domingo, 25 de junho de 2017

CANTANDO O VER-O-PESO: Sampleados: Especial de Ver-o-Peso



Sampleados: Especial de Ver-o-Peso

A LITERATURA E A ILHA: CIRCUITO - ESCRITORES DA PRAIA



Circuito - Escritores da Praia

sábado, 24 de junho de 2017

CANTANDO CARIMBÓ: DONA ONETE - JAMBURANA





 Dona Onete - Jamburana

EVENTO CULTURAL: Charme da Ilha vence concurso de quadrilhas do programa É do Pará em 2017


A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, no palco e dançando
                                                         Foto de Rodrigo Trindade

A quadrilha Charme da Ilha foi a campeã do concurso de quadrilhas do programa É do Pará em 2017! O resultado foi divulgado neste sábado (24), após as três quadrilhas finalistas se apresentarem ao vivo durante a grande final. Com a vitória, o grupo leva para a ilha de Mosqueiro o troféu comemorativo do arraial do É do Pará. 
O grupo de Mosqueiro recebeu dois votos durante a apresentação ao vivo, ficando empatado na avaliação do júri técnico com a quadrilha Romance Matuto. A decisão, então, coube aos internautas que participaram através da enquete aberta no site do É do Pará para escolha da quadrilha vencedora.
E a preferida na internet foi justamente a quadrilha de Mosqueiro! O grupo Charme da Ilha teve 38 mil votos, que representam 54% do total. Para os internautas, o grupo Forró Sanfonado ficou em segundo, com mais de 22 mil votos (32%).
Mais de 70 mil pessoas participaram da votação popular, que foi aberta quarta-feira (21) e encerrou neste sábado, após as apresentações das quadrilhas.

Conheça a trajetória da quadrilha

A quadrilha Charme da Ilha garantiu sua vaga na final ao vencer a segunda eliminatória do concurso de São João do É do Pará no dia 10 de junho. A votação do júri técnico terminou empatada, então coube aos internautas decidirem o grupo vencedor – e foi a Charme da Ilha que conquistou a preferência dos internautas: em enquete aberta no site do É do Pará, o grupo teve 69,71% dos mais de de 21 mil votos.
A quadrilha do distrito de Mosqueiro foi fundada em 5 de fevereiro de 2007, e já venceu o concurso realizado pela agência distrital da ilha duas vezes. O grupo tem 20 brincantes e 5 diretores, que ensaiam de segunda a sexta em uma quadra de esporte. Eles usam as cores lilás e rosa, e dançam em 2017 com o tema “Alegria de São João”, que comemora os seus 10 anos de fundação.

FONTE DO TEXTO: http://g1.globo.com/pa/para/e-do-para/noticia/charme-da-ilha-vence-concurso-de-quadrilhas-do-programa-e-do-para-em-2017.ghtml

sábado, 17 de junho de 2017

CANTANDO A ILHA: E O VERÃO CHEGOU NA AMAZÔNIA.......(CRÔNICA)

Ao ajoelhar-se notou que uma de suas desilusões amorosas estava fora de órbita! Que fazer? Adorou essa novidade de buraquinhos férteis...E lá estava também uma velha notícia, e toda notícia ainda que artificial possui seu personagem...ou personagens que imploram nessas músicas lentas e românticas, faz parte do verão que está surgindo, venha meu amor, me desarme, quero chorar pela manhã...quero acordar cedo, jogar coisas velhas...outras mandar embora, que silêncio árduo e ironias baratas, que tal abrir um livro já amarelado, pelo menos agora já existe mais coragem, há drinks amigos, telefonemas que já estavam mortos na roupa que utilizávamos para sair a noite...mas que peito é esse? Onde todos estão entrando, céu azul e os sentimentos para escrever...quando tudo é tempo, inclusive da pergunta também jurar, e eu fico aqui derramando lágrimas sem sentido sobre os teclados, ah como eu queria que fossem teclas de um piano de cauda! As formigas voariam...a casa seria toda palco...e eu veria sumir muitas cicatrizes, pra que moer tantas sutilezas caro poeta da ilha do Mosqueiro!? Tua terra natal é a tua mediunidade, quantas vezes fui obrigado a guardar bem escondido tudo o que sentia...mas hoje dane-se! Venha luz do dia me trazer paz de espírito...luminosidade atrevida, se antes eu era um palhaço de arame farpado, hoje sou república de cafuné com as cores da lua! Venha verão, traga-me as mulheres nuas, seja a ficção ou a verdade...quero uma xícara bem simples e bordada, passarinhos com asas geladas...creio que nenhuma tela ficará vazia e as gulas serão bem educadas...seja bem vindo verão! Julgue nossa clarividência, nossas palavras, estou aqui sendo o suficiente...vendo o sorvete subindo e descendo escadas...muitos irão dizer que eram as nuvens, tudo bem, aceito as intensidades...é no verão que a sabedoria troca de casca...ou se você preferir, por mim é assim, ela troca de roupa com as janelas abertas...escancarando almas!

