quarta-feira, 10 de abril de 2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

CANTANDO A ILHA: UMA DAS MAIS BELAS ILHAS DO ENTORNO DE BELÉM




Autora: Simplesmente Pat

Das quarenta e três ilhas nos arredores de Belém,
És querida, és formosa...
Abrigas um Parque que muitas riquezas contém,
Sendo a biodiversidade grandiosa.


Ilha bela que guarda recordações da infância,
Sessenta e sete quilômetros te separam de Belém,
Tua riqueza em fauna e flora se traduz na exuberância,
Casarões seculares, a Vila, a tapioquinha, tudo faz bem.


Teu nome vem de “moqueio”,
Processo de conservação de alimentos de origem dos nossos índios irmãos.
Na verdade te chamas Mosqueiro
E te amamos de montão.


Se em Mosqueiro chegar,
Muitos são os atrativos,
Pode no Igaracoco ficar,
Ariramba, Murubira, São Francisco... Verdadeiros aperitivos.


Praia do Bispo, Praia Grande e Prainha,
Cada qual com seu encanto,
Nos dão prazer de rainha,
Basta escolher o recanto.


Gerenciado por Xavico, o pastel do Oliveira...
Não há nada mais gostoso
Do que comer a besteira,
Ainda que te chamem guloso.


Na Vila, a praia do Areião,
Cada praia uma diferenciação.
No Murubira vai povão,
Contudo, em todas há curtição.



Com teu ar romântico e sossegado,
Tens um quê de melancólico,
Deixa o poeta inspirado,
Te confere um ar bucólico.


Acolhes com simpatia todos os visitantes,
Marca do teu carisma e hospitalidade,
Praias, rios igarapés, belezas caboclas constantes,
O Pará agradece o prazer dessa realidade.



FONTE: http://www.recantodasletras.com.br/poesiasbucolicas/1771221

sábado, 6 de abril de 2013

MEIO AMBIENTE: ARRAIAS (RAIAS) NO ESTUÁRIO AMAZÔNICO

 

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A América do Sul (AS) apresenta uma grande diversidade de peixes de água doce e marinha, com ocorrência de muitas espécies de arraias (raias). Na AS, existe uma família de raias (Potamotrygonidae) que está restrita a ambientes dulcícolas. As raias ou arraias de água doce pertencem à Classe Chondrichthyes, Subclasse Elasmobranchii e a Ordem Rajiformes.

O estuário amazônico forma um ambiente peculiar e ainda pouco estudado, que abriga espécies marinhas, estuarinas e de água doce, sendo algumas de fundamental importância para a pesca regional e nacional. A enorme descarga de águas continentais (6.300 km3/ano) e de sedimentos (9,3x108 ton./ano) do rio Amazonas forma um ambiente complexo e de grande extensão na sua foz.

Neste ambiente natural - foz dos rios Amazonas e Tocantins e um arquipélago de ilhas flúvio-marinhas onde se destaca a ilha   de Marajó abrigam tanto arraias (raias) continentais quanto marinhas.

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Potamotrygon orbignyi

Estudo em ambiente natural sobre os hábitos e estratégias alimentares de espécies de arraia de água doce permite a inferências sobre ecologia e conservação das espécies.

Fisiologicamente, as raias da família Potamotrygonidae, são peixes que possuem o corpo circular ou em forma de disco, comprimido dorso-ventralmente. A boca está situada em posição ventral e possui uma série de pequenos dentes molariformes considerados adaptados ao tipo de alimento consumido, sendo moluscos, crustáceos e pequenos peixes itens alimentares considerados principais.

A revisão sistemática da família apontou a existência de três gêneros válidos para a região Neotropical, sendo: Paratrygon e Plesiotrygon (monoespecíficos) e Potamotrygon (compreendendo aproximadamente 18 espécies). Entretanto, algumas evidências sugerem que outras espécies ainda possam ser descritas. A região amazônica é a que oferece maior diversidade de espécies nos três gêneros.

