Pires Teixeira, amante fervoroso e benfeitor incondicional daquela magnífica localidade da ilha do Mosqueiro.

imageimage         Praia de Copacabana (Fonte: Google Earth)           Praia do Farol (Fonte: Google Earth)

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