FONTE: https://web.facebook.com/gigio.ferreira.5?hc_ref=NEWSFEED&fref=nf

quarta-feira, 14 de junho de 2017

CANTANDO A ILHA:: ZOOLÓGICO DE VALOR

Prof. Eduardo Brandão



Se você frequenta Mosqueiro com assiduidade ou pretende vir morar por aqui – MUITO CUIDADO, você está arriscado a receber o nome de algum animal como apelido. De qualquer forma, se isso vier a acontecer, fique tranquilo, isso significa que você já faz parte do seleto grupo de “celebridades” locais.
Dando sequência ao objetivo do Blog Mosqueiro Pará Brasil de resgatar a memória da “ILHA”, publico, desta vez, o trabalho em “prosa” ou “poesia” do Manoel Gomes da Silva que, na época em que se comemorava os 100 anos de Mosqueiro, dedicou de um modo muito especial àquelas pessoas que através dos seus apelidos, lhes deram condições de produzir esta obra.


                  I
Já escrevi sobre Mosqueiro
A Vila maravilhosa
Escrevendo sobre as praias
Meu livro foi feito em prosa
Pois Mosqueiro eu comparo
Com um jardim cheio de rosas

                  II
E agora eu vou falar
E peço a vossa atenção
É sobre os animais
E também as suas funções
Que exercem no Mosqueiro
Bem no meio do povão

                  III
Os animais que me refiro
São pessoas que moram aqui
E que lograram apelidos
Sem deles poder fugir
E aceitaram numa boa
Sem resmungar ou sair

                  IV
A história que vou escrever
É sobre esses animais
Vou dizer o que eles fazem
Na vida profissional
Falando de cada um
Sem ferir sua moral

                  V
Pois nós aqui no Mosqueiro
Damos apelido em tudo
Quem mente é verdadeiro
Quem fala muito é mudo
Quando é magro e come muito
Seu apelido é pançudo
                    VI
Mas nessa minha história
Vou simplesmente falar

Das grandes atividades
Das pessoas que vou citar
Que trabalham e exercem bem
O que eu vou analisar

                  VII
Pois aqui neste Mosqueiro
O animal tem valor
Pois o CAVALO é motorista
GERICO guia trator
BARATA corta cabelo
LONTRA é distribuidor

                  VIII
MACACO é protocolista
CUTIA é grande pedreiro
GATO tem padaria
BAIACU é açougueiro
CALANGO é farmacêutico
CURIÓ é marceneiro

                  IX
CORÉ toca pistão
MUCURA é funcionário
BACU é um taxista
SAPO é comerciário
FOCA já é aposentado
E RÃ um bom operário

                  X
MUTUCA é pescador
PATATIVA é sapateiro
BODE era pintor
GALO é um bom padeiro
GARNIZÉ é profissional
Em motor de geladeira

                  XI
COBRA é um bom motorista
E ANUM já foi coveiro
O BOI é um vigia
O TREQUE camarueiro
PIABA é capataz
E também é baiuqueiro

                  XII
PREGUIÇA era jogador
PEREMA é um mestrão
Com madeira ele faz tudo
E fabrica até pião
CAITITU está doente
E já não trabalha não

                  XIII
No tempo que trabalhava
No trabalho era exemplar
Trabalhava numa firma
Que se pode até lembrar
Uma indústria de borracha
Grande fábrica Bitar

                  XIV
O BURRO também é mestre
É pedreiro e carpinteiro
Gosta de boi-bumbá
E brinca e ano inteiro
Ainda faz bico aos domingos
Pois também é sorveteiro

                  XV
JACARÉ é exigente
Trabalhava no restaurante
O PACA na prefeitura
Se julga até importante
O BOTO trabalha sempre
Em serviço ambulante

