quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
EVENTO FESTIVO: REVEILLON
sábado, 26 de dezembro de 2015
CANTANDO A ILHA: POETISSIGNUS
"sob a pele das palavras há cifras e códigos" (Drummond)
Não há luz:
o corpo inerte
está na rede
e a mente levita
sobre ele
bruxuleante,
vaporosa
como um fogo-fátuo.

Esse é o momento em que gapuio
nas poças do rio seco
as melífluas palavras,
as cintilantes sílabas,
abertos oclusivos
sonoros molhados fonemas,
que se encarnam
em signos quase plausíveis.

Ao sonoro luar
tarrafeio camarões lexicais.
Não são graúdos,
contudo eu os maturo nos viveiros
à flor paradigmática
das chuvosas tardes,
nas encrespadas águas
barrentas... baças
como meus olhos já tão lassos.

É nas ociosas horas noturnas
que jogo meu anzol
nas frias águas.
Mas não possso selecionar
os peixes-signos,
pois estes
é que se fisgam
e fisgam-me o pensar,

que se funde à lama, às águas,
às aningas, siriúbas, sararás,
caramujos, bacuís, amurés...
surucuás, gaviões-pega-macaco...
Nuvens passeiam,
o sol dorme,
a lua acorda,
a viola chora...
o murucututu agoura...
Debulhar o açaí morfológico
ou amassar a abacaba semântica
indubitavelmente não é p a r a m i m
tarefa das mais gloriosas,

pois enraizam-se em mim
centenas de raízes de mangueiros,
entrecruzando-se como ideias
herméticas.
A canoa que chacoalha
na leve maresia é a mesma
que joga, embala-me sob
verde teto fosforescente
de folhas e frutos
sintagmáticos.
O corpo inerte
desperta.
E a mente?
Apenas reflete:
"Quão laboriosa tarefa é
a
(APENAS)
tentativa de poetar".
FONTE: http://moskowilha.blogspot.com.br/2015/08/poetissignus.html
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
EVENTO RELIGIOSO: NATAL!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
EVENTO RELIGIOSO: PROGRAMAÇÃO DO CÍRIO DO MOSQUEIRO
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
EVENTO ESPORTIVO: CAMPEONATO ESTADUAL DE KARATÊ
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
EVENTO RELIGIOSO: CÍRIO DE CARANANDUBA
Autor: Beto Messias
A FESTIVIDADE DE NOSSA SENHORA da CONCEIÇÃO aconteceu neste domingo, 29 de novembro, em CARANANDUBA.
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. A Fé do Povo caminhando pelas ruas do maior bairro da Ilha do Mosqueiro.
O Bispo auxiliar de Belém, Dom Irineu, estava presente na Festividade da Padroeira do maior bairro de Mosqueiro. A Juíza titular do TJE, Graça Alfaia, como fervorosa católica e paroquiana acompanhou a procissão. Padre Francisco empregou bonitas palavras na missa que emocionou a todos.
Após a procissão, o almoço no salão paroquial com as famílias foi saboreado com o melhor de Ed Sousa, que cantou as mais pedidas músicas católicas. Ed é artista nosso, aqui da ilha e morador do bairro.
FONTE: https://web.facebook.com/beto.messiasdemosqueiro?fref=pb&hc_location=friends_tab&pnref=friends.all
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
JANELAS DO TEMPO: AEROPORTO NA ILHA
Autores: Prof. Francisco Almeida e Prof.ª Maria Beatriz Mendes
O bairro do Aeroporto na Ilha do Mosqueiro, que fica a cinco quilômetros da Vila, tem a origem do nome por funcionar como campo de pouso feito por aviões de pequeno porte nesse local, nas décadas de sessenta e setenta. Tinha uma pista principal de 900 metros, um pequeno hangar com um funcionário que coordenava a linha aérea Mosqueiro-Belém, sem instrumentos específicos da aviação e curso qualificado, o senhor “Capitão Rufino”, como era conhecido. Durante duas décadas, trabalhou a bem do desenvolvimento desse bairro e da aviação, ficando no anonimato, porém contribuindo muito para a urbanização dessa comunidade. Tentando escrever sobre o Bairro do Aeroporto, entrevistei o casal, o filho do seu Raimundo Rufino Lemos, chamado Francisco Araújo Lemos, e a sua esposa Maria Lemos; os mesmos se reportaram dessa forma:
“O aeroporto, no início, era só mato, mato, não tinha casas. O meu pai veio do Ceará em 1961; depois o prefeito de Belém, Carlos Arruda, mandou construir uma pista de asfalto, fez um hangar e um bar dentro e chamou o meu pai para ser funcionário da prefeitura e tomar conta do hangar e do bar, em 1963. No bar, vendia café, refrigerante, bebida para os pilotos e passageiros. Nos finais de semana ficavam 18 aviões no hangar. A viagem para Belém durava em média de cinco a quinze minutos. Os aviões quando passavam de madrugada só faltavam derrubar as casas; uma vez um avião bateu num abacateiro e ficou sem as asas, só com o corpo da aeronave no meio da pista, mas ninguém morreu; era um treinamento de pilotos. Meu pai trabalhou do início da fundação do aeroporto até fechar, com a chegada dos cabos de alta tensão da CELPA, porque ficou proibido o pouso dos aviões; mas antes disso, com a abertura da ponte Belém-Mosqueiro, nesse período o trânsito de aviões já era pouco, pois muitas pessoas já tinham automóveis e aos poucos foram sumindo os transportes aéreos” (Francisco e Maria Lemos, 24/10/2012).
