domingo, 29 de junho de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
JANELAS DO TEMPO: O MASTRO
O Mastro, um tronco de árvore enfeitado com folhagem e frutas, é o principal elemento profano que caracteriza as festas juninas. Pelas ruas da Ilha do Mosqueiro, o Mastro é carregado nos ombros de muitos devotos, os quais misturam fé e folia num cortejo em que se nota o entrelaçamento do religioso e do profano. Aliás, a presença da Bandeira do Santo, que será hasteada no topo do Mastro, atenua o aspecto materialista da festa.
O significado do Mastro, entretanto, tem sua origem nas antigas festas pagãs e seu cortejo é uma comemoração da fertilidade do homem e da terra. O Mastro, por conseguinte, é um antigo símbolo fálico, isto é, uma representação do próprio órgão sexual masculino.
terça-feira, 24 de junho de 2014
MEIO AMBIENTE: ÁGUA E TURISMO
Autor: Arthur Soffiati
Postado por Pedro Leão
Praia em Mosqueiro –Verão/2009
Fonte:diariodopara.com.br
Podemos reconhecer três grandes domínios na superfície do planeta. O maior deles é a talassosfera, a esfera formada pelas águas marinhas. A segunda é a epinosfera, constituída pela terra firme. A terceira é a limnosfera, reunindo os ecossistemas aquáticos continentais superficiais e subterrâneos.
Há quem diga que a Terra deveria chamar-se planeta Água, já que 70% da sua superfície é dominada pelos oceanos. Em termos de área, de fato, a água é soberana. Em termos de volume e de massa, porém, as rochas duras e fragmentadas em diversos graus prevalecem. Sob a mais profunda fossa abissal existe rocha de alguma forma.
Sabe-se também que a água é de vital importância para os seres vivos, quase todos eles apresentando em seus organismos uma composição semelhante à superfície do planeta: 70% de líquido. E não apenas no corpo a água é vital, senão também que no entorno de cada indivíduo.
O ser humano e a água
Desde os primórdios do Homo sapiens e mesmo dos hominídeos, a água cumpre várias funções, além de manter o organismo em equilíbrio. Nas antropossociedades de economia extrativista e de vida nômade, os ecossistemas aquáticos marinhos e continentais eram fonte de alimento, meio de higiene e via de comunicação. O naturalista alemão Hermann Burmeister, empreendendo uma expedição científica no Brasil do Século 19, escreveu que os índios eram anfíbios, pois adoravam viver na água dos rios.
Para as antropossociedades pré-urbanas de economia rural e vida sedentária, a água, além dos usos anteriores, servia também para a irrigação agrícola e dessedentação do gado. Por sua vez, as sociedades históricas viveram em estreita dependência da água, seja drenando seu excesso, seja irrigando os solos áridos para a agropecuária. Basta examinar as civilizações mesopotâmica, egípcia e andina em suas origens.
Por mais que os ecossistemas aquáticos marinhos e continentais fossem usados para a recreação, não se pode falar em seu aproveitamento para o turismo, visto que esta atividade nasce no ocidente, no Século 19.
Em O Território do Vazio, um livro que já se tornou clássico, Alain Corbin demonstra que a praia deixou de ser um lugar de desembarque e de pescadores e passou também a ser apreciada pela aristocracia e pela elite intelectual como um território a ser frequentado para banhos, caminhadas, cavalgadas e temporadas. A praia é criada pelo imaginário europeu no final do Século 18 e merecerá obras literárias de prosa e poesia. Esta atração se estende por todo o Século 19 e chega aos nossos dias.
Há, porém, uma diferença significativa entre a maneira de olhar a praia nos Séculos 18, 19 e 20 em comparação ao Século 21. O ponto de encontro entre a talassosfera e a epinosfera foi incorporado à cultura europeia como local para tratamento de doenças. Proliferaram as praias medicinais por toda a Europa e o mundo europeizado.
No Brasil, havia praias cercadas, com hotéis em que pessoas enfermas se hospedavam para recuperar a saúde. Acreditava- se que o sal e a água fria e limpa lavavam as doenças do corpo e da alma. Também os rios adquiriram este significado no imaginário ocidental. Gilberto Freyre, no intuitivo livro Nordeste, de 1937, analisa a relação da lavoura canavieira com as águas continentais. Diz ele que, na fase do engenho, que perdurou do Século 16 ao final do Século 19, o ser humano aceitou os rios com suas curvas e caprichos, sem macular em demasia suas águas. Nelas, banhavam-se nuas moças brancas e doentes pelo confinamento residencial e pelo uso de roupas inadequadas.
As casas, prossegue ele, tinham suas frentes voltadas para os rios, com trapiches por onde desembarcavam seus proprietários e agregados bem como visitantes.