                  XVI
O PORCO é um bom ferreiro
Também jogava uma bola
TATU o rei do telhado
Construidor de uma escola
Hoje em dia já está idoso
E nunca pediu esmola

                  XVII
ARARA se aposentou
Motora de caminhão
GURIJUBA empresário
VAGALUME faz carvão
MANDIÍ é bom pedreiro
Trabalha em construção

                  XVIII
MORCEGO é o rei do azulejo
É príncipe do acabamento
Trabalha sempre à noite
Com madeira e com cimento
Trabalha na profissão
Que tem bom conhecimento

                  XIX
PATO era operário
Só que cedo se acabou
Pois pegou uma doença
E a sua morte brusca
A sua família se enlutou

                  XX
CAMARÃO é gente boa
Tem fama de brigador
Se fia que é tira-gosto
Por isso já se ferrou
Mas é o cara bacana
E até um bom pescador

                  XXI
GRILO é um bom peixeiro
E trabalha todo dia
Lá no mercado da vila
Onde tem boa simpatia
Ao lado do seu BARATA
Peixeiro lá da Vigia

                  XXII
SIRI na luta ficou cego
E passou a tocar violão
Quando era bom ele era
Pescador de camarão
A doença obrigou-lhe
A mudar de profissão

                  XXIII
CARANGUEJO é taberneiro
O ACARI já morreu
Era um bom lavrador
E muita produção deu
Morava em Caruaru
O lugar onde nasceu

                  XXIV
Temos o BACU LAVADO
É um grande eletricista
É um bom profissional
Sempre teve suas conquistas
Se aposentou e hoje vive
Uma vida de artista

                  XXV
Existia o CACHORRINHO
Que já estava aposentado
Trabalhava lá na praça
E era um homem esforçado
Com sua morte sua família
Veio sentir um bocado

                  XXVI
Temos também o CACHORRO
Que trabalha em construção
É um grande profissional
Leva sério a profissão
Para construir com ele
Tem que ter a planta na mão

                  XXVII
CHITA é operado
Trabalha com motosserra
É derrubador de árvore
E sempre diz que nunca erra
Ele diz que é bode velho
Apanha e nunca berra

                  XXVIII
O velho CAMALEÃO
Deus a tempo já levou
Trabalhava com madeira
Era um grande construtor
Era o rei do caixão que fabricou

                   XXIX
JACURARU foi funcionário
Da prefeitura daqui
Trabalhou há muitos anos
Na profissão de gari
Era um homem sociável
Vivendo sempre a sorrir

                  XXX
Tem o velho CURIÓ
Que é um bom trabalhador
Ele faz de tudo um pouco
Já foi até pescador
Se elogia entre os garis
Diz que é um grande professor

                  XXXI
Temos o jovem PICA-PAU
Ele é um pouco matreiro
É filho do Manoel Gomes
Genro do Manoel Monteiro
É vigia de uma escola
Também um bom biscateiro

                  XXXII
Tem um TUCANO na ilha
Há muito ouvi falar
Eu não sei o que ele faz
E não posso analisar
Conheço em Sucurijuquara
Meu amigo SABIÁ

                   XXXIII
Esse amigo SABIÁ
É empreiteiro de obras
Trabalha em grandes firmas
Não é homem de manobras
E trabalha porque tem
Conhecimento de sobra

                  XXXIV
PINTO tem cachorro quente
E é um bom funcionário
Trabalha já algum tempo
No terminal rodoviário
PERERECA é um pedreiro
E é um bom operário

                  XXXV
MATUPIRI vende há tempo
CARANGUEJO no mercado
MAPARÁ era escrivão
Mas já está aposentado
ZÉ CAÇÃO é um bom peixeiro
Quando alguém está ao seu lado

                  XXXVI
BOTINHO é funcionário
Trabalha em administração
Lá no mercado da vila
Que exerce sua função
Zela para que haja lá
Uma boa organização

                  XXXVII
Tinha o velho CORUJA
Que já era um pedreirão
Tinha também o ROLINHA
Que eu não sei sua profissão
Gostava de marretagem
Vendendo açaí e carvão

                  XXXVIII
Tem também o CURUPIRA
Que é um homem bem zangão
Trabalha de biscateiro
Tem até bom coração
E sua maior virtude
Que é torcedor pelo LEÃO