Esse modelo de trabalho desenvolvido no aeroporto de Mosqueiro era conhecido como “guarda-campo” e foi a profissão do “Capitão Rufino”, que trabalhou no comando de pouso dos teco-tecos que faziam a linha aérea Belém-Mosqueiro- Marajó, transportando em média quatro pessoas contando com o tripulante e, em outros momentos, serviam para o transporte de peixes e jacarés, geralmente para o abate comercial; os aviões eram de propriedade particular e da empresa Aeroclube da cidade de Belém. Segue foto do antigo Hangar ainda resistindo ao tempo e à urbanização do bairro do Aeroporto.
Seu Francisco recorda que logo quando veio do Ceará o bairro era só mato, o mesmo já era rapaz, trabalhava e, nos finais de semana, acompanhava o pai. Afirma também que teve o prazer de pegar carona nos teco-tecos, a pedido de seu pai para os pilotos, quando era necessário, e os mesmos não negavam a carona. Hoje, sendo septuagenário (78 anos), lembra-se de tudo que viu na história da aviação no Mosqueiro. Em homenagem ao seu falecido pai, há uma Alameda em Mosqueiro chamada Alameda Rufino.
FONTE: Pereira, Francisco Antônio Almeida, Mendes, Maria Beatriz Pacheco. Mosqueiro: uma Viagem ao Passado. Belém: Imprensa Oficial do Estado. pp. 46, 47 e 48.
MOSQUEIRANDO: Não é bom lembrar, mas o histórico prédio do HANGAR já não existe! Contudo, os primeiros aviões a pousarem na Ilha não o fizeram nesse aeroporto. Em 1927, o “Breguet 118” e, em 1929, o monomotor “Peru” desceram na praia do Chapéu Virado e, durante a 2ª. Guerra Mundial, vários hidroaviões e até um Zeppelin pousaram na praia do Farol.
PESQUISE NESTE BLOG:
http://mosqueirando.blogspot.com.br/2011/01/na-rota-da-historia-o-pouso-dos-avioes.html
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
A EDUCAÇÃO NO INTERIOR DA ILHA: UM PROJETO VOLTADO PARA O MEIO AMBIENTE
Autor: Rogério Silveira
sábado, 7 de novembro de 2015
CANTANDO A ILHA: SOMBRA & LUZ
Autor: Prof. Alcir Rodrigues
Das árvores vão descendo
as sombras que se arrastam
em meio às grandes rochas.
E seu silêncio sopra em simbiose
com o marulho da beira,
fronteira onde água e areia
em conjunção orgásmica
transfundem-se, tão interpenetradas
em si quanto aquele
duplo vulto notívago e insone,
na contínua cópula escultórica
de horas a fio: em pé, sobre as rochas,
em decúbito no solo praieiro,
sentados com água pela cintura,
felicíssimos na dança
das águas cadenciadas
desta mística praia,
já no lusco-fusco do alvorecer.
Ali há líquidos fluindo
de dentro para dentro,
não só dos corpos suados,
mas a introduzir-se
pelas ribanceiras e
de lá se precipitando,
pelos galhos pendentes,
como se gotas etéreas fossem,
esguichadas gotas cristalinas
de sêmen jorradas
e nascidas de sombra & luz.
