segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

CANTANDO A ILHA: MOSQUEIRO

Autora: Celina Vasques

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Ilha bucólica fica no Pará
pequena distinta, de um esplendor
tamanho...
PRINCESA DO MAR!
Linda, com, suas ruas pequenas
praias maravilhosas
PRAIA DO FAROL, CHAPÉU VIRADO,
ARIRAMBA, MURUBIBA
e outras enfim...

E eu andava e andava,
maravilhada, extasiada
com toda aquela beleza
e sentava nas calçadas
corria nas praias...
E ficava longo tempo
contemplando o luar!

Ai! MOSQUEIRO dos
meus amores
das minhas dores
dos meus escritos dos cantos
dos passarinhos
dos meus amigos
DA SAUDADE que me invade...
Da alvorada, do Pôr do sol
daquelas ondas gigantes
DA CLELINHA, DA CECILIA,
DA REGINA, DA MAGÁ, DA VERA,
DA MAILÕ, DA MAIZÉ, DA GUTE,
DA MAURILA... VANIA, BERNA, SONIA E GRAÇA

DOS MEUS
NAMORADINHOS,
das nossas festas, das bagunças,
da moçada feliz!

Quantos sonhos e alegrias
quantos finais de semana
Férias de julho
MINHA JUVENTUDE que deixei lá
Mosqueiro que saudades me dá!

FONTE: http://vasquescelina.blogspot.com.br/2012/01/mosqueiro.html

A autora:

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Celina Vasques, brasileira, divorciada, mãe de 3 filhos maiores, paraense, residente e domiciliada em Manaus/Amazonas. Poeta e Escritora. Como poderia dizer quem sou? Quiçá assim:

Sou eu... Mulher! Sou poetisa mágica, que inspirada no amor bebo a vida e a luz da Paixão! Sou mulher sou guerreira, que sorrindo vive cantando encantos e desencantos... De loucura e furor meu coração acende todas as chamas do ódio ao amor! Tenho um deserto de amarguras n'alma, trago no peito vivas chagas de um amor perdido...

Sou a tristeza dos mares o verde das árvores o cheiro das flores, a sinfonia de pássaros o vento das noites o tremor dos pinheiros... Cantigas de Amor!

Quem sou eu? A languidez de teus olhos, tua sombra, o eco dos teus passos, teus suspiros e queixumes... Teu prazer!

Sou um canto de saudade a lágrima ardente que em teu colo orvalhei... Quem sou eu? Sou Mulher!

FONTE: http://celina-vasques.blogspot.com.br/

sábado, 12 de janeiro de 2013

JANELAS DO TEMPO: O ANIVERSÁRIO DE BELÉM

 

Hoje, Belém do Pará, a cidade das mangueiras, completa 397 anos de existência. É a capital, a maior e mais populosa cidade do Estado e, também, o Portal da Amazônia. Cidade natural construída ao nível das águas da baía do Guajará, em terreno entrecortado por inúmeros riachos e igarapés, que foram transformados em canais ao longo do tempo, enfrenta, durante o chamado inverno amazônico, sérios problemas de inundações e alagamentos, principalmente em suas áreas de baixadas. Porém, são tantos e tão variados os seus atrativos que a sofrida população belenense esquece, nos momentos festivos, esses e outros problemas locais, para deliciar-se com a beleza de nossas paisagens, o sabor exótico da nossa culinária e a riqueza da nossa cultura. É o orgulho de ser Paraense! PARABÉNS BELÉM!

“A cidade de Belém começou com a ocupação da foz do rio Pará, com a construção do Forte do Presépio e da primeira capela, em 1616, por Francisco Caldeira Castelo Branco. Ao redor do forte, surgiu o núcleo que mais tarde se transformou na cidade.

Belém foi fundada em 12 de janeiro de 1616. A expedição portuguesa desembarcou às margens da baía do Guajará, onde foi erguido o Forte do Presépio, hoje Forte do Castelo. O objetivo era evitar a ocupação dos holandeses, ingleses e franceses que estavam tomando o norte da América do Sul.
A nova conquista dos portugueses foi batizada de Feliz Lusitânia. Tempos depois foi chamada de Santa Maria do Grão-Pará, Santa Maria de Belém do Grão-Pará e, finalmente, Belém, nome de um dos bairros mais antigos de Lisboa, a capital portuguesa, conhecido por seus famosos "pastéis de Belém". Daquele bairro, mais exatamente da Torre de Belém, saíram as embarcações que atravessaram o Atlântico para chegar às novas terras do chamado "Novo Mundo".”