                  XXXIX
Temos o senhor PIPIRA
Um homem muito brigão
Que gosta de uma intriga
Em qualquer ocasião
Dizem que herdou do pai
Que se chamou FORMIGÃO

                  XL
Temos o MICO do táxi
Que é um amigalhão
E é um bom taxista
Já trabalhou em caminhão
Seu maior defeito às vezes
É andar na contramão

                  XLI
E o senhor JAÇANÃ
Que é um homem de bem
Trabalha de motorista
Na cidade de Belém
Já me disse que não gosta
De falar mal de ninguém

                  XLII
E tem o jovem MOSQUITO
Que já foi acidentado
Apanhou uma grande queda
Que lhe deixou aleijado
Mas com a graça de Deus
Já melhorou um bocado

                  XLIII
Temos ainda outro MOSQUITO
Que trabalha de marceneiro
E o JABUTI CARUMBÉ
Que trabalha de pedreiro
Tem também seu TEM-TEM
Que é um grande marreteiro

                  XLIV
E o senhor CUANDU
Que gosta de uma seresta
Ele diz que é homem bom
Não traz letreiro na testa
E a profissão que ele gosta
É ser porteiro de festa

                    L
PATURI joga uma bola
E é até um bom jogador
CANÁRIO era barbeiro
E CUPIM carregador
QUATI um grande açougueiro
RATO CEGO lavrador

                  LI
Tem o POMBO do táxi
Tem o POMBO da Marinha
Tem outro POMBO motora
Que até comércio tinha
Tem o POMBO da dezesseis
Que tem uma baiuquinha

                   LII
João VIADO vende PEIXE
ARRAIA é marreteiro
CHULA era pescador
MUCUIM grande pedreiro
PIRARUCU já morreu
E era um grande padeiro

                  LIII
O BACUÍ já morreu
Era o pai da Dagmar
Trabalhava na indústria
Até vir se aposentar
Foi grande trabalhador
Lá na fábrica Bitar

                  LIV
Também existia um homem
Bom de bola pra chuchu
Sua profissão eu não lembro
Dizem que vendia beiju
Era filho do seu Heráclito
Se chamava CURURU

                   LV
BICUDO é motorista
Guia sempre um caminhão
Mas tem outro BICUDO
Que eu não sei sua profissão
Ele vendia raspa-raspa
Na frente do Canecão

                  LVI
Temos também o BIGODE
Que é um bom motorista
Mora lá no aeroporto
Passando um pouco da pista
Fala que não usa óculos
Pois é muito bom de vista

                   LVII
E o senhor PORAQUÊ
É um grande trabalhador
Sua grande profissão
Era de carregador
Hoje ele vive mais de bicos
Já foi até pescador

                  LVIII
SARARÁ é um bom pedreiro
Gosta de uma empreitada
E quando vai construir
Topa qualquer parada
Nas construções que ele faz
Eu nunca vi dar mancada

                  LIX
Tinha o velho PICOTA
Pedreiro de profissão
Foi grande comerciante
Em nossa povoação
Era um homem pacífico
E muito bom de coração

                  LX
CAMORIM era pescador
De peixe e de camarão
PESCADA era servente
Trabalhava em construção
E era um cara bacana
E homem de boa ação

                  LXI
BACURAU era padeiro
E que muito trabalhou
Na padaria do “seu” Oscar
Lá até se aposentou
E até em sua vaga
O senhor ITUÍ ficou

                  LXII
Pois ITUÍ é bom padeiro
E ninguém diz que não é
Trabalha e é pontual
Bem cedinho está de pé
Já me disse que é devoto
Da Virgem de Nazaré

                  LXIII
E aqui estou terminando
A história que criei
Sobre todos os animais
Que apelido alguém deu
Peço desculpas e perdão
Se alguém comigo se ofendeu

                  LXIV
Por isso eu vos agradeço
Com toda a minha alegria
Também agradeço a Deus
E a Santa Virgem Maria
Pela grande inspiração
Pra rimar esta Poesia

                  LXV
O meu nome é MANOEL GOMES
Sou um simples funcionário
Eu nasci em 37
Julho é meu aniversário
Eu sou filho do Mosqueiro
Ele é o meu berçário

                  LXVI
E pra finalizar
Esta história popular
Quero dar vivas ao Mosqueiro
Também parabenizar
Pelos CEM ANOS DA VILA
A qual está a completar

                  FIM


FONTE: http://mosqueirosustentavel.blogspot.com.br/2015/03/zoologico-de-valor.html


quinta-feira, 8 de junho de 2017

A FICÇÃO E A ILHA: ARACAPURI


Já circula na Ilha o livro de Graciliano Ramos Milhomem com o título de Aracapuri. A obra, que classificamos como literatura infanto-juvenil, é ambientada no Mosqueiro da década de 50 e tem sido bastante elogiada pelos leitores locais. 

                       

Mais do que um conto, Aracapuri é uma crônica da floresta, pois registra também flagrantes pitorescos e interessantes da vida real do ribeirinho, embora numa outra época. E o autor, Graciliano Ramos Milhomem, amazônida maranhense que se tornou um filho ao mesmo tempo amante convicto de nossa Ilha, conseguiu captar esses momentos em sua viagem imaginária ao passado. Apesar da simplicidade do enredo, condizente com a temática abordada, a obra desperta o interesse do leitor pela facilidade com que Graciliano narra os fatos e descreve as cenas, prova inconteste da íntima relação do autor com a Natureza, iniciada nos tempos de criança, quando trabalhava como castanheiro em Marabá.


                                              

sábado, 3 de junho de 2017

CURTA NA AMAZÔNIA: MEU TEMPO MENINO



Curta Paraense: Meu Tempo Menino

Publicado em 28 de ago de 2016
Prêmio Funtelpa "Curta Cultura" de melhor curta de ficção paraense em 2010, além de prêmios no CineFest Belém, Festival do Filme Etnográfico UFAM-Manaus, Festival Imagem & Movimento-Macapá, Cine Amazônia -Porto Velho e outros. Logline: O encontro de dois garotos amazônidas que iniciam uma amizade marcada por situações inusitadas. Curta-metragem produzido em Santarém - Pará. Ano de Produção: 2007. Direção: Emanoel Franklin Loureiro.

quinta-feira, 9 de março de 2017

EXALTAÇÃO À ILHA: HINO DE MOSQUEIRO




Cesinha dos Anjos
Cesinha dos Anjos


quinta-feira, 2 de março de 2017

CARNAVAL NA ILHA: MOMENTOS DA FOLIA




Foto de Júnior Sousa
Foto de Jcsoliveira
Foto de Junivaldo Sousa
Foto de Luiz CLima
Foto Luiz CLima
Foto de Felipe Zal

Foto Felipe Zal

Foto de Felipe Zal
Foto de Felipe Zal


Foto de Igor Nunes







quarta-feira, 1 de março de 2017

CARNAVAL NA ILHA: ESCOLAS DE SAMBA

Alegando crise financeira, a Prefeitura Municipal de Belém do Pará não promoveu o Concurso de Escolas de Samba na Ilha do Mosqueiro, entretanto Peles Vermelha e Piratas da Ilha, que vêm animando os finais de semanas desde o primeiro dia do ano, não poderiam deixar de lado a maior manifestação cultural do povo brasileiro e, no domingo gordo, conduziram milhares de foliões até a Praça da Matriz, no ritmo de seus sambas-enredo.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

EVENTO CULTURAL: ANTOLOGIA DA PRAIA

No sábado 25,  às 17 h, aconteceu o lançamento do livro  Antologia da Praia, primeira coletânea em prosa e verso produzida pelos Escritores da Praia, grupo cultural criado, recentemente, por iniciativa dos Professores Ronaldo Andrade e Roberto Santos. Além dos autores citados, compõem o grupo Alcir Rodrigues, Arnaldo Rodrigues, Claudionor Wanzeller, Graciliano Ramos, Nonato Rodrigues e Paulo Uchôa. O palco do evento foi o histórico Hotel Farol, construído pelo saudoso Zacharias Mártyres no século passado,  e, além do coquetel, declamação de poemas e apresentação de dados sobre as história do local, os cantores/compositores do grupo interpretaram várias músicas de sua autoria. 









quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

EVENTO CULTURAL: LANÇAMENTO DE LIVRO


Neste sábado, 25 de fevereiro, às 17h, no Hotel Farol, os Escritores da Praia, grupo cultural mosqueirense, estará lançando o seu primeiro livro, intitulado Antologia da Praia, uma coletânea de prosa e poesia produzida pelos escