quinta-feira, 26 de junho de 2014

JANELAS DO TEMPO: O MASTRO

 

O Mastro, um tronco de árvore enfeitado com folhagem e frutas, é o principal elemento profano que caracteriza as festas juninas. Pelas ruas da Ilha do Mosqueiro, o Mastro é carregado nos ombros de muitos devotos, os quais misturam fé e folia num cortejo em que se nota o entrelaçamento do religioso e do profano. Aliás, a presença da Bandeira do Santo, que será hasteada no topo do Mastro, atenua o aspecto materialista da festa.

O significado do Mastro, entretanto, tem sua origem nas antigas festas pagãs e seu cortejo é uma comemoração da fertilidade do homem e da terra. O Mastro, por conseguinte, é um antigo símbolo fálico, isto é, uma representação do próprio órgão sexual masculino.

 

terça-feira, 24 de junho de 2014

MEIO AMBIENTE: ÁGUA E TURISMO

 

Autor: Arthur Soffiati

Postado por Pedro Leão

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Praia em Mosqueiro –Verão/2009
Fonte:diariodopara.com.br

Podemos reconhecer três grandes domínios na superfície do planeta. O maior deles é a talassosfera, a esfera formada pelas águas marinhas. A segunda é a epinosfera, constituída pela terra firme. A terceira é a limnosfera, reunindo os ecossistemas aquáticos continentais superficiais e subterrâneos.

Há quem diga que a Terra deveria chamar-se planeta Água, já que 70% da sua superfície é dominada pelos oceanos. Em termos de área, de fato, a água é soberana. Em termos de volume e de massa, porém, as rochas duras e fragmentadas em diversos graus prevalecem. Sob a mais profunda fossa abissal existe rocha de alguma forma.

Sabe-se também que a água é de vital importância para os seres vivos, quase todos eles apresentando em seus organismos uma composição semelhante à superfície do planeta: 70% de líquido. E não apenas no corpo a água é vital, senão também que no entorno de cada indivíduo.

O ser humano e a água

Desde os primórdios do Homo sapiens e mesmo dos hominídeos, a água cumpre várias funções, além de manter o organismo em equilíbrio. Nas antropossociedades de economia extrativista e de vida nômade, os ecossistemas aquáticos marinhos e continentais eram fonte de alimento, meio de higiene e via de comunicação. O naturalista alemão Hermann Burmeister, empreendendo uma expedição científica no Brasil do Século 19, escreveu que os índios eram anfíbios, pois adoravam viver na água dos rios.
Para as antropossociedades pré-urbanas de economia rural e vida sedentária, a água, além dos usos anteriores, servia também para a irrigação agrícola e dessedentação do gado. Por sua vez, as sociedades históricas viveram em estreita dependência da água, seja drenando seu excesso, seja irrigando os solos áridos para a agropecuária. Basta examinar as civilizações mesopotâmica, egípcia e andina em suas origens.

Por mais que os ecossistemas aquáticos marinhos e continentais fossem usados para a recreação, não se pode falar em seu aproveitamento para o turismo, visto que esta atividade nasce no ocidente, no Século 19.

Em O Território do Vazio, um livro que já se tornou clássico, Alain Corbin demonstra que a praia deixou de ser um lugar de desembarque e de pescadores e passou também a ser apreciada pela aristocracia e pela elite intelectual como um território a ser frequentado para banhos, caminhadas, cavalgadas e temporadas. A praia é criada pelo imaginário europeu no final do Século 18 e merecerá obras literárias de prosa e poesia. Esta atração se estende por todo o Século 19 e chega aos nossos dias.

Há, porém, uma diferença significativa entre a maneira de olhar a praia nos Séculos 18, 19 e 20 em comparação ao Século 21. O ponto de encontro entre a talassosfera e a epinosfera foi incorporado à cultura europeia como local para tratamento de doenças. Proliferaram as praias medicinais por toda a Europa e o mundo europeizado.

No Brasil, havia praias cercadas, com hotéis em que pessoas enfermas se hospedavam para recuperar a saúde. Acreditava- se que o sal e a água fria e limpa lavavam as doenças do corpo e da alma. Também os rios adquiriram este significado no imaginário ocidental. Gilberto Freyre, no intuitivo livro Nordeste, de 1937, analisa a relação da lavoura canavieira com as águas continentais. Diz ele que, na fase do engenho, que perdurou do Século 16 ao final do Século 19, o ser humano aceitou os rios com suas curvas e caprichos, sem macular em demasia suas águas. Nelas, banhavam-se nuas moças brancas e doentes pelo confinamento residencial e pelo uso de roupas inadequadas.

As casas, prossegue ele, tinham suas frentes voltadas para os rios, com trapiches por onde desembarcavam seus proprietários e agregados bem como visitantes.
Era possível beber de suas águas sem filtração ou fervura, ainda que houvesse uma verdadeira aversão pelas águas paradas das lagoas e dos brejos. O advento da usina e do engenho central movidos a vapor, mudou a relação da agroindústria sucro-alcooleira com os rios. Pouco a pouco, as casas lhes viraram as nádegas, que passaram a despejar nas águas a calda quente e fétida resultante da produção do açúcar e do álcool.

As águas e o turismo

Só final do Século 19 e princípio do Século 20, as águas, já dessacralizadas pela sociedade industrial, passam a despertar interesse recreativo e turístico. Marcos Polette explica como um rio, uma lagoa e uma praia passam de paraíso a inferno. Primeiramente, aparece um ricaço num ecossistema aquático rústico, habitado, no máximo, por comunidades tradicionais de pescadores. Suas belezas naturais motivam-no a conseguir um terreno por meios lícitos ou ilícitos, onde constrói uma casa para os finais de semana e para os meses de veraneio.

O encanto do local leva-o a convidar amigos para passarem fins de semana ou temporadas. Esses também se interessam em adquirir um terreno e construir uma casa. O processo se repete e se multiplica. Os intrusos passam, então, a pleitear do poder público a pavimentação da estrada de acesso para facilitar a viagem. Por ela começam a chegar aqueles que pretendem passar apenas um dia. Para atendê-los, aparecem os construtores de pousadas e de hotéis. Casas mais simples passam a ser construídas. A economia das comunidades tradicionais é desmantelada. Os primitivos moradores são empregados pelos donos de mansões, pela rede hoteleira e pelo comércio ou são expulsos do lugar.
Assim, o turismo autofágico acaba subtraindo dos ecossistemas aquáticos marinhos e continentais a beleza que estimulou a sua ocupação. Depois de tornar insuportável o atrativo, os pioneiros ricos saem à procura de outros lugares para iniciar o mesmo processo. Viveram esta trajetória as praias de Tijuca, de Leblon e Ipanema, de Copacabana, de Cabo Frio e Búzios, de Guarapari e arredores, da Bahia e do Nordeste, de um modo geral. O mesmo sucedeu com as lagoas da Região dos Lagos do Estado do Rio e com quase todos os rios.

O ecologismo, o turismo e as águas

A crise ambiental da atualidade está levando à construção de um novo paradigma ou a uma nova atitude diante da natureza. O ecologismo é que melhor a expressa. Praias, rios e lagoas não são apenas as bordas do mar ou as margens que canalizam um curso d’água ou que encerram uma porção dela. São ecossistemas em que a água, posto que vital, é um dos componentes de um todo complexo incluindo solo, subsolo, estrutura geológica, clima e seres vivos. Como ensina a ecologia, os ecossistemas, por mais generosos que sejam, têm limites. Se estes são infringidos até o ponto de retorno possível, eles tendem a restabelecer o equilíbrio. Caso contrário, é preciso a intervenção humana para restaurá-los.
Em resumo, os ecossistemas aquáticos marinhos e continentais são finitos e devem ser respeitados na sua singularidade. Eles não são depósito de lixo e esgoto. Habitam-no plantas, animais e outros organismos indispensáveis à sua saúde.
Estamos longe ainda de observar os preceitos do novo paradigma. A maioria das pessoas continua deixando a ética na ponta de um pau, como fez Macunaíma ao deixar a Amazônia, quando colocam os pés numa praia, num rio ou numa lagoa. Diante de nós, vislumbramos dois horizontes. Um deles foi bem descrito por Ignácio de Loyola Brandão no romance Não Verás País Nenhum, com praias cercadas e interditadas para o banho, devido à sua poluição, e com rios e lagoas contaminados e secos. O outro consiste no esforço de mudanças culturais, de proteção aos ecossistemas aquáticos e de restauração dos que foram degradados por um turismo consumista e predatório.

Fontes: Revista Eco 21, Ano XIII, Edição 77, Abril 2003.

http://ambientes.ambientebrasil.com.br/ecoturismo/artigos/agua_e_turismo.html

http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2010/06/agua-e-turismo.html

MOSQUEIRANDO: O que aconteceu e acontece com tantas praias no litoral brasileiro também foi e continua sendo um fato notório e inconteste registrado nas praias mosqueirenses. As férias de julho vêm aí e não é demais lembrar que, para o bem da Ilha e saúde geral, todos nós, habitantes do lugar, turistas, visitantes, comerciantes, barraqueiros, vendedores ambulantes, fiscais, agentes de saneamento e autoridades temos a obrigação de manter limpos todos os espaços públicos, principalmente as nossas praias.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

SÃO JOÃO MOSQUEIRENSE: QUADRILHA CHARME DA ILHA

 

Autor: José Carlos Oliveira

CHARME DA ILHA, QUADRILHA JUNINA DE MOSQUEIRO, FEZ BONITO NA NOITE DO DIA 21/06, NO PORTAL DA AMAZÔNIA.

Quadrilha Charme da Ilha fez bonito na programação de quadrilhas juninas do "ARRAIÁ DA CAPITÁ", promovido pela Prefeitura Municipal de Belém, realizado na noite de ontem (21/06) no Portal da Amazônia.

A apresentação da quadrilha contou com o desfile da mulata cheirosa, miss caipira e miss simpatia.

Uma noite de muito êxito, elegância e bela apresentação pelos participantes. Fui lá prestigiar!

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Mais imagens no blog: http://mosqueirojunino.blogspot.com

FONTE: https://www.facebook.com/jcsoliveira.carlos

sexta-feira, 20 de junho de 2014

NA ROTA DO TURISMO: PRAIA DE JANEQUARA

 

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Entrando pela baía do Sol e subindo o Furo das Marinhas, vamos encontrar, antes da Ponta do Queimado, na costa sudeste da Ilha do Mosqueiro, uma pequena faixa arenosa denominada Praia de Janequara. O acesso a esse lugar pouco conhecido também pode ser feito através de uma longa trilha com o mesmo nome, aberta na mata a partir da Rodovia Augusto Meira Filho.

A praia de Janequara é frequentada, principalmente, pelos adeptos do turismo de aventura, praticantes de canoagem, ciclismo e trilha ecológica.

O nome que designa a praia significa “lugar de Jane”, sendo um termo híbrido formado pelo nome próprio Jane (vindo do hebraico e do francês antigo Jeahne: agraciada por Deus) e do radical indígena coara: lugar). Quem o criou ainda não sabemos, assim como desconhecemos quem é a pessoa homenageada com o nome dessa pequena e selvagem praia de rio. O certo é que o radical coara encontrado em denominações de outros lugares da Ilha (Sucurijuquara, Pratiquara) lembra a antiga presença dos tupinambás nas terras mosqueirenses.

No Google Earth, encontramos alguns registros da praia de Janequara captados nas fotos de Pedro Paulo:

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Sobre a Praia de Janequara, o Professor-poeta Alcir Rodrigues escreveu:

Janequara: olhares para aquém e além

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Já pudeste vislumbrar

a faixa arenosa

da praia de Janequara?

 

Ela age como uma bígama,

pois ousa trocar

com seus consortes

dois longos e

simultâneos beijos –

 

O beijo bege-verde

e o beijo bege-barrento

                               (ou cobreado...).

 

A praia se nutre

da essência da clorofila

da mata

e dos zoofictoplanctuns

do líquido fluxo

indo e vindo da Baía-do-Sol

ou do Furo das Marinhas,

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       paragem esta

de cima e de longe

espionada

por olhos algodoados e azulados...

 

Imagine ali naquelas plagas 

           uma      alma

                                                    s o l i t á r i a

que desliza no piso

frio e macio do rio,

o remo deslocando

a montaria:

 

músculos, braços e mãos,

em automatismo,

 

enquanto os olhos

já filmam

                a verdura

das Ilhas Maruins,

absorto o pensamento

na piema

do pouco peixe,

e siri e camarão vasqueiros,

que ele está levando

para casa,

 

... para a casa e

               (mais ainda)

para as barrigas

                     roncando,

 

enquanto ao longe

um caminhão da Ricosa

na pista da ponte

Sebastião Rabelo de Oliveira,

carregando produtos

alimentícios

para o outro lado da Ilha

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onde eu,

saboreando

         uma bolacha Cream Cracker

e sorvendo café com leite,

           deslizo a esferográfica Bic

 

para,

no leito destas páginas,

imprimir estas imagens

puramente ficcionais

                e,

paradoxalmente,

     nascidas da mais

           pura realidade...

FONTE: http://moskowilha.blogspot.com.br/2014/06/janequara-olhares-para-aquem-e-alem.html

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A ILHA CONTA SEUS CAUSOS: UM CAUSO DE CARNAVAL


 
Autoria: Mosqueiro Vírgula
Era mês de março, terça-feira de carnaval quando eles se conheceram. O Praia Bar estava lotado; os bailes de carnaval naquela época eram nos salões do Pedreira, Parazinho e no Praia Bar, que fica em frente à Pracinha Princesa Isabel anexa à Praça Cipriano Santos (Matriz). Hoje o “Praia Bar” é uma feira de artesanatos e vende os mais diversos produtos produzidos por artesãos mosqueirenses.
As aparelhagens que tocavam nas festas naquela época eram o Primavera (Gold Som), o Copacabana (Ki-bacana) e o Internacional (A Explosão do Som). Era ao som dessas aparelhagens que as famílias encontravam-se para brincar o carnaval ou nos arrastões dos Blocos mais tradicionais do Mosqueiro, hoje escolas de samba, os “PELES VERMELHAS” e os “PIRATAS DA ILHA”, entre outros blocos de sujos.
Mari estreava sua fantasia de índia Pele Vermelha; pulava de felicidade, pois era a primeira vez que seu Jaime deixara ela participar de um baile. Foi essa felicidade que fez Mari pisar no pé do rapaz. João, com uma fantasia de Pirata, sentiu uma pisada no calcanhar; parecia o pé de um anjo, mas o que um anjo estaria fazendo num baile de carnaval, ainda mais pisando em alguém? Ao virar para olhar quem o havia pisado, seu coração gelou. Era uma índia da tribo dos Peles Vermelhas que tinha um olhar penetrante. Mesmo sem saber o que falar, quis saber quem era aquela índia que esbanjava graça e beleza. João aproximou-se daquela índia e usando uma cantada de pedreiro ganhou a simpatia da moça. 
-- Sabia que você acertou uma flechada no meu coração”.
Ela sorriu e respondeu:
-- Se for morrer, morra em meus braços.
João ficou um pouco perdido, talvez a verdadeira flechada tenha sido as palavras de Mari. Teria que pensar rápido; poderia ser sua única oportunidade, pois ali estava a menina mais linda da festa e de todas as noites de carnaval, noite aquela que poderia ser eterna.
-- Acho que não entendi o que você falou; o som está muito alto.
E pegando nas mãos da moça convidou-a para ir lá fora. E Mari foi! Não se trata de ser fácil; é que o amor tem suas razões, principalmente em noites de carnaval. Como já dizia o poeta, “quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração”.
-- Aqui o som está muito alto, vamos ali para o coreto -- falou o rapaz essas palavras entre um sorriso de menino.
Mari disse:
-- Qual seu nome?
-- João! respondeu o rapaz.
-- Me chamo Mari!
-- Encantado!
Eles conversaram bastante. Ela contou que estava saindo pela primeira vez desde que adoeceu de sua primeira menstruação... E que havia escolhido aquela fantasia porque era um sonho desde menina. Sair fantasiada de índia era uma realização.
-- Me abrace, hoje estou fazendo 18 anos, sei que você é meu presente.
João fechou os olhos, abraçou-a e beijou-a. Nesse momento, O SINO DO RELÓGIO DO MERCADO deu doze toques. Era meia-noite...
João sentiu o beijo gelado. Então abriu os olhos e percebeu que estava abraçado ao Coreto, beijando uma das colunas que sustentam a estrutura de ferro. João saiu correndo... e passou meses sem sair de sua casa.
Parece brincadeira. Mas, em Mosqueiro, até os dias de hoje, os jovens têm dificuldades na hora de buscar diversão e, por incrível que pareça, no dia de finados, a “iluminação” é feita à noite e o cemitério, nessa data, torna-se um “ponto de encontro”. Pois o redor do Cemitério da Vila transforma-se em uma verdadeira feira livre, onde são vendidos todos os tipos de comidas típicas e guloseimas, velas, flores, brinquedos e até mesmo bebidas alcoólicas.
Após oito meses, João não havia esquecido a moça. Precisava voltar à sua vida normal.
Era dia 02 de novembro. Uma força estranha impulsionava João a ir ao cemitério e ele foi e, mais uma vez, foi surpreendido por Mari. Só que desta vez, para sua surpresa, em uma das sepulturas reconheceu a foto da moça e seu nome escrito em uma plaqueta: “Aqui jaz Mari A. N. A. - A índia mais linda do mundo - * 30/03/196... + 30/03/198...”. Aquela foi a data em que eles se conheceram.
Essa história foi mantida em sigilo até o dia de hoje.
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FONTE:
https://www.facebook.com/profile.php?id=100007302125955&hc_location=timeline
























sexta-feira, 13 de junho de 2014

EVENTO CULTURAL: FORROILHA 2014

 

Começa hoje na Ilha de Mosqueiro um dos concursos mais disputados do Estado do Pará na quadra junina. É o Concurso Intermunicipal de Quadrilhas Adultas.Todas as grandes Quadrilhas vão estar presente.

VEJAM ALGUMAS QUADRILHAS QUE SE APRESENTAM NESTA SEXTA:


-Ousadia do Amor
-Fogaréu Junino
-Cheiro Cheiroso
-Simpatia de São João
-Os Idosos Mosqueirenses
-Rosas de Ouro
-Raízes do Sol
-Encanto da Juventude
-Hiper na Roça
-Os Tancredinhos
-Roceiros da Barão


VEJAM ALGUMAS APRESENTAÇÕES DO SÁBADO:

-Charme da Ilha
-Simpatia da Juventude
-Alegria do Povo
-Explosão Junina
-Romance Matuto
-Sensação Caliente
-Mandacaru
-Encanto Mojuense
-Fuzuê Junino
-Buscapé
-Sorriso Junino
-Palmeiras do Açaí
-Fusão Junina


VEJAM ALGUMAS APRESENTAÇÕES DO DOMINGO:


-Encanto Paraense
-Santa Luzia
-Sensação Maritubense
-Mistura Fina
-Revelação Mosqueirense
-Revelação de São João
-Nova Geração Junina
-Encanto Tropical
-Açucena do amor
-Forró Sanfonado

Milhares de mosqueirenses e visitantes vão estar presentes na Praça da Matriz neste final de semana. O FORROILHA ajuda a preservar a cultura popular e fortalece os grupos folclóricos. Mas, considero que o mais importante é a geração de renda para centenas de pessoas que têm seus comércios na Praça da Matriz.

FONTE: https://www.facebook.com/eduarda.louchard?hc_location=timeline

terça-feira, 10 de junho de 2014

NA ROTA DO TURISMO: PRAIA DO PARAÍSO

Autor: Pedro Paulo Nascimento

O FOLCLORE E A ILHA: BOI-BUMBÁ

 

Autoria: Mosqueiro Vírgula

O Boi-bumbá é uma manifestação folclórica encontrada em quase todos os municípios paraenses. E é no mês de junho que são feitas as apresentações, ainda em sua formação original. É provável que a trama venha das histórias nascidas com o ciclo do gado, nos séculos XVII e XVIII, quando a vida girava em torno do boi e de sua criação.

Conta-se que na Belém da segunda metade do século XIX, o Boi-bumbá reunia negros escravos em uma dança que misturava ao ritmo forte a representação de um motivo surpreendente para a época: a luta de classes dentro da sociedade colonial. O boi acabou se tornando uma das manifestações mais autênticas da cultura paraense.

A história encenada no Boi-Bumbá é quase sempre a mesma, com pequenas alterações. Um boi foi comprado para a festa de aniversário da esposa do fazendeiro. Quando o animal chegou, o feitor recebeu ordem para tratá-lo bem. Ao lado dessa fazenda morava uma família composta pelo pai Francisco, "Nego Chico", sua mulher Catarina, seu compadre Cazumbá e mãe Guiomar.
Mãe Catarina, grávida, desejava comer o fígado do boi. Pai "Chico" então resolveu procurar um. O primeiro que encontrou matou. Só que, antes que mãe Catarina realizasse seu desejo, apareceu o dono do boi falando que o bicho era de estimação e que desejava seu boi vivo.

Todos saíram à procura de um pajé para ressuscitar o boi. O pajé foi logo pedindo cachaça, defumação e tabaco. Sentou-se no seu banco, passou cachaça nos braços, acendeu um cigarro e abriu os trabalhos.

Assim que o boi é ressuscitado todos cantam e dançam. O animal começa a fazer investida contra as pessoas que assistem à encenação. A composição do elenco varia de grupo para grupo e de região para região. De um modo geral todos incluem ainda a moça branca filha do casal de fazendeiros, vaqueiros, Cuzumbá, Mãe Catirina, Nego Chico (um preto velho), os índios com seu chefe, o doutor curador, o macumbeiro, o padre e o tripa (a pessoa que dança embaixo do boi).

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FONTE:https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1436551003264957&id=100007302125955

MOSQUEIRANDO: Na Ilha do Mosqueiro, o primeiro boi-bumbá surgiu em 1916 e chamava-se Pai do Campo. Seu criador: Raimundo Santana Oliveira, conhecido como Nego Tuíra. Para conhecer melhor essa história, pesquise neste blog:

http://mosqueirando.blogspot.com.br/2010/06/janelas-do-tempo-raimundo-o-boi-e-cobra.html