FONTE: http://www.klickeducacao.com.br/bcoresp/bcoresp_mostra/0,6674,POR-673-8821,00.html

“A 25 de dezembro de 1615 a expedição partiu da baía de São Marcos, composta do patacho Santa Maria da Candelária, do caravelão Santa Maria das Graças e da lancha grande Assunção. Compunha-se de 150 homens, 10 peças de artilharia, pólvora e muita munição e mantimentos. O piloto-mor era Antônio Vicente Cochado, o francês Charies servindo de guia. As três embarcações eram comandadas por Pedro de Freitas, Antônio da Fonseca e Álvaro Neto. A viagem sem incidentes durou 18 dias. E a12 de janeiro de 1616 os portugueses aportaram na baía de Guajará, chamada pelos nativos de Paraná-Guaçu.

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Fundação de Belém, obra de Theodoro Braga, 1908, Museu de Arte de Belém (MAB). Na imagem a chegada dos portugueses em suas embarcações, os índios Tupinambá observam a chegada às margens da baía do Guajará (à direita, abaixo) e a construção do Forte do Presépio pelos portugueses (à esquerda).”

FONTE: 

http://parahistorico.blogspot.com.br/2009/02/exploradores-e-fundacao-de-belem.html

Para homenagear Belém do Pará em seu 397º Aniversário, um vídeo de Edinaldo Lobato:

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MEIO AMBIENTE: Ilha de Mosqueiro: Cartas náuticas, navegação e meio ambiente

 

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Navio cargueiro na imensidão do Rio Pará, perto de Belém (PA)

Carta Náutica

Carta náutica, carta de marear, carta hidrográfica ou plano hidrográfico é uma representação cartográfica de uma área náutica, podendo representar em conjunto as regiões costeiras adjacentes à área náutica. É o equivalente marítimo dos mapas terrestres, e são as descendentes dos portulanos. Dependendo da escala, pode ter detalhes tanto do relevo da costa quanto do relevo aquático, além de outras informações, como edificações, vegetação, infraestrutura da costa, etc.

São os documentos cartográficos que resultam de levantamentos de áreas oceânicas, mares, baías, rios, canais, lagos, lagoas, ou qualquer outra massa d’água navegável e que se destinam a servir de base à navegação; são geralmente construídas na Projeção de Mercator e representam os acidentes terrestres e submarinos, fornecendo informações sobre profundidades, perigos à navegação (bancos, pedras submersas, cascos soçobrados ou qualquer outro obstáculo à navegação), natureza do fundo, fundeadouros e áreas de fundeio, auxílios à navegação (faróis, faroletes, boias, balizas, luzes de alinhamento, radiofaróis, etc.), altitudes e pontos notáveis aos navegantes, linha de costa e de contorno das ilhas, elementos de marés, correntes e magnetismo e outras indicações necessárias à segurança da navegação.

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 Tecnologia informacional e cartas náuticas

O advento da computação de baixo custo e o Sistema Global de Posicionamento (GPS) permitiu o surgimento de sofisticados sistemas de navegação. Tal tecnologia, que permite a navegação em tempo real e a integração de cartas especiais com a silhueta do navio, o Radar e diversos equipamentos de navegação, e que possui  funções de navegação automatizadas e de troca de dados precisos de posicionamento, tudo de forma eletrônica, está revolucionando a navegação aquaviária, proporcionando o maior avanço na segurança da navegação desde a invenção do Radar.

Produzir e manter atualizadas as Cartas Digitais da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) , que venham a integrar esses sistemas de navegação e os sistemas computacionais de apoio ao planejamento e à condução das operações navais, constituem atualmente o esforço principal desenvolvido pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) na área da cartografia.

Brasil e Amazônia sustentáveis

Em 2002, o Governo Federal  publicou  ESPECIFICAÇÕES E NORMAS TÉCNICAS PARA A ELABORAÇÃO DE CARTAS DE SENSIBILIDADE AMBIENTAL PARA DERRAMAMENTOS DE ÓLEO (CARTAS SAO), a partir do Ministério do Meio Ambiente (MMA) donde se estabelece a importância das cartas náuticas no contexto da sustentabilidade ambiental, quando “ da prevenção, o controle da poluição e a manutenção do equilíbrio ecológico que exigem medidas especiais para a proteção e preservação do meio ambiente”.

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As Cartas SAO utilizarão como base cartográfica fundamental os documentos cartográficos oficiais brasileiros, ou seja, na parte costeiro-marinha as Cartas Náuticas, publicadas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação – DHN/MB.

As Cartas de Sensibilidade Ambiental para Derramamentos de  Óleo (Cartas SAO) constituem um componente essencial e fonte de informação primária para o planejamento de contingência e avaliação de danos em casos de derramamento de óleo. Ademais, as Cartas SAO representam uma ferramenta fundamental para o balizamento das ações de resposta a vazamentos de óleo, na medida em que, ao identificar aqueles ambientes com prioridade de preservação, permitem o direcionamento dos recursos disponíveis e a mobilização mais eficiente das equipes de proteção e limpeza.