Era possível beber de suas águas sem filtração ou fervura, ainda que houvesse uma verdadeira aversão pelas águas paradas das lagoas e dos brejos. O advento da usina e do engenho central movidos a vapor, mudou a relação da agroindústria sucro-alcooleira com os rios. Pouco a pouco, as casas lhes viraram as nádegas, que passaram a despejar nas águas a calda quente e fétida resultante da produção do açúcar e do álcool.
As águas e o turismo
Só final do Século 19 e princípio do Século 20, as águas, já dessacralizadas pela sociedade industrial, passam a despertar interesse recreativo e turístico. Marcos Polette explica como um rio, uma lagoa e uma praia passam de paraíso a inferno. Primeiramente, aparece um ricaço num ecossistema aquático rústico, habitado, no máximo, por comunidades tradicionais de pescadores. Suas belezas naturais motivam-no a conseguir um terreno por meios lícitos ou ilícitos, onde constrói uma casa para os finais de semana e para os meses de veraneio.
O encanto do local leva-o a convidar amigos para passarem fins de semana ou temporadas. Esses também se interessam em adquirir um terreno e construir uma casa. O processo se repete e se multiplica. Os intrusos passam, então, a pleitear do poder público a pavimentação da estrada de acesso para facilitar a viagem. Por ela começam a chegar aqueles que pretendem passar apenas um dia. Para atendê-los, aparecem os construtores de pousadas e de hotéis. Casas mais simples passam a ser construídas. A economia das comunidades tradicionais é desmantelada. Os primitivos moradores são empregados pelos donos de mansões, pela rede hoteleira e pelo comércio ou são expulsos do lugar.
Assim, o turismo autofágico acaba subtraindo dos ecossistemas aquáticos marinhos e continentais a beleza que estimulou a sua ocupação. Depois de tornar insuportável o atrativo, os pioneiros ricos saem à procura de outros lugares para iniciar o mesmo processo. Viveram esta trajetória as praias de Tijuca, de Leblon e Ipanema, de Copacabana, de Cabo Frio e Búzios, de Guarapari e arredores, da Bahia e do Nordeste, de um modo geral. O mesmo sucedeu com as lagoas da Região dos Lagos do Estado do Rio e com quase todos os rios.
O ecologismo, o turismo e as águas
A crise ambiental da atualidade está levando à construção de um novo paradigma ou a uma nova atitude diante da natureza. O ecologismo é que melhor a expressa. Praias, rios e lagoas não são apenas as bordas do mar ou as margens que canalizam um curso d’água ou que encerram uma porção dela. São ecossistemas em que a água, posto que vital, é um dos componentes de um todo complexo incluindo solo, subsolo, estrutura geológica, clima e seres vivos. Como ensina a ecologia, os ecossistemas, por mais generosos que sejam, têm limites. Se estes são infringidos até o ponto de retorno possível, eles tendem a restabelecer o equilíbrio. Caso contrário, é preciso a intervenção humana para restaurá-los.
Em resumo, os ecossistemas aquáticos marinhos e continentais são finitos e devem ser respeitados na sua singularidade. Eles não são depósito de lixo e esgoto. Habitam-no plantas, animais e outros organismos indispensáveis à sua saúde.
Estamos longe ainda de observar os preceitos do novo paradigma. A maioria das pessoas continua deixando a ética na ponta de um pau, como fez Macunaíma ao deixar a Amazônia, quando colocam os pés numa praia, num rio ou numa lagoa. Diante de nós, vislumbramos dois horizontes. Um deles foi bem descrito por Ignácio de Loyola Brandão no romance Não Verás País Nenhum, com praias cercadas e interditadas para o banho, devido à sua poluição, e com rios e lagoas contaminados e secos. O outro consiste no esforço de mudanças culturais, de proteção aos ecossistemas aquáticos e de restauração dos que foram degradados por um turismo consumista e predatório.
Fontes: Revista Eco 21, Ano XIII, Edição 77, Abril 2003.
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/ecoturismo/artigos/agua_e_turismo.html
http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2010/06/agua-e-turismo.html
MOSQUEIRANDO: O que aconteceu e acontece com tantas praias no litoral brasileiro também foi e continua sendo um fato notório e inconteste registrado nas praias mosqueirenses. As férias de julho vêm aí e não é demais lembrar que, para o bem da Ilha e saúde geral, todos nós, habitantes do lugar, turistas, visitantes, comerciantes, barraqueiros, vendedores ambulantes, fiscais, agentes de saneamento e autoridades temos a obrigação de manter limpos todos os espaços públicos, principalmente as nossas praias.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
SÃO JOÃO MOSQUEIRENSE: QUADRILHA CHARME DA ILHA
Autor: José Carlos Oliveira
CHARME DA ILHA, QUADRILHA JUNINA DE MOSQUEIRO, FEZ BONITO NA NOITE DO DIA 21/06, NO PORTAL DA AMAZÔNIA.