De minha autoria, inspirado pela Bela da Foto abaixo:
sábado, 31 de outubro de 2015
CANTANDO NA ILHA: O CARIMBÓ DE NAZARENO
Autor: Rogério Silveira
O mestre Nazareno do Castanhal do Mari-Mari realiza em conjunto com o EcoMuseu da Amazônia, um projeto que resgata as raízes da dança Carimbó, considerado patrimônio histórico e cultural da Ilha de Mosqueiro do Pará.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
CURIOSIDADES: A VARINHA DO AMOR E A CANOA
Autor: Rogério Silveira
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
JANELAS DO TEMPO: O SÍTIO PARAÍSO
Autor: Prof. Eduardo Brandão
Diferentemente do Sítio Conceição, não tive a oportunidade de conhecer o Sítio Paraíso quando ele ainda era ocupado pelos seus proprietários. Na época em que eu perambulava despretensiosamente pela praia do Paraíso, sempre ouvi falar de uma construção antiga que a população local se referia como a casa dos Travassos ou como uma senzala onde moravam os escravos que ali trabalharam. Também me contaram que as águas daquela praia eram encantadas e que a responsável por isso era uma bela mulher que morava naquele casarão, muitos teriam a visto tomando banho em noites de lua cheia. A minha ignorância juvenil não permitia identificar que se tratava de “Sítios irmãos”, o Sítio Paraíso e o Sítio Conceição tinham a mesma origem histórica e patrimonial.
Ilustração do Sítio Paraíso, em aquarela, de D'Arcy Albuquerque, reproduzida da obra Encantos e Encantamentos em uma Ilha do Rio Mar de Eduardo Brandão e Amaury Dantas.
Nesta publicação, o Blog Mosqueiro Pará Brasil pretende dar sequência ao seu esforço de resgatar e preservar a memória da Ilha. Nela contaremos um pouco da história desta propriedade, detalhes arquitetônicos e de possíveis caminhos para o resgate e valorização dessa memória.
Um pouco de História.
O terreno onde se localizava o Sítio Paraíso foi resultado do desmembramento das terras ocupadas por Simão Nunes e doadas, em 06 de dezembro de 1746, para o seu filho, Padre Antônio Nunes da Silva, através de Carta e Data de Sesmarias. Integrante da terceira geração dos Silva, Tomaz da Silva com sua esposa Izabel tiveram quatro filhos: Fernando, Jorge, Leocádio e Tomaz Filho. Para cada filho ficou uma determinada porção de terra. Desse modo, a propriedade foi assim dividida: ao Fernando, coube o sítio Paraíso; ao Jorge, o Sítio Paissandu; ao Leocádio, o sítio Conceição; e ao Tomaz Filho, as áreas de terra da Fazendinha. Maiores detalhes sobre essa história, já foram relatados no Blog Mosqueiro Pará Brasil através dos artigos A família Silva e as terras da Baía do Sol em Mosqueiro e O Sítio Conceição.
Esta família constituía os latifundiários da época naquela região de Mosqueiro. Era dona de escravos e tinha grande poder social e econômico. Nas suas terras havia muitas plantações de pimenta-do-reino, roçados, hortas, criação de animais e muitos criados ou serviçais. Relatos referem-se à existência de uma senzala, o que supõe um período de escravidão.
Assim sendo, o Sítio Paraíso foi construído por Fernando Silva com auxílio de seus escravos. Herdeira de Fernando, sua filha Ana Silva contrai matrimônio com o português José Travassos. Este enlace matrimonial irá determinar que a propriedade passasse a ser administrada pela família Travassos. Durante muito tempo o sítio Paraíso serviu como retiro para os estudantes primários do colégio Santo Afonso, o qual tinha a família Travassos como mantenedora. Embora o sítio tenha se tornado conhecido, por muitos, como a residência dos Travassos, devemos reconhecer em seus descendentes a presença da carga genética dos Silva.
A Casa Grande do sítio Paraíso vem passando por um longo processo de depredação e abandono. D. Antônio de Almeida Lustosa, na sua obra No Estuário Amazônico, em edição de 1976 do Conselho Estadual de Cultura do Pará, já alertava para a decadência do referido sítio:
“Deixamos o Paraíso bem perto do igarapé do Sucurijuquara. As ideias de paraíso e da serpente se associam facilmente. Esse Paraíso teve mais ou menos a sorte do Éden. Era outrora florescente, teve sua bem cuidada capela: hoje não é bem o Paraíso Perdido de Milton, mas tampouco é o ameníssimo jardim que nossos primeiros pais gosaram, nem mesmo o que os últimos proprietários conheceram”.
O mesmo foi destacado pelo professor La Rocque:
“A decadência referida, muito antes de 1976, caminhou para o estado precário do Sítio Paraíso em 1988, quando da visita da equipe de pesquisa da UFPA...”.