Podemos relevar a importância das cartas náuticas da Marinha do Brasil quando do levantamento de subsídios à elaboração do PROJETO DE GESTÃO INTEGRADA DA ORLA MARÍTIMA – PROJETO ORLA (2004). O projeto é uma ação inovadora no âmbito do Governo Federal, conduzida pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Qualidade Ambiental nos Assentamentos Humanos, e pela Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, buscando implementar uma política nacional que harmonize e articule as práticas patrimoniais e ambientais, com o planejamento de uso e ocupação desse espaço que constitui a sustentação natural e econômica da Zona Costeira.

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Em 2008, o Governo Federal através do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e CENTRO GESTOR E OPERACIONAL DO SISTEMA DE PROTEÇÃO DA AMAZÔNIA, lançou o PROJETO CARTOGRAFIA DA AMAZÔNIA para elaborar proposta para o Levantamento Estratégico Integrado para a Amazônia com o objetivo de cobrir "vazios cartográficos" da região amazônica. Dentre os denominados subprojetos está o de Cartografia Náutica que se encontra desatualizado. A atualização das cartas náuticas será priorizada de acordo com a importância econômica, intensidade do tráfego e variabilidade ambiental das hidrovias da região responsáveis pelo escoamento de mais de 95 % do volume das exportações.

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Amplia-se a cada dia o papel da  cartografia náutica brasileira, sobretudo quando a autoridade marítima contribui responsavelmente na perspectiva da sustentabilidade ambiental. Assim, No VI Seminário Brasileira sobre Água de Lastro (2010), relevou-se a Prática da Cartografia Náutica na proteção e monitoramento ambiental da água de lastro quando da implementação de procedimentos para controle de espécies invasoras, a parir de pesquisadores, empresas, instituições marítimas, portuárias, ambientais e sanitárias do Brasil e América do Sul:

“... é proibida a descarga de Água de Lastro nas Áreas Ecologicamente Sensíveis e em Unidades de Conservação (UC) ou em outras áreas cautelares estabelecidas pelos órgãos ambientais ou sanitários, nas águas jurisdicionais brasileiras (AJB), quando plotadas em carta náutica;” NORMAM 20 – DPC.

Destaca-se também sua importância nos dias atuais no suporte para a efetivação de procedimentos à problemática de roubo de água ou hidropirataria na região.

Mosqueiro nas cartas náuticas

Segundo a historiografia relacionada à Ilha de Mosqueiro, mais precisamente sobre sua localização para efeito de navegação, a referência ao termo é observada por pesquisadores desde 1680, através de cartas náuticas, com referência geográfica que utilizava o termo “Ponto do Mosqueiro”, onde já se encontrava a vila da ilha.

Atualmente estão à disposição de interessados as seguintes cartas náuticas com referência a Mosqueiro, através da  Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN):

303. Do Baixo do Espadarte a Mosqueiro
304. De Mosqueiro a Abaetetuba

315. Da Boca da Vigia a Mosqueiro
316. De Mosqueiro a Belém

RIO PARÁ, DA BARRA AO PORTO DE BELÉM

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Reconhecimento e demanda

Carta 303

O rio Pará separa as costas leste, sueste e sul da ilha de Marajó do continente; tem uma largura considerável, havendo trechos em que o navegante situado no meio do rio não avista suas margens; comunica-se com o rio Amazonas através de canais denominados estreitos e furos, que separam as inúmeras ilhas localizadas entre a costa sudoeste da ilha de Marajó e o continente; é desembocadura do rio Tocantins e de vários rios menores; e na sua confluência com o rio Guamá fica a cidade de Belém, capital do Estado do Pará, com seu porto.

Junto à ilha de Marajó há um canal alternativo, o canal do Quiriri, que tem início na boia luminosa Quiriri (Águas Seguras) e é balizado por boias luminosas de boreste e bombordo, até o extremo sul da coroa Seca. A praticagem neste canal é  facultativa para os navios nacionais e estrangeiros que não transportem carga perigosa, até o fundeadouro ao largo de Mosqueiro.

Carta 316

– no canal do Mosqueiro evitar a aproximação das pedras a nordeste da ilha de Tatuoca, balizadas por boia luminosa de boreste.

RIO PARÁ PONTOS CARACTERÍSTICOS NA MARGEM DIREITA

A margem direita do rio Pará é a normalmente utilizada no posicionamento do navegante que se destina ao porto de Belém.

Cartas 316 e 304

Ilha do Mosqueiro (01°09′S – 048°28′W) – Tem sua região oeste, junto à margem do rio, ocupada pela localidade balneária de Mosqueiro, que é muito edificada e bem iluminada. Na ponta do Chapéu Virado, na parte norte de Mosqueiro, fica o  farol Chapéu Virado (0184), um tubo metálico branco sobre base de concreto armado, tendo uma placa de visibilidade com faixas brancas e encarnadas, 10m de altura e luz isofásica verde na altitude de 11m com alcance de 13M. 3M a ENE do farol há uma torre notável. Mosqueiro dista 86 km de Belém, por estrada asfaltada, e dispõe de um atracadouro para embarcações de navegação interior.

