terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CARNAVAL NA ILHA: SAMBA NO MARACAJÁ



UNIVERSIDADE DE SAMBA DO MOSQUEIRO (UNISAM)

Em 2014, a Universidade de Samba do Mosqueiro volta a desenvolver na avenida o enredo Saudade do Cisne Branco, mostrando a breve história do Presidente Vargas, navio de classe turística construído na Holanda para a linha fluvial Belém-Mosqueiro-Soure. O veloz e confortável navio, que marcou a história da Ilha, entrou na linha no final da década de 50 e, no início dos anos 70, naufragou misteriosamente, atracado no porto da cidade de Soure, no Marajó.


ESCOLA DE SAMBA ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MARACAJÁ


No Carnaval deste ano, a E. S. Estação Primeira de Maracajá apresentará o enredo A Lenda de Mani, a Pequena Índia da Aldeia Tupi. Além de contar a origem da mandioca (mani + oca: casa de Mani) segundo a lenda indígena, o enredo fala da sua cultura, da sua comercialização e dos subprodutos do vegetal tão utilizados na culinária como a farinha, a tapioca e o tucupi.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CARNAVAL NA ILHA: SAMBA-ENREDO 2014 DA E. S. PELES VERMELHA



A Escola de Samba Peles Vermelha, no carnaval deste ano, apresenta o enredo Mastro de São Pedro – a tradição nos ombros do povo mosqueirense, retratando uma das mais antigas tradições culturais da Ilha do Mosqueiro: o Mastro de São Pedro do Areião, elemento folclórico que liga o profano ao caráter religioso da festividade quase centenária. O mastro, tronco de árvore ornamentado com folhagem e frutas é carregado pelas ruas da Ilha. Além de símbolo fálico e elemento sinalizador do local da festa, o Mastro de São Pedro representa os agradecimentos do povo pela fertilidade da terra.



ESCOLA DE SAMBA PELES VERMELHA - 2014
ENREDO: MASTRO DE SÃO PEDRO – A TRADIÇÃO NOS OMBROS DO POVO MOSQUEIRENSE
AUTOR: PEDRO PAULO SILVA
INTÉRPRETE: FÁBIO MORENO


Gira pra lá, gira pra cá,
Oh! Abram alas pra tribo passar
A festa é do povo não pode acabar
É cultura popular

Aqui em nossa ilha
Já é tradição
O mastro de São Pedro
Arrasta multidão

Camuflado eu vou carregar o pau,
Com Peles Vermelha nesse carnaval

A bandinha tocando
Com muita emoção...
Fogueteiro na frente
Mostra a direção
Carregado nos ombros
Com muita fé e devoção

Tem cachaça, tem erva
Tá todo mundo ligado
Na quadra junina
É considerado
Nesse carnaval
É homenageado

Sobe no mastro
E desce a bandeira
A golpe de machado
Ele vai ao chão
A festa começa
E termina
Na praia do Areão


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

NA ROTA DA HISTÓRIA: O CARDEAL E A ILHA

 

Na Ilha do Mosqueiro, no dia 05 de outubro de 2008, às 19h30, na Igreja Matriz, abrindo a Semana Comemorativa aos 140 anos de fundação da Paróquia, foi apresentada pelo então pároco Pe. José Maria da Silva Ribeiro e abençoada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Orani João Tempesta, a nova Imagem de Nossa Senhora do Ó. Além de seu eficaz e carismático trabalho pastoral, a bênção na cerimônia de entronização da Imagem marcou a passagem do novo cardeal na história da Ilha..

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“Dom Orani João Tempesta, O. Cist. (São José do Rio Pardo, 23 de junho de 1950) é um monge da Ordem Cisterciense e arcebispo católico brasileiro. Foi o terceiro bispo de São José do Rio Preto e nono arcebispo de Belém do Pará. É o atual arcebispo do Rio de Janeiro e cardeal nomeado da Igreja Católica pelo Papa Francisco.

Orani João ingressou na Ordem Cisterciense, no Mosteiro de Nossa Senhora de São Bernardo, no dia 20 de janeiro de 1968, iniciando seu noviciado no dia 1 de fevereiro de 1968, tendo emitido seus primeiros votos no dia 2 de fevereiro de 1969.

Realizou seus estudos eclesiásticos em São Paulo, na Faculdade de Filosofia no Mosteiro de São Bento, de 1969 a 1970, e no Instituto Teológico Pio XI, dos religiosos salesianos.

No dia 2 de fevereiro de 1972 fez sua profissão solene na ordem. Sua ordenação presbiteralfoi em 7 de dezembro de 1974, aos 24 anos, pelas mãos de Dom Tomás Vaquero, na Matriz de São Roque, em São José do Rio Pardo.

Dom Orani foi vice-prior do Mosteiro de Nossa Senhora de São Bernardo no período de 1974 a 1984, quando foi nomeado prior pelo Capítulo da Congregação em Roma, tendo permanecido até sua elevação a abade, em 1996.

Em 26 de fevereiro de 1997 o Papa João Paulo II o designou para ser o terceiro bispo de São José do Rio Preto. Foi ordenado bispo em 25 de abril de 1997, aos 46 anos, pelas mãos de Dom José de Aquino Pereira, Dom Dadeus Grings e Dom Luís Gonzaga Bergonzini.

Foi administrador apostólico da abadia territorial de Claraval, em Minas Gerais (sediada no Mosteiro de Claraval), no período de 24 de março de 1999 a 11 de dezembro de 2002.

Dom Orani João Tempesta sucedeu a Dom José de Aquino Pereira e foi sucedido por Dom Paulo Mendes Peixoto.

Arcebispo de Belém:

Em 13 de outubro de 2004, foi nomeado Arcebispo de Belém, no Estado do Pará, onde tomou posse solenemente durante missa campal em frente à Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Graça, situada à Praça Frei Caetano Brandão em 8 de dezembro de 2004, na Solenidade da Imaculada Conceição.

Dom Orani recebeu o pálio, como Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará, das mãos do Papa Bento XVI, no dia 29 de junho de 20051 .

Especialista em comunicação, foi o presidente da Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação da CNBB, por dois mandatos consecutivos, de maio de 2003 até maio de 2011. Participou da Conferência de Aparecida em 2007, como membro delegado pela CNBB.

Dom Orani João Tempesta foi o nono arcebispo de Belém, sucedendo a Dom Vicente Joaquim Zico, CM e foi sucedido por Dom Alberto Taveira Corrêa, nomeado em 30 de dezembro de 2009 e empossado no dia 25 de março de 2010.

Arcebispo do Rio de Janeiro:

Em 27 de fevereiro de 2009, o Papa Bento XVI nomeou Dom Orani arcebispo do Rio de Janeiro2 , sendo empossado em 19 de abril de 2009, na Catedral de São Sebastião. Recebeu o pálio das mãos do Papa Bento XVI, no dia 29 de junho de 20093 . Durante sua prelazia, foi o anfitrião do Papa Francisco durante a XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que ocorreu no Rio de Janeiro.

Em 12 de janeiro de 2014, foi anunciada a nomeação de Dom Orani como cardeal, investidura que será efetivada no primeiro consistório ordinário do Papa Francisco, neste sábado, 22 de fevereiro de 2014.4”

Frase de Dom Orani:

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Vou para o Rio, mas levo comigo Belém, o Pará, o calor desse Estado e a simpatia desse povo.

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FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Orani_Jo%C3%A3o_Tempesta

URL DAS IMAGENS:

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/92/Dom_Orani_Joao_Tempesta.jpg/230px-Dom_Orani_Joao_Tempesta.jpg

http://www.fundacaonazare.com.br/fnc/voz/imagens/diversas/v206f1net150.jpg

CANTANDO A ILHA: Fantasia de amor



Autor: Raimundo Barbosa da Silva

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CARNAVAL NA ILHA: O CURUMIM E O CARNAVAL

 

Autor: Claudionor Wanzeller

      Curumim é um índio pequeno e este se chama...

      -- Eu me chamo Peri!

      Peri mora longe, muito longe...

      -- Eu moro numa aldeia, no meio da mata!

      Um dia, o curumim pediu para sua mãe, a índia Naiá:

      -- Mãe, vamos pra perto do mar!

      -- Peri, por que tu queres ir pra perto do mar?

      -- Quero ver onde moravam os nossos parentes antigos. A mãe não contou que eles moravam perto do mar?

      -- Contei sim. Eles moravam lá faz tempo, mas os homens brancos chegaram e expulsaram nossos parentes. Eles vieram pra cá, muito longe, pro meio da mata.

      -- Mãe, se a gente for lá, vamos ser expulsos?

      -- Acho que não. Talvez o Governo do homem branco não deixe.

      -- Então vamos, mãe! Eu quero ver onde ficava a tribo dos morobiras.

       O curumim convenceu a mãe e os dois viajaram por muitos e muitos dias ou, como dizem os índios, por muitas e muitas luas. Passaram por muitas matas e muitos rios até chegarem à Ilha do Mosqueiro. O indiozinho ficou admirado com as ondas:

       -- Mãe, isso aí é o mar?

       -- É o rio-mar, Peri. É doce como o rio; vai pra lá e vem pra cá, bravo como o mar!

       -- Será que a gente encontra ainda algum morobira?

       -- Não, Peri, já faz muito tempo. Mas toda essa gente meio branca e diferente que está aí é nosso parente. Acho que eles não sabem, mas aprenderam muita coisa com o índio: coisas que eles falam, que eles comem, que eles fazem. Tomar banho no rio é um exemplo.

       E assim Naiá foi falando do índio e do “branco” e caminhando à beira-mar, enquanto o curumim se surpreendia com as belezas da nossa Ilha. Finalmente, chegaram à Praça da Matriz. Era domingo de Carnaval. Peri gritou:

      -- Mãe! A senhora não disse que não tinha mais índio? Olha a tribo toda aí! E eles estão em festa: todos pintados de urucum e enfeitados de penas.

      -- Não conhecia essa tribo nem essa dança, Peri. Esses índios são muito animados! Ainda bem que a tradição continua!

      -- Mãe, a senhora deixa eu entrar nessa dança?

      -- Vai, meu filho, segue a tradição!

      E, assim, o curumim enfeitou-se para a festa: pintou o corpo de urucum, pegou cocar e lança, vestiu tanga de penas, pôs colar e foi brincar no meio dos índios. Não existem mais os morobiras, porém você ainda pode encontrar os Peles Vermelha no Carnaval Mosqueirense. Lembre-se do tempo de curumim!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A IMAGEM E O TEMPO: MARIUS

 

Localizado na Praça Cipriano Santos (Praça da Matriz), o salão de festas e de shows conhecido como NAVE, point das baladas da juventude, foi, na década de 70, um restaurante de classe internacional.

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Marius, pça. Cipriano Santos, Mosqueiro / Guia Turístico do Pará (c. 1970)

FONTE: http://fragmentosdebelem.tumblr.com/page/21

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

CARNAVAL NA ILHA: SAMBA-ENREDO 2014 DA U. S. PIRATAS DA ILHA


É a terceira vez que a Universidade de Samba Piratas da Ilha desenvolve em seu enredo a questão ambiental. Em 1989, com Vida Quem Ama Preserva, levantou a bandeira da folia em defesa da ecologia. No ano de 1994, com o tema Ibaképe Turyba, o Paraíso Amazônico, focalizou a figura de Bep Kororoti, espécie de divindade extraterrestre na crença de índios amazônidas, que viria dos céus para lutar contra as forças do mal e restaurar a vida na floresta devastada. Este ano, o enredo Banthu e Pinhama em perfeita relação de fé com o poder da Criação procura demonstrar a importância do equilíbrio na relação de convivência pacífica entre o Homem, a Natureza e Deus, para que a Vida seja preservada em nosso planeta. O samba-enredo, como nas ocasiões anteriores, também é uma composição de Jorge do Cavaco.



Enredo: Banthu e Pinhama em perfeita  relação com o poder da criação.
Compositor: Jorge do cavaco
Interpretes: Carlinho du samba, Justino, Dimas Junior e Denilson

Míticas é o meu canto de emoção
Que vai tocar os corações
Na luta em defesa do planeta
Com esperança do futuro que virá
Vamos todos preservar a terra
Ter compromisso com o mundo bem melhor
Vivendo sempre em harmonia
O homem e a natureza em perfeita relação

Preservar eis a questão
Pro futuro de outras gerações
Conservar a diversidade do planeta     
Respeita e cuida sem destruição

Da Grécia berço da sabedoria
Vem pro mundo exemplo de cidadania
Liberdade com respeito e participação
Sem desigualdade social
É no poder da informação
Que vem pro mundo a transformação
O desmatamento aquece a terra
O lixo polui o rio e mar
O fogo que queima a floresta
Destrói fauna e flora sem perdão
Sou piratas, fonte de luz que irradia
Um alerta contra a devastação
Pro lindo renascer de novo


Olorum, nzambi criador do universo
Os orixás, babalorixás, babalaôs relação de fé
Banthu, pinhama são vermelho e branco
Divina obra do poder da criação