terça-feira, 28 de abril de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
ONDA NAS FÉRIAS: MOSTARDA NA LAGARTA - MOSQUEIRO
Clip da banda Mostarda na Lagarta, gravado em 06/2008 no AM&T Pro Vintage Studio:
- Thiago "Minhoca" Souza -- guitarra & vocal;
quarta-feira, 22 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
HISTÓRIA: TIRADENTES, UM ANSEIO DE LIBERDADE
Dos dez condenados à morte no episódio da Conjuração Mineira, somente Tiradentes foi executado. Por quê? Será que existe alguma semelhança entre a justiça brasileira daquela época e a dos tempos atuais?
A IMAGEM E O TEMPO: A PONTA DO FAROL NA ILHA DO MOSQUEIRO
A PONTA DO FAROL (antiga PONTA-DO-CHAPEO VIRADO) NO INÍCIO DO SÉCULO XX.
FONTE:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-jYMiUipLwYUr3c5vmzWwl-hGaQtSzKWy-nB5zSlClqS8Po7DEKfv5AdnqzLfwMUTCpx_uAcbuQvkgTTkOMKJMhR2Z55bzLxNDZ1qLDmhbdUAgACsHw0Zfur_IACrKUCfEo5BH_BdAfM/s1600/encantos+gloss%C3%A1rio+editado+08.jpg
A PONTA DO FAROL NO INÍCIO DO SÉCULO XXI.
FONTE:https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTKMJJIGGFazqAt46Ba9I8o8IjRKc8HJQhj_y09IxfkUowqUR24
domingo, 19 de abril de 2015
EVENTO CULTURAL: DIA DO ÍNDIO
Os índios morobiras também foram dizimados, triste retrato de uma época pintado pelo professor-poeta Alcir Rodrigues em seu emocionante poema “Morubiras”:
Na camboa,
em meio à névoa
da manhãzinha preguiçosa,
o índio morubira
recolhe o peixe, o camarão,
o siri...
Os curumins-filhos o ajudam
nesse labutar cotidiano, sem muriçocas
para atazanar a paciência.
em meio à névoa
da manhãzinha preguiçosa,
o índio morubira
recolhe o peixe, o camarão,
o siri...
Os curumins-filhos o ajudam
nesse labutar cotidiano, sem muriçocas
para atazanar a paciência.
Cunhã-esposa, no estirão da areia
recolhe sementes
na companhia das cunhãs-filhas.
Também juntam tabatinga vermelha
para pintar o corpo
pra festa que aí vem.
recolhe sementes
na companhia das cunhãs-filhas.
Também juntam tabatinga vermelha
para pintar o corpo
pra festa que aí vem.
O mar-baía, cinza...
O céu, cinza...
A névoa, branquidão
que oculta o bege
da areia praieira,
onde a lenha já está
distribuída enfileirada
em montes a espaços
pela extensão da enseada.
O céu, cinza...
A névoa, branquidão
que oculta o bege
da areia praieira,
onde a lenha já está
distribuída enfileirada
em montes a espaços
pela extensão da enseada.
O verde renasce por trás
da brancura a se dissipar, aos poucos.
O guerreiro-pescador morubira
já sente antecipadamente
o cheiro do peixe no moqueio,
o sabor do beiju,
do peixe apimentado,
do cauim inspirador.
Seus sentidos todos despertos,
já antevê ali
seu povo em festa, cantando
e dançando feliz,
na realização de seus rituais.
da brancura a se dissipar, aos poucos.
O guerreiro-pescador morubira
já sente antecipadamente
o cheiro do peixe no moqueio,
o sabor do beiju,
do peixe apimentado,
do cauim inspirador.
Seus sentidos todos despertos,
já antevê ali
seu povo em festa, cantando
e dançando feliz,
na realização de seus rituais.
Um trovão, dois, três e mais,
― com um ribombar repetido e assustador ―,
despertam de sua reflexão o índio.
Em um átimo, a paisagem
ganha espessas pinceladas de vermelho.
O mundo explode em sangue
diante do guerreiro: a tribo
covardemente atacada
― velhos, crianças, mulheres,
algumas grávidas,
atravessadas a espada, ou
já atingidas pelos tiros.
― com um ribombar repetido e assustador ―,
despertam de sua reflexão o índio.
Em um átimo, a paisagem
ganha espessas pinceladas de vermelho.
O mundo explode em sangue
diante do guerreiro: a tribo
covardemente atacada
― velhos, crianças, mulheres,
algumas grávidas,
atravessadas a espada, ou
já atingidas pelos tiros.
Sua família, sua tribo,
todos
vítimas de algozes gananciosos,
sedentos por terras,
e pelas riquezas que delas
se pode extrair.
Veloz, o guerreiro tupinambá
corre destemido rumo aos seus
e ouve um trovão ― não, não é de Tupã!
Dor, insuportável dor!...
Diante de seus olhos, a última visão:
o chão e a escuridão.
todos
vítimas de algozes gananciosos,
sedentos por terras,
e pelas riquezas que delas
se pode extrair.
Veloz, o guerreiro tupinambá
corre destemido rumo aos seus
e ouve um trovão ― não, não é de Tupã!
Dor, insuportável dor!...
Diante de seus olhos, a última visão:
o chão e a escuridão.
O nada destruidor passou a imperar
na Enseada dos Morubiras...
na Enseada dos Morubiras...
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