Perigo

Carta 316

Pedra – Sempre descoberta, no canal do Mosqueiro, na marcação 310° e distância de 0,7M da igreja de Icoaraci (01°18,1′S – 048°29,0′W). É balizada por boia luminosa de bombordo.

No canal de acesso ao porto de Belém, entre a localidade de Icoaraci e a ilha da Barra há profundidades menores que as representadas na carta. Os navegantes só deverão demandar este trecho com perfeito conhecimento local.

Fundeadouros

Carta 315

Ao norte da ilha do Mosqueiro, na baía do Sol (01°00′S – 048°23′W), com profundidades de 10m a 17m, fundo de areia e lama e abrigado de todos os ventos.

Cartas 315 e 316

A noroeste de Mosqueiro, na área delimitada na carta por linha de limite de fundeadouro, para navios aguardando inspeção sanitária, aduaneira e da polícia marítima.

Maré e Corrente de Maré

Carta 303

A maré tem característica semidiurna, sofrendo forte influência do vento e da chuva, com amplitude máxima de 3,7m e corrente de até 3,5 nós, que perdura por até 2 horas após a inversão da maré. As alturas do nível médio sobre o nível de redução da carta são as seguintes: 2,7m em Salinópolis, 2,3m em Colares e 1,8m em Mosqueiro e Belém.

Praticagem

A zona de praticagem obrigatória tem como limites os seguintes locais de embarque e desembarque de prático e os portos de Belém e Vila do Conde e a madeireira do estreito de Breves:

Cartas 302, 315 e 316

– navios procedentes de alto-mar, que não tenham recebido prático para o trecho facultativo do canal do Quiriri: ao largo da localidade de Mosqueiro, na marcação 146° e distância de 2,5M do farol Chapéu Virado, posição 01°06,00′S – 048°29,30′W.

PORTO DE BELÉM

Cartas 304 e 320

O porto está localizado na cidade de Belém, capital do estado do Pará, na margem direita do rio Pará, 70M a montante de sua barra.

A área portuária é delimitada pelo trecho do rio Pará compreendido entre o atracadouro municipal da localidade de Mosqueiro, ao norte, e sua confluência com o rio Guamá, ao sul, incluindo as duas margens e ilhas dentro destes limites.

Referências

www.mar.mil.br/.../067-078b-Rio-Para-Da-Barra-ao-P...

https://www.mar.mil.br/dhn/chm/cartas/car_digitais.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_n%C3%A1utica

www.sipam.gov.br/.../cartografia_versao_final.pdf

http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/artigos_agua_doce/navios_roubam_agua_dos_rios_da_amazonia.html

http://canalrural.ruralbr.com.br/fotos/canal-rural-na-estrada-20-08-2008-13615.html

Posted 3 weeks ago by Pedrosleao@yahoo.com.br

FONTE: http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2012/12/ilha-de-mosqueiro-cartas-nauticas.html

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

CURIOSIDADES: O AREIÃO ENCANTADO

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Usando a imaginação e a reciclagem das garrafas PET, as professoras Luciana Bittencourt e Emmanuelle Franco realizaram, em dezembro de 2012, pelo segundo ano consecutivo, o PROJETO “O AREIÃO ENCANTADO”, decorando o espaço mais importante da praia do Areião com motivos natalinos. A praia, que é banhada pelas águas da baía de Santo Antônio, tem um significado relevante para a história da Ilha, além da importância religiosa ao mesmo tempo folclórica sintetizada na Festividade de São Pedro, durante a quadra junina. Com as duas jovens idealistas, o local passou a ganhar mais um atrativo: a decoração natalina, como cenário de eventos festivos de confraternização, entre os quais destacamos o réveillon. E por falar em decoração, vejamos algumas imagens captadas por Christopher Bahia:

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domingo, 6 de janeiro de 2013

CANTANDO A ILHA: Instantâneos paradisíacos

Autor: Prof. Alcir Rodrigues

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A armadilha de pedras 
deitada longamente 
se espreguiça na enseada enevoada. 
Os maçaricos em revoada 
a voar povoam a paisagem praieira 
ali bem próxima da Ilha do Maracujá.

 


Quase geometricamente enfileiradas 
e no conjunto perfeitamente encaixadas 
, as pedras da camboa 
semelham escuros ovos imperfeitos 
, postos por esse animal gigante
a se arrastar em longa curva, 
séculos atrás...

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A canoa indígena aporta, 
e seu tripulante tupinambá 
salta imponente sobre 
as seculares rochas, 
cauteloso contra o possível
perigo oculto das arraias 
em meio ao quase imóvel 
entre a fria água e a lama cinza.