Quadrilha Charme da Ilha fez bonito na programação de quadrilhas juninas do "ARRAIÁ DA CAPITÁ", promovido pela Prefeitura Municipal de Belém, realizado na noite de ontem (21/06) no Portal da Amazônia.
A apresentação da quadrilha contou com o desfile da mulata cheirosa, miss caipira e miss simpatia.
Uma noite de muito êxito, elegância e bela apresentação pelos participantes. Fui lá prestigiar!
Mais imagens no blog: http://mosqueirojunino.blogspot.com
FONTE: https://www.facebook.com/jcsoliveira.carlos
sexta-feira, 20 de junho de 2014
NA ROTA DO TURISMO: PRAIA DE JANEQUARA
Entrando pela baía do Sol e subindo o Furo das Marinhas, vamos encontrar, antes da Ponta do Queimado, na costa sudeste da Ilha do Mosqueiro, uma pequena faixa arenosa denominada Praia de Janequara. O acesso a esse lugar pouco conhecido também pode ser feito através de uma longa trilha com o mesmo nome, aberta na mata a partir da Rodovia Augusto Meira Filho.
A praia de Janequara é frequentada, principalmente, pelos adeptos do turismo de aventura, praticantes de canoagem, ciclismo e trilha ecológica.
O nome que designa a praia significa “lugar de Jane”, sendo um termo híbrido formado pelo nome próprio Jane (vindo do hebraico e do francês antigo Jeahne: agraciada por Deus) e do radical indígena coara: lugar). Quem o criou ainda não sabemos, assim como desconhecemos quem é a pessoa homenageada com o nome dessa pequena e selvagem praia de rio. O certo é que o radical coara encontrado em denominações de outros lugares da Ilha (Sucurijuquara, Pratiquara) lembra a antiga presença dos tupinambás nas terras mosqueirenses.
No Google Earth, encontramos alguns registros da praia de Janequara captados nas fotos de Pedro Paulo:
Sobre a Praia de Janequara, o Professor-poeta Alcir Rodrigues escreveu:
Janequara: olhares para aquém e além
Já pudeste vislumbrar
a faixa arenosa
da praia de Janequara?
Ela age como uma bígama,
pois ousa trocar
com seus consortes
dois longos e
simultâneos beijos –
O beijo bege-verde
e o beijo bege-barrento
(ou cobreado...).
A praia se nutre
da essência da clorofila
da mata
e dos zoofictoplanctuns
do líquido fluxo
indo e vindo da Baía-do-Sol
ou do Furo das Marinhas,
paragem esta
de cima e de longe
espionada
por olhos algodoados e azulados...
Imagine ali naquelas plagas
uma alma
s o l i t á r i a
que desliza no piso
frio e macio do rio,
o remo deslocando
a montaria:
músculos, braços e mãos,
em automatismo,
enquanto os olhos
já filmam
a verdura
das Ilhas Maruins,
absorto o pensamento
na piema
do pouco peixe,
e siri e camarão vasqueiros,
que ele está levando
para casa,
... para a casa e
(mais ainda)
para as barrigas
roncando,
enquanto ao longe
um caminhão da Ricosa
na pista da ponte
Sebastião Rabelo de Oliveira,
carregando produtos
alimentícios
para o outro lado da Ilha
onde eu,
saboreando
uma bolacha Cream Cracker
e sorvendo café com leite,
deslizo a esferográfica Bic
para,
no leito destas páginas,
imprimir estas imagens
puramente ficcionais
e,
paradoxalmente,
nascidas da mais
pura realidade...
FONTE: http://moskowilha.blogspot.com.br/2014/06/janequara-olhares-para-aquem-e-alem.html
quarta-feira, 18 de junho de 2014
A ILHA CONTA SEUS CAUSOS: UM CAUSO DE CARNAVAL
As aparelhagens que tocavam nas festas naquela época eram o Primavera (Gold Som), o Copacabana (Ki-bacana) e o Internacional (A Explosão do Som). Era ao som dessas aparelhagens que as famílias encontravam-se para brincar o carnaval ou nos arrastões dos Blocos mais tradicionais do Mosqueiro, hoje escolas de samba, os “PELES VERMELHAS” e os “PIRATAS DA ILHA”, entre outros blocos de sujos.
João fechou os olhos, abraçou-a e beijou-a. Nesse momento, O SINO DO RELÓGIO DO MERCADO deu doze toques. Era meia-noite...