Se antes o estado já era precário, o que constatei na visita que fiz, em 20 de junho de 2007, foi uma situação de quase total ruína da Casa Grande. Completamente tomada pela vegetação, pouco sobrou da construção original, um pequeno pedaço da varanda, o dormitório e o cômodo que ladeiam a capela e parte desta é o que posso dizer que ainda resistia.
Detalhe da parede da varanda da Casa Grande do Sítio Paraíso (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Detalhe da parede de um dos cômodos da Casa Grande do Sítio Paraíso (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Apesar da precariedade, ainda foi possível observar que o ladrilho hidráulico da capela e de seu acesso ainda estava preservado, detalhes construtivos como beirais, estrutura e revestimento das paredes, telhas originais, ferragens e armadores de rede feitos de madeira foram registrados através de fotografias.
Detalhe do ladrilho hidráulico existente na varanda e na Capela da Casa Grande do Sítio Paraíso (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Detalhe do beiral da Casa Grande do Sítio Paraíso (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Detalhe da parede em enxaimel da Casa Grande do Sítio Paraíso onde pode ser observado algumas "caracas" evidenciando que esse material foi retirado da praia. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Detalhe de parede interna da Casa Grande do Sítio Paraíso onde se destaca o armador de redes feito em madeira. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Da mesma forma que o Sítio Conceição, o Sítio Paraíso possuía uma Capela, esta dedicada à Santana. Em virtude do abandono da propriedade, alguns saques ocorreram motivados por um boato de que havia um tesouro escondido em baixo do altar. Para evitar a destruição total, integrantes da comunidade local, devotos de Santana, construíram uma nova Capela ao lado da propriedade do Hotel Paraíso, para onde levaram a imagem que ficava no Sítio. Desta forma, o culto de Santana seguiu o seu curso na história.
Detalhe do Altar da Capela existente na Casa grande do Sítio Paraíso (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Detalhe da base do altar da Capela da Casa Grande do Sítio Paraíso, destruído e escavado devido aos boatos de que haveria um tesouro enterrado embaixo dele. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Capela construída pela comunidade em substituição à existente no Sítio Paraíso. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Imagem de Nossa Senhora de Santana trazida da Capela existente no Sítio Paraíso. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
O levantamento feito pelo professor La Rocque, cujos resultados constam na publicação Vivendas Rurais do Pará, foi fundamental para permitir a localização dos cômodos, inclusive da copa/cozinha que ficava fora do corpo da casa. Sua importância também se revela no caso de um possível interesse de recuperação do imóvel seguindo suas linhas originais.
Hoje, as ruínas da casa Grande do sítio Paraíso encontram-se na propriedade do Paraíso Praia Hotel e Resort. A região passou a ser muito procurada por turistas que buscam praias em Mosqueiro com características bucólicas, isto é, locais onde a intervenção humana não eliminou a possibilidade de as pessoas interagirem com elementos da natureza, este ainda é o caso da praia do Paraíso. Sabemos que novos usos são dados a esses territórios, porém, mais do que nunca, reconhecemos a importância de ações no sentido de preservar a memória do lugar, a recuperação da Casa Grande do Sítio Paraíso se apresenta como um novo e grande desafio.
Aspectos Arquitetônicos
A Casa Grande está localizada nos limites do terreno do Paraíso Praia Hotel e Resort e dista cerca de cento e cinquenta metros da praia. Um muro de alvenaria foi construído no seu entorno com a justificativa de evitar que ele continuasse a ser saqueado. Na direção do casarão, a orla apresenta uma área bosqueada, que começa a ser ocupada por barracas/restaurantes de praia.
Tomando como base o levantamento feito por SOARES, o casarão possuía duas varandas, uma na parte da frente, estendendo-se por toda a fachada, e outra na parte de trás do imóvel; seis dormitórios; um banheiro; uma capela com sacristia anexa; dois cômodos com utilização não identificada e uma copa/cozinha construída fora do corpo principal da casa.
O Sítio Paraíso integrou o conjunto de sete vivendas onde SOARES levantou seus aspectos arquitetônicos que foram devidamente registrados através de tabelas discriminando os elementos construtivos, planta baixa, elevações e fotografias.
Elementos construtivos do prédio principal do Sítio Paraíso
Item | Discriminação |
Local e acesso | Mosqueiro – Baía do Sol. Praia do Paraíso |
Estado de conservação | Precário, exige restauração urgente: mesmo assim, habitado pelo proprietário e família. |
Pisos | Cimentado na grande Varanda. Capela com ladrilho regional (hidráulico), inclusive o seu acesso. Cimentado no anexo posterior, tábuas pouco regulares nos dormitórios; novos sanitários internos em ladrilhos cerâmicos. |
Altura do assoalho | Variação de 0,30 a 1,20 m devido a inclinação do terreno. |
Paredes externas | Enxaimel substituídas por alvenaria (atualmente) sem reboco, inclusive o parapeito da varanda. Pequeno trecho em madeira. |
Paredes internas | Enxaimel (as antigas) e as modernas em diversos materiais. Pé direito varia em torno de 3,5 m. |
Varandas e pátios | Ao longo da fachada (perpendicular a praia). Parapeito de fechamento sem janelas em cima. Pequena varanda superior onde depois construíram sanitários. |
Forros | Só existe na capela, em réguas pouco regulares, substituindo a talha antiga da qual só resta o medalhão central, encontrado no chão. |
Telhados | Telha de barro “canal” no prédio principal e áreas cobertas posteriores. Estruturas: madeira em seção retangular. |
Beirais | Caibros serrados (seção retangular) com cachorros formando um ângulo do telhado “mole”. 0,60 m. |
Escadas | Todas em alvenaria de pedra e cimento alisado. |
Capela | Dedicada a “Nossa Senhora de Santana”. Tem sacristia anexa: Altar de alvenaria de tijolo, pintura lisa comum, retábulo simplório. |
Ambiente, paisagem e cruzeiro | Paisagem com praia de um lado e capoeirão envolvendo todo o resto de seu perímetro. A vegetação é muito provável ser primitiva, mas já há loteamento imobiliário próximo, ameaçando esse ambiente natural. A praia está a 150 m do prédio. |
Planta Baixa
Elevações
Fotografias
Detalhe da porta da Capela existente na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Detalhe do vão da porta da Capela, existente na Casa Grande do Sítio Paraíso, visto de fora para dentro. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Detalhe do vão da porta da Capela, existente na Casa Grande do Sítio Paraíso, visto de dentro para fora. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Detalhe da varanda na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Detalhe das ruínas da varanda na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Detalhe de janela de cômodo na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Detalhe das ruínas de janela de cômodo na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Detalhe de janela de cômodo na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Detalhe das ruínas na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto: Eduardo Brandão - 2007)
Perspectiva frontal da Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Perspectiva lateral da Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Cozinha da Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Alpendre na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Detalhe de cômodo na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Detalhe de Talha encontrada na Casa Grande do Sítio Paraíso. (Foto reproduzida da publicação Vivendas Rurais do Pará - 1988)
Conclusões e Propostas
As fotos mostradas acima nos trazem uma dolorosa conclusão - o Sítio Paraíso não teve a mesma sorte que o Sítio Conceição. Talvez pelo fato da propriedade ter saído prematuramente da administração da família Silva. De qualquer forma, O Blog Mosqueiro Pará Brasil insiste em registrar sua memória.
A razão de minha visita àquela propriedade, em 2007, era o desejo dos proprietários do Hotel Paraíso em iniciar um estudo capaz de apontar alternativas para as ruínas da Casa Grande do Sítio Paraíso. Com a ajuda do filho do dono do Hotel e de um funcionário foi possível identificar o que restou da edificação e fazer um registro fotográfico daquele momento.
Entre as sugestões apresentadas, considerando que o imóvel não era tombado, foi sugerido a reconstrução do mesmo utilizando as técnicas construtivas originais e a rigorosa reprodução de sua estrutura que ficou documentada no trabalho do Prof. La Rocque. Refeita a edificação, ela poderia se tornar um espaço resgatando a memória do lugar e aberto à visitação de turistas e estudantes. Também poderia ser aproveitado para realização de eventos como casamentos e outros. Em resumo, um equipamento que agregaria valor àquele empreendimento turístico.
Outra alternativa apresentada foi o levantamento arqueológico do lugar realizando estudos mais detalhados e profundos. Com os resultados da pesquisa em mãos, aquele espaço também passaria a ser ponto de visitação e agregador de valor para o produto do Hotel.
Passados 8 anos, continuo achando que as duas propostas ainda são viáveis, submetidas é certo, a avaliações de especialistas em patrimônio e da atividade turística. Enquanto os sinais positivos não chegam, vou continuando o meu papel de registrar a memória de Mosqueiro.
FONTE: http://mosqueirosustentavel.blogspot.com.br/2015/04/o-sitio-paraiso.html
MOSQUEIRANDO: Sem dúvida, Prof. Eduardo Brandão, sua postagem é um excelente registro de um local da mais alta importância para a história de nossa Ilha, lembrança palpável dos tempos da ocupação e colonização das terras banhadas pela baía do Sol. Infelizmente, a ignorância de uns, o descaso de outros e a omissão de tantos vêm, ao longo dos anos, transformando em pó diversos patrimônios de nossa cidade.