 


Seu reflexo
duplica na lagoa da camboa
seu poder sobre a pouca pesca represada: 
camarões, peixes, siris...

 


Exceto pelos maçaricos, 
o único outro som que ecoa 
é o do incrível silêncio, 
esse silêncio que leva embora 
a mim e a meu imaginário ancestral 
sobre estas águas do Mar Dulce.

 


Na mente, estampadas 
estas míticas imagens 
de cartão postal antigo, 
carimbos na paisagem paradisíaca
: névoa no ar, névoa no mar, 
nas areias, em tudo; 
nos meus olhos mareados

 


, 
sobretudo...

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FONTE:

http://moskowilha.blogspot.com.br/2012/11/instantaneos-paradisiacos.html#links

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A FICÇÃO E A ILHA: Na azulíssima manhã

O cronista presencia uma cena de amor canino.

Por Antonio Contente

Na charmosa Ilha do Mosqueiro, perto de Belém do Pará, não abundam os gatos, mas, desde que me entendo, abundam os cachorros. Como a maioria das casas de veraneio fica grande parte do ano fechada, os vigias que cuidam delas geralmente possuem cães, vira-latas a maioria, alguns poucos com traços de raças nobres de remotas, remotíssimas gerações.

Como nesta época o veraneio na área é baixíssimo, no único hotel viável que o local possui, conhecido como Casa do Haroldo, apenas três apartamentos estão ocupados: este em que habito, um com um casal em lua de mel, mais um terceiro com dois gringos, marido e mulher, pastores protestantes acompanhados de uma penca de filhos.

Ao chegar à praia, pela manhã, as areias não estavam propriamente desertas. Talvez umas dez ou 15 pessoas, em grupinhos separados, o que sempre ocorre diante do hotel. Ah, sim, no começo falava de cachorros, e percebi o instante em que uma cadelinha desceu da calçada para perto de nós. Percebi porque, francamente, ali estava uma cachorrinha simpática. Rabo curto, olhar vivíssimo, e ágil, uma agilidade e tanto. Bastou estalar os dedos e ela veio para o meu lado, animadíssima. Balançava o corpinho, pulava, mexia o toco de cauda. Enfim, acho que é assim que os cães sorriem.

No que nossa confraternização ia em meio saquei, na beira da calçada, nada menos de quatro cachorros. Exatamente como a belezinha que brincava comigo, também vistosos vira-latas. Todos de olho em “Fifi”, que é como eu já batizara a guria de pelo fofo.

Nos instantes seguintes pude testemunhar o começo da disputa. Os marmanjos caíram literalmente de quatro sobre a mocinha que, só então percebi, se encontrava no cio. Prenunciava-se uma disputa braba, amigos, e confesso que a donzela deitou e rolou. Jogou seu irresistível charme sobre o grupo inteiro e, na disputa a dentadas que se seguiu, tive a impressão que a mocinha ficaria apenas com o parceiro que sobrasse vivo. Todavia, a coisa não chegou a tais extremos. Tanto que pude, pela primeira vez, presenciar um caso de, digamos, consenso canino. Um venceu e os três restantes subiram para a calçada. Tranquilos, se colocaram sob a sombra protetora de uma castanheira sapucaia.

Assim, com o eleito, começou o namoro bem perto de mim. O que ganhou a parada era um cachorrinho de pelos pretos, ouriçados, nem de longe o mais pintoso dos disputantes. Porém, o que me pareceu foi que a paixão da cadela por ele não poderia ser maior. Ela desmanchou-se em agrados sobre o sujeitinho e, verdade seja dita, nosso amigo não perdeu tempo. Tratou de fazer logo o que deveria ser feito, só que, após as primeiras tentativas, parou. “Fifi”, rapidamente, voltou à carga com a cascata de carinhos. Dava dentadinhas, fuçava, mordiscava, esfregava o rabinho no focinho do galã; contudo, nada. Após tanta insistência, nova investida do rapaz. Nessa altura dos acontecimentos, além de mim mais umas oito pessoas formavam a assistência. No que o eleito, pela segunda vez, pifou, saiu de nossas bocas o primeiro “Ohhhhh”…

Para encurtar a história, na quarta tentativa do amante as pessoas que formavam a roda já passavam de 20. Acabou sendo então que um jovem, diante de novo fracasso, gritou:

- Brocha!

- Viagra nele! – outro emendou.

- Ora – um senhor ponderou, – vamos devagar com o andor que o santo é de barro.

- Exato – outro levanta o indicador. – Roma não se fez num dia.

- Eu mesmo – volta o primeiro – não tenho vergonha de dizer: minha primeira noite de casado deixou muito a desejar. Já da segunda em diante e até hoje, sai de baixo…

Com a nossa expectativa aumentando testemunhamos, pasmos, outra furada do galã. Nisso os três preteridos, que se mantinham à sombra, na calçada, retornaram à liça. Um deles, o mais bonito, uma espécie de Brad Pitt canino, ataca, firme. Só que, estranhamente, “Fifi” saltou de banda. Enquanto isso murcho, encostado a uma pedra, o já apelidado “Brochonildo” ofegava. E talvez até acabasse dormindo não fosse a volta da cadelinha para perto dele, deixando os outros pretendentes, literalmente, a ver os navios que passavam ao longe.

Uma dentadinha aqui, outra ali, e nosso amigo que ainda não conseguira mostrar do que poderia ser capaz pareceu reanimar. A turma da torcida esfrega as mãos, cheguei a escutar um sonoro “desta vez vai”. O cãozinho toma fôlego, se apruma e se atira. “Fifi” posiciona-se do jeito mais favorável possível, enquanto o amante põe as patinhas onde deveria pôr, se aprumando, se equilibrando. Um balanço pra cá, outro pra lá, o senhor da lua de mel frustrada berra:

- Tá dando certo, amigão, vai que é mole!

- É mole não, vai que é duro! – outro corrige.

- Grudou! Grudou! – um terceiro brada.

Assim que tudo, finalmente, se consuma, ecoa uma enorme salva de palmas da pequena multidão que apreciava.

Arranjado não sei onde, talvez sobra do pique da temporada de verão, estouram foguetes. Até uns improváveis carros buzinaram, e o dono do barzinho ao lado do hotel chama para uma rodada de Cerpinhas. Com a praia voltando ao normal, percebo que ali estava uma bela manhã. Uma bela, uma santa, uma azulíssima manhã. Com as amadas águas do velho Rio Amazonas à minha frente, caminhando para o mar.

 Esta crônica foi originalmente publicada no Correio Popular

FONTE: http://50anosdetextos.com.br/2011/na-azulissima-manha/

O autor:

Antonio Contente é jornalista desde 1960. Passou pelo Shopping News, Última Hora, O Globo, O Cruzeiro, Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, Folha da Tarde, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Publicou os livros Um Doido no Quarteirão, Editora Soma, O Vampiro Cantador, Editora Soma, e Antes da Estação das Chuvas, Editora Abril. Hoje escreve crônicas para o Correio Popular de Campinas e divide seu tempo entre Campinas e sua ilha na Amazônia, a cinco horas de barco de Belém.

FONTE: http://50anosdetextos.com.br/autores/

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

MEIO AMBIENTE: PAISAGEM E QUALIDADE VISUAL NO ARQUIPÉLAGO DE MOSQUEIRO

Autor: Pedro Leão

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Dentre os muitos elementos vinculados ao processo de ocupação e uso antrópico no arquipélago de Mosqueiro, destaca-se o de qualificação de suas paisagens inerente àquele espaço territorial no estuário amazônico.

Assim, buscaremos delinear um olhar e procurar respostas sobre as paisagens e a qualidade visual no arquipélago de Mosqueiro numa perspectiva em que as mesmas sejam potencializadas no âmbito do turismo, mas, sobretudo da garantia da qualidade de vida dos seus moradores.

Presentemente, os conceitos de paisagem e de qualidade visual são de uso corrente em diversas abordagens e estudos científicos, donde se sobressaem os pontos de vista e opiniões do observador ou analista. Dessa forma, da sua construção histórica até hoje, estes conceitos são encontrados na Geografia, na Geologia, na Antropologia, na Ecologia, dentre outros.

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Paisagens contrastantes: A primeira imagem revela o grande adensamento urbano dos bairros da Vila, Maracajá e Mangueira, porém relevam-se as áreas verdes do Parque Ambiental de Mosqueiro. Num ambiente, quanto maior a quantidade de vegetação em uma paisagem, mais as características responsáveis pela manutenção dos processos ecológicos e, consequentemente, a biodiversidade é mantida. A paisagem do entorno está muito comprometida em termos de qualidade ambiental. A preservação dos fragmentos (ilhas de vegetação na paisagem local) propicia refúgios para animais dispersores de sementes, principalmente aves. Na paisagem seguinte, trecho do São Francisco ao Carananduba, tem-se um intenso processo antrópico com as atividades de extração mineral e de ocupações irregulares.

Paisagem é uma determinada porção do espaço, resultado da combinação dinâmica, portanto instável, de elementos físicos, biológicos e antrópicos que, reagindo dialeticamente uns com os outros, fazem da paisagem um conjunto único e indissociável, em perpetua evolução.

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Praia do Carananduba, com destaque para a enseada  do Igarapé com o mesmo nome. Em algumas faixas da orla  praiana temos paisagem  diversificada, ambientes naturais ainda preservados, ora com ocupações desordenadas e atividades que causam agravos ambientais.

Modernamente, dentre os vários estudos voltados à questão, temos a Geoecologia [Ecologia da Paisagem], que possui uma  abordagem holística, integradora de ciências sociais, geofísicas e biológicas, visando, em particular, à compreensão global da paisagem e o ordenamento territorial. 

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Área do Farol: alto nível de ocupação e adensamento. A paisagem praiana e seus elementos constituintes lhe conferem beleza e encantamento.

A paisagem é definida como uma unidade heterogênea, composta por um complexo de unidades interativas cuja estrutura pode ser definida pela área, forma e disposição espacial destas unidades. A escolha de uma das formas de representar as unidades de paisagem (ecossistemas, unidades de vegetação ou de uso e ocupação das terras) é feita pelo observador.

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Na primeira imagem, temos a Praia do Bispo com destaque aos tensores em concreto ao largo do trapiche. Posteriormente, temos habitações nas margens do Rio Cajueiro. Alteração da paisagem natural ao longo das praias e das áreas inundáveis, isto é, aquelas associadas a rios e lagos, cuja força controladora é o pulso d’água.

Na Amazônia, a realidade da relação simbiótica homem/ambiente torna-se cada vez mais dramática pela força do agronegócio, do agro extrativismo e da pecuária que modificam suas paisagens naturais e no ambiente urbano pelas perturbações provenientes das construções, pavimentação, passagem de veículos, controle sobre a vegetação como plantios, podas, uso de herbicidas, ou uma consequência destas, como deslizamentos de terra e inundações, erosão e diversas formas de poluição.

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A imagem mostra erosão costeira com consequência no recuo da linha de costa ocasionando a destruição dos elementos protetores construídos na Praia de São Francisco. Na ilha, as áreas de falésias sofrem este processo erosivo, sobretudo quando das altas marés. Tal fenômeno tem ocorrência na Baia do Sol, Paraíso, Marahu, São Francisco, Ariramba/Murubira, Praia Grande, além da costa das Barreiras.

 Os espaços naturais, antropizados ou não, desta faixa de terra do território amazônico, configurados nas clássicas paisagens “urbanas” e “rurais” menos cabocla, dentre outras, relevaram Mosqueiro como principal balneário da Grande Belém Insular e lugar onde ainda é grande a presença de visitantes e turistas à procura de conhecer sua historia e desfrutar a beleza e encantos das paisagens naturais ou espaços modificados pela ação humana, mas que oferecem desfrutes e qualidade visual. Não é à toa que “bucólica” em nossa região é sinônimo de Mosqueiro, face não só à beleza de suas paisagens, mas também à tranquilidade ali encontrada.

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Belo pôr-do-sol na orla do Bispo e vista panorâmica da praia do Ariramba. Atributos de grande qualificação visual da paisagem da ilha.

Na ilha bela, porém, vão-se, aos poucos, modificando seus atributos da beleza paisagística pelo domínio do concreto e do asfalto, das ocupações irregulares, das muitas formas de poluição e de fragmentação de habitats naturais para uso em atividades fortemente impactantes. Os atuais níveis de ocupação e adensamento  merecem ser objeto de um estudo consubstanciado num plano de ordenamento territorial participativo.

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Ambiente onde a ocupação urbana ainda não está completa convive com as áreas de mangue e de paisagem ribeirinha, como as encontradas  no igarapé Carananduba e na faixa de orla da praia.

No complexo emaranhado conceitual de paisagem, com seus cortes geomorfológico e/ou social, vê-se seu sentido ligado à ideia de percepção. Sentimentos, estéticas, valores culturais, processos ecológicos ou políticos se associam à percepção. Cada interesse revela um tipo de percepção na paisagem, dando a ela qualidades devidas.

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Imagens paisagísticas do histórico Sítio Conceição (Baia do Sol), da antiga fábrica Bitar no Areião, do centenário mercado da Vila e de um chalé na orla do Murubira (Belle Époque).

Seguindo a trilha histórica de Mosqueiro, amalgamada por muitos fatores geológicos e ação de muitos atores sociais no teatro da vida, quando de sua ocupação e uso, faz-se necessário analisar e registrar, no âmbito das percepções humanas, os efeitos estéticos (cores e formas no território), a dimensão geográfica e ecológica e as expressões culturais e humanas, potencializadoras de seu desenvolvimento local, desigual e combinado a outras escalas e parâmetros não só social e econômico, mas também ambiental e paisagístico dotado de qualidade visual.

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A imagem da paisagem do rio Pratiquara traduz além da beleza do mundo amazônico com seus rios, florestas, tranquilidade e outros elementos constituintes, contrastando com  o ambiente de praia do Farol lotada em dias de muita agitação.

Nesta perspectiva, percebe-se que, em Mosqueiro, estamos diante de um cenário beirando o dramático, onde se somam, a cada dia, impactos negativos à esfera das paisagens, na qualidade estética e sanitária dos seus recursos naturais, mas, fortemente, também marcando as atividades sociais e econômicas locais, a saúde, a segurança publica e o bem-estar da sua população. Assim sendo, muitos elementos oriundos das ações antropogenéticas já não fazem parte tanto das paisagens recém- conformadas ou das mais antigas.

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Imagens paisagísticas da tranquila Praia do Bacuri na comunidade pesqueira da Baia do Sol e do balneário Igaracoco no São Francisco.

Que indicadores de análise e qualificação se pode lançar mão no estudo e registro das paisagens naturais e antropizada na Ilha de Mosqueiro no presente momento? Estudos revelam que, dentre os muitos indicadores apresentados, basicamente a qualificação e a valorização de um ambiente paisagístico pode ser aferido pela sua diversidade, por sua representação em termo de naturalidade e pela singularidade encontrada na área. Ainda, no sentido de verificação do ambiente, temos o que chamamos de detratores, isto é, elementos constituídos pela ação humana (antrópicos) que descaracterizam ou artificializam o ambiente, distanciando-os das condições naturais da paisagem.

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Vista panorâmica e traçado esquemático sobre a área praiana  do Trapiche da Vila.

Dessa forma, pode-se através de levantamento e registro, verificar no espaço ilhéu a variedade paisagística existente. Também, constatar os elementos e estruturas humanas que integram seus espaços naturais. Busca-se, aqui, o nível de naturalidade existente na paisagem. Por último, não menos importante, temos sua singularidade. Significa a existência de ocorrências naturais no ambiente ilhéu, como as feições geomorfológicas existentes, a composição da sua cobertura vegetal e espécies florestais, a fauna terrestre e aquática e sítios paleontológicos. Que locais naturais do arquipélago de Mosqueiro receberam ações detratoras e como elas influenciam na qualidade visual e na paisagem.

Estudos no domínio da paisagem urbana afirmam que, dependendo do foco de interesse, os indicadores acima citados ganham importância ou não no processo de análises. Observa-se, porém, que um aspecto ganha dimensão no processo de percepção humana e valorização da paisagem. Trata-se da sua expressão estética concedendo um valor subjetivo.

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Imagem de  pescadores artesanais na área da vila e no Furo das Marinhas. Destaque para o  efeito simbiótico da relação/ação do homem na natureza, quando do relevo da ponte sobre os corpos d’águas, ambiente da colheita dos recursos aquáticos locais.

 Uma paisagem pode ser valorizada dentro da perspectiva do valor visual, quando, por exemplo, apresentar expressivos tipos de relevos, ilhas, estuários e baías, diversas atividades antrópicas, vistas panorâmicas com grande alcance visual, vasta e rica cobertura arbórea, variados corpos d’águas, praias, episódios atmosféricos, como nascer e pôr-do-sol, neve, fauna nativa, dentre outros.

Além das inúmeras praias de água doce com ocorrência de ondas, que marcam a presença anual dos veranistas, a Ilha de Mosqueiro detém ainda um conjunto de paisagens naturais e com presença humana construída ao longo de sua história geológica e sócio-cultural, que merecem ser mais bem interpretadas e exploradas, dentro de seus atributos e qualidades visuais.

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Área da orla Baia do Sol - Ao fundo destaque para  o coreto da pracinha.

Tais qualidades podem, cada vez mais, dependendo do observador e dos interesses, ser potencializadas dentro da esfera do turismo e qualidade da vida local, no marco do estado de conservação da integridade, originalidade ou autenticidade de tais ocorrências e manifestações sejam elas naturais ou culturais.

Além dos estudos e pesquisas voltadas para a interpretação, registro e conservação paisagística e de utilização eficiente dos recursos naturais, muitas ferramentas legais e institucionais têm sido construídas com a participação e cooperação de governos, empresas e comunidades locais. As áreas de preservação permanente (APA´s), por exemplo, têm a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, a fauna e a flora, bem como o solo, e assegurar  o bem-estar das populações humanas.

A manutenção de paisagens diversificadas com a valorização das suas qualidades visuais na ilha amazônica de Mosqueiro torna-se, nos dias de hoje, um imperativo compromisso de todos nós, na construção de comunidades ambientalmente sustentáveis para a atual e as futuras gerações.

Fontes:

BERTRAND, G. Paisagem e Geografia Física Global: esboço metodológico. Caderno de Ciências da Terra. São Paulo, n.13, 27 p. 1972.

DOMINGOS, Thiago Augusto. Geologia e geomorfologia  ambiental, gestão ambiental V/Thiago Augusto Domingos – São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010.

http://holofotevirtual.blogspot.com.br/2010/11/memorias-da-ilha-reune-imagens-de.html

mosqueirando.blogspot.com.

http://marcelokatsuki.blogfolha.uol.com.br/page/2/

baiadosolsempre.blogspot,com.

http://www.panoramio.com/photo/49028793

www.ppgedam.pro.br/ppgedam/.../dissert_CELINA_MARQUES.pdf

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