Algumas espécies de raias de água doce possuem valor no mercado de peixes ornamentais, apesar de não serem amplamente utilizadas para fins de consumo na região da bacia Amazônica. Potamotrygon orbignyi está entre as espécies capturadas na região da foz Amazônica como peixe ornamental.

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Potamotrygon leopoldi

Alguns estudos científicos focaram os hábitos das raias em relação as suas presas, outros relacionaram a anatomia dos potamotrigonídeos com seus hábitos alimentares, afirmando que suas placas dentárias eram consideradas ideais para triturarem conchas e carapaças insetívoras. Paratrygon aiereba possui preferência alimentar por peixes e camarões e P. orbignyi apresentou uma preferência alimentar por piolhos d’água (Família Sphaeromatidae) e larvas de insetos (Família Chironomatidae). Com relação às táticas alimentares de Potamotrygon leopoldi e Potamotrygon aff. histrix (possivelmente se referindo a Potamotrygon orbignyi), como sendo do tipo fuçadoras/especuladoras de substrato.

Outras pesquisas estão voltadas a fauna de animais aquáticos potencialmente perigosos à saúde humana onde aparecem as arraias marinhas e as de águas doces. As arraias estão vinculadas a um tipo de ictismo – caracterizado por acidente causado por peixes, através de ferroada.

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Potamotrygon aff. histrix

A vítima da ferroada sente uma dor aguda e sofre um ferimento de cicatrização difícil, de consequências como necroses (morte de tecidos) ou problemas cardiorrespiratórios. Ainda assim, acidentes fatais com humanos são bastante raros – é preciso que um órgão vital seja atingido ou que a pessoa seja muito sensível à peçonha.

Assim, é bom ficar longe delas. Evite nadar quando a maré está baixa (e elas ficam mais expostas). Lugares com lama e com poucas ondas são alguns dos prediletos das arraias. Pescadores e ribeirinhos, vítimas comuns desses animais, costumam dar outra dica: ao entrar na água, não dê passos largos – arraste os pés para avisar a arraia, que tem tempo de fugir sem que ninguém saia ferido.

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RX de um exemplar de arraia

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Fontes:

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAIlEAJ/alimentacao-potamotrygon-orbignyi

http://www.pescadepraia.com/arraia.htm

http://super.abril.com.br/mundo-animal/arraias-sao-animais-perigosos-446605.shtml

iah.iec.pa.gov.br/iah/fulltext/pc/.../iec/.../leao_cap55p813-817.pdf

FONTE:

http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2012/11/arraias-raias-no-estuario-amazonico.html

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A ILHA CONTA SEUS CAUSOS: HOJE É NOITE DE MATINTA.

Matinta Pereira
de LaMonalisah


BAÚ DE HISTÓRIAS

Canal dedicado especialmente aos
vídeos da Cia Ópera na Mala.
Para saber mais sobre o grupo:
www.operanamala.com.br
www.tvratimbum.com.br
FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=7DL20ZeQAME


Matinta Perêra - Lendas Urbanas





FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=68NMP9yuX0E

quinta-feira, 4 de abril de 2013

CURIOSIDADES: CURTA PARAENSE MATINTA (TRAILER)






Curta de Fernando Segtowick
Com Dira Paes, Adriano Barroso e Astréia Lucena
Roteiro de Adriano Barroso e Fernando Segtowick
Fotografia de Pablo Baião
Edição trailer Multi Amazônia Brasil Produtora


PESQUISE NESTE BLOG:

http://mosqueirando.blogspot.com.br/2010/09/curiosidades-varinhas-da-lembranca.html
http://mosqueirando.blogspot.com.br/2013/03/meio-ambiente-comunidades-rurais-de.html

quarta-feira, 3 de abril de 2013

NA ROTA DO TURISMO: SÍTIO PRATIQUARA

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FOTO: Fernando Lima Kayak Selected for Google Earth [?] - ID: 43234596

FONTE: http://www.panoramio.com/photo/43234596

Sítio Pratiquara

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Localizado em frente ao Rio Pratiquara, é um local belíssimo, além de ter uma ótima infraestrutura. O sitio também oferece trilhas ecológicas aos turistas.

FONTE:

 http://cidadebrasileira.brasilescola.com/para/pontos-turisticos-mosqueiro.htm

UM LADO DIFERENTE DE MOSQUEIRO

Ilha situada no estado do Pará e banhada pelas baías de Santo Antônio, Marajó e do Sol, atrai turistas.

JOÃO PAULO SEABRA

João Paulo Seabra

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Quem pensa que a ilha de Mosqueiro tem a oferecer somente as praias de água doce e a deliciosa tapioquinha na Vila, com certeza ainda não conhece a trilha ecológica do Nonato – como é mais conhecida a Trilha do sítio Pratiquara.
O ponto de partida é o porto do Pelé, nas redondezas do cemitério da cidade. Dentro de no máximo 20 minutos de barco, já se chega lá. O dono do sítio e guia turístico espera os visitantes e ajuda todos a desembarcarem no trapiche que aparece no meio da mata.

No início, todos os avisos e precauções que devem ser tomadas durante as mais de duas horas de caminhada são falados. Muitas pessoas decidem não continuar e atravessam a barco em direção a uma balsa, onde encontrarão mais tarde os aventureiros.

A trilha reveza momentos de mata fechada, em que é necessário se abaixar e empurrar alguma mata, e espaços mais abertos, momento propício para respirar fundo. Também é preciso ter equilíbrio para passar por pontes estreitas feitas com palmeiras do açaí.

Se o horário for o adequado (por volta de oito horas da manhã ou no final da tarde), os trilheiros conseguem ver animais como os pássaros e peixes da Amazônia. Eles ainda conhecem árvores nativas e os seus usos, como são a Castanha do Pará ou a Angelim Pedra.

Ainda é possível ver buracos no chão indicando a principal atividade econômica, até algum tempo atrás, das oito comunidades do entorno da trilha: a produção de carvão. Uma área de mangue também está no meio da trilha do Nonato. Para não prejudicar o meio ambiente, placas com o tempo de degradação de matérias como o vidro e o plástico também estão na trilha. 
No final da aventura, para recuperar as forças, os visitantes podem deitar em redes penduradas em cabanas, tomar banho no rio, andar de pedalo e ainda se impressionar com artesanatos produzidos por moradores da região. Um dos objetos que mais agrada é o “pau da chuva”, um cilindro feito de palmeira com pedras dentro que ao ser virado de um lado para o outro imita o barulho da chuva. Ele tem uma finalidade relaxante.

O almoço é servido logo em seguida e tem no cardápio elementos da culinária do Pará, como o peixe no caldo do tucupi, camarão, sucos de frutas da Amazônia como o cupuaçu e ainda o açaí, que deixa muitos turistas deliciados.
Depois de completar a trilha com a família e amigos, a arquiteta Luíza Figueira se mostrou empolgada com a aventura pela qual passou. Ela já tinha feito esse tipo de atividade antes, mas diz que a do Sítio Pratiquara é diferente, pois é de mata fechada como poucas.

Até o ano de 2004 a trilha ainda estava em fase de experimentação, quando estudos topográficos e estratégicos estavam sendo feitos. Agora ela já está funcionando regularmente e recebe grupos de no máximo 15 pessoas, duas vezes na semana.

Durante a caminhada, eles fazem uma interpretação, ou seja, conhecem espécies animais e vegetais típicas da região, comentam as suas utilidades, muitas vezes medicinais, e como os povos aborígenes as usavam.
Para visitar a trilha é necessário agendar um grupo por meio de uma empresa. Outras informações e agendamentos podem ser conseguidos pelo e-mail
sitiopratiquara@yahoo.com.br.

FONTE: http://www.ilc.ufpa.br/jornal/lazerturismo/index.php?id=12

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FONTE: http://www.fabelnet.com.br/graduacao/turismo/visitas/pratiquara.asp

segunda-feira, 1 de abril de 2013

MEIO AMBIENTE: ASPECTOS ECOLÓGICOS EM UMA ÁREA DE MANGUE NA BAÍA DO SOL.

 

ASPECTOS ECOLÓGICOS EM UMA ÁREA DE MANGUE NA BAIA DO SOL MOSQUEIRO, BELÉM - PA.

ASPECTOS ECOLÓGICOS EM UMA ÁREA DE MANGUE NA BAIA DO SOLMOSQUEIRO, BELÉM - PA.

                         JOSÉ CARLOS SILVA SANTOS

                              Gestor Ambiental - UNOPAR 

1 - INTRODUÇÃO:

Este estudo tenta descrever de maneira simples e objetiva os aspectos, como populações, relações ecológicas, cadeias alimentares e condições ambientais, junto com seus equilíbrios e desequilíbrios, em uma área de ambiente de mangue localizada na Baia do Sol, ilha de Mosqueiro, Distrito de Belém-PA.

A importância deste estudo é a aplicação in loco de algumas idéias básicas de Ecologia, onde o principal objetivo é especificar as ações mutuas entre os seres vivos e o meio ambiente. A  Ecologia como fim cientifico, procura compreender as relações existentes entre os organismos e o meio ambiente.     

2 - ÁREA DE ESTUDO

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A área definida para o estudo localiza-se em uma das margens do igarapé Irapara, território da Baia do Sol, Mosqueiro, Belém-PA.

Esta área onde foi realizado o estudo é de grande importância para comunidade ribeirinha que ali reside, o manguezal liga o ambiente terrestre, de água doce ao marinho e se desenvolve em áreas encharcadas, salobras e calmas, com influência das marés, porém não atingidas pela ação direta das ondas, o substrato é lodoso e formado por uma mistura de lama e areia; os sedimentos apresentam cor cinza-escura e possui grande quantidade de água, baixas concentrações de oxigênio, elevados teores de sal, muita matéria orgânica e são ricos em sulfeto de hidrogênio; a vegetação é relativamente pobre em número de espécies vegetais, porém as águas são ricas em nutrientes e materiais em suspensão.       

3 – RESULTADOS

As áreas alagáveis ou várzeas desempenham um papel fundamental na regulação da quantidade e qualidade da água, e a ampliação do conhecimento sobre estas áreas são essenciais para evidenciar a função positiva deste ambiente.

Estes sistemas têm importantes funções dentro dos ecossistemas onde são inseridos, entre as quais se destacam:

- Regular os fluxos dos rios;

- Modificar e melhorar a qualidade das águas, funcionando como filtros naturais que purificam a água à medida que a mesma escoa;

- Controlar a erosão, evitando o assoreamento dos rios;

- Proteger a biodiversidade, como, área de refúgio da fauna terrestre;

- Fornecer o suprimento de alimentos para toda a cadeia alimenta e

- Ser um local para reprodução e alimentação da fauna aquática.

3.1- AS POPULAÇÕES EXISTENTES

Após visita na área delimitada, constatamos a existência de um numero enorme de seres vivos que ali habitam e se reproduzem. Foi possível identificar, listar e contar as populações de algumas espécies na área de interesse, dentre as quais: crustáceos como o camarão regional, siri, caramujo, sarará e o turu, uma espécie que vive dentro da madeira apodrecida do mangueiro. Encontramos uma espécie de peixe conhecido como tralhoto, que adentra o mangue na maré cheia em busca de alimentos, algumas aves também habitam o ambiente, como o bem-te-vi, andorinha, garça, maçarico, urubu, pica-pau, guará e alguns insetos que sobrevivem nos troncos apodrecidos, onde a água não alcança: o cupim, aranha, besouro, ambuá, lagarto, sapo e cobra. Há forte presença de fitoplânctos e zooplânctos, pois se trata de área estuarina.

3.2- ALGUNS TIPOS DE RELAÇÕES ECOLOGICAS EXISTENTES

Relações harmônicas:

Ø  Inquilinismo: orquídeas nas árvores

Ø  Mutualismo: Presença de micorrizo, relação às raízes de certas orquídeas e de árvores florestais com fungos, que em troca fornecem as orquídeas nutrientes minerais e nitrogênio.

Relações desarmônicas:

Ø  Competição: A ocorrência desse tipo de relação entre peixes, por nutrientes no estuário.

Ø  Predação: Camarão gigante conhecido popularmente como malasiano (macrobrachium rosenbergii) e camarão regional (macrobrachium amazonicum).

Ø  Parasitismo: Erva-de-passarinho nas árvores

Ø  Herbivorismo: (intraespecífica) Uso de parte de plantas na alimentação de passarinho e outras aves. O peixe denominado bacu (lithodoras  dorsalis), utiliza em sua alimentação o broto de uma espécie de tajá. (aninga)

3.3. CADEIAS ALIMENTARES QUE OCORREM NA ÁREA DE MANGUE:

A cadeia alimentar completa apresenta três categorias de organismos, que constituem seus níveis tróficos: o nível dos produtores, os níveis dos consumidores e o nível dos decompositores (fungos e bactérias).

Ao contrário de outras florestas, os manguezais não são muito ricos em espécies, porém se destacam pela grande abundância das populações que neles vivem. Por isso, podem ser considerado um dos mais produtivos ambientes naturais do Brasil.

Devido à riqueza de matéria orgânica disponível, uma grande variedade de seres vegetais e animais irão utilizá-la: centenas de diferentes tipos de minúsculos seres, denominados plâncton. A fração vegetal do plâncton denominada fitoplâncton, retira os sais nutrientes da água e, através da fotossíntese, cresce e se multiplica.          

A porção animal do plâncton, o zoo-plâncton, alimenta-se das microalgas do fitoplâncton e de matéria orgânica em suspensão. Larvas de camarões, caranguejos, siris e Caracas filtram a água e retiram microalgas e matéria orgânica. Pequenos peixes filtradores, como o tralhoto, também se alimentam desse rico caldo orgânico. A partir das microalgas, se estabelece uma complexa teia alimentar.

Quanto à fauna, destacam-se as várias espécies de caranguejos, formando enormes populações nos fundos lodosos. Nos troncos submersos, vários animais filtradores, alimentam-se de partículas suspensas na água.

Os caranguejos em sua maioria são ativos na maré baixa, enquanto os moluscos alimentam-se durante a maré alta.

Uma grande variedade de peixes penetra nos manguezais na maré alta. Muitos dos peixes que constituem o estoque pesqueiro das águas costeiras dependem das fontes alimentares do manguezal, pelo menos na fase jovem.

Diversas espécies de aves comedoras de peixes e de invertebrados marinhos nidificam nas árvores do manguezal. Alimentam-se especialmente na maré baixa, quando os fundos lodosos estão expostos.

3.4. EQUILIBRIO E DESEQUILÍBRIO AMBIENTAL.

Ø  Desequilíbrio

Na área em estudo o principal elemento que vem causando desequilíbrio ambiental é o homem, ocupando áreas como beira de igarapé e enseada da praia, sem as mínimas condições de infraestrutura, como água potável e esgoto sanitário, e o lixo depositado em quase toda área de mangue.

Ø  Equilíbrio

A pesca artesanal de subsistência do camarão é considerada como um fator de equilíbrio, pois são usados materiais de pesca artesanais, que não agridem e não depredam o meio ambiente, ex: o matapi, instrumento usado para captura do camarão, e o viveiro que é usado para armazenar e selecionar o mesmo durante o período de pesca, e isso contribui para o equilíbrio da população do camarão.

4 – CONCLUSÃO

A área de mangue possui um elenco de populações, estabelecendo diversas relações ecológicas. Assim, se apresentam diversas cadeias alimentares na área. A principal condição para manter na área o equilíbrio ambiental e sua ocupação é o uso ordenado de forma a contribuir na sustentabilidade ambiental da ilha de mosqueiro.

5 - APOIO BIBLIOGRÁFICO:

Ø  Zompêro, Andréia de Freitas. Ecologia aplicada: gestão ambiental, São Paulo: Person Education do Brasil, 2009-03-24

Ø  Colégio São Francisco: WWW.colegiosaofrancisco.com.br

Ø  Ecologia: Ecossistema e cadeia alimentar. O que é ecologia? Disponível em WWW.ambientaebrasil.com.br Acesso em 22 de março de 2009.

FONTE:

http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2012/05/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_31.html