Após oito meses, João não havia esquecido a moça. Precisava voltar à sua vida normal.
sábado, 14 de junho de 2014
sexta-feira, 13 de junho de 2014
EVENTO CULTURAL: FORROILHA 2014
Começa hoje na Ilha de Mosqueiro um dos concursos mais disputados do Estado do Pará na quadra junina. É o Concurso Intermunicipal de Quadrilhas Adultas.Todas as grandes Quadrilhas vão estar presente.
VEJAM ALGUMAS QUADRILHAS QUE SE APRESENTAM NESTA SEXTA:
-Ousadia do Amor
-Fogaréu Junino
-Cheiro Cheiroso
-Simpatia de São João
-Os Idosos Mosqueirenses
-Rosas de Ouro
-Raízes do Sol
-Encanto da Juventude
-Hiper na Roça
-Os Tancredinhos
-Roceiros da Barão
VEJAM ALGUMAS APRESENTAÇÕES DO SÁBADO:
-Charme da Ilha
-Simpatia da Juventude
-Alegria do Povo
-Explosão Junina
-Romance Matuto
-Sensação Caliente
-Mandacaru
-Encanto Mojuense
-Fuzuê Junino
-Buscapé
-Sorriso Junino
-Palmeiras do Açaí
-Fusão Junina
VEJAM ALGUMAS APRESENTAÇÕES DO DOMINGO:
-Encanto Paraense
-Santa Luzia
-Sensação Maritubense
-Mistura Fina
-Revelação Mosqueirense
-Revelação de São João
-Nova Geração Junina
-Encanto Tropical
-Açucena do amor
-Forró Sanfonado
Milhares de mosqueirenses e visitantes vão estar presentes na Praça da Matriz neste final de semana. O FORROILHA ajuda a preservar a cultura popular e fortalece os grupos folclóricos. Mas, considero que o mais importante é a geração de renda para centenas de pessoas que têm seus comércios na Praça da Matriz.
FONTE: https://www.facebook.com/eduarda.louchard?hc_location=timeline
quarta-feira, 11 de junho de 2014
terça-feira, 10 de junho de 2014
O FOLCLORE E A ILHA: BOI-BUMBÁ
Autoria: Mosqueiro Vírgula
O Boi-bumbá é uma manifestação folclórica encontrada em quase todos os municípios paraenses. E é no mês de junho que são feitas as apresentações, ainda em sua formação original. É provável que a trama venha das histórias nascidas com o ciclo do gado, nos séculos XVII e XVIII, quando a vida girava em torno do boi e de sua criação.
Conta-se que na Belém da segunda metade do século XIX, o Boi-bumbá reunia negros escravos em uma dança que misturava ao ritmo forte a representação de um motivo surpreendente para a época: a luta de classes dentro da sociedade colonial. O boi acabou se tornando uma das manifestações mais autênticas da cultura paraense.
A história encenada no Boi-Bumbá é quase sempre a mesma, com pequenas alterações. Um boi foi comprado para a festa de aniversário da esposa do fazendeiro. Quando o animal chegou, o feitor recebeu ordem para tratá-lo bem. Ao lado dessa fazenda morava uma família composta pelo pai Francisco, "Nego Chico", sua mulher Catarina, seu compadre Cazumbá e mãe Guiomar.
Mãe Catarina, grávida, desejava comer o fígado do boi. Pai "Chico" então resolveu procurar um. O primeiro que encontrou matou. Só que, antes que mãe Catarina realizasse seu desejo, apareceu o dono do boi falando que o bicho era de estimação e que desejava seu boi vivo.
Todos saíram à procura de um pajé para ressuscitar o boi. O pajé foi logo pedindo cachaça, defumação e tabaco. Sentou-se no seu banco, passou cachaça nos braços, acendeu um cigarro e abriu os trabalhos.
Assim que o boi é ressuscitado todos cantam e dançam. O animal começa a fazer investida contra as pessoas que assistem à encenação. A composição do elenco varia de grupo para grupo e de região para região. De um modo geral todos incluem ainda a moça branca filha do casal de fazendeiros, vaqueiros, Cuzumbá, Mãe Catirina, Nego Chico (um preto velho), os índios com seu chefe, o doutor curador, o macumbeiro, o padre e o tripa (a pessoa que dança embaixo do boi).
FONTE:https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1436551003264957&id=100007302125955
MOSQUEIRANDO: Na Ilha do Mosqueiro, o primeiro boi-bumbá surgiu em 1916 e chamava-se Pai do Campo. Seu criador: Raimundo Santana Oliveira, conhecido como Nego Tuíra. Para conhecer melhor essa história, pesquise neste blog:
http://mosqueirando.blogspot.com.br/2010/06/janelas-do-tempo-raimundo-o-boi-e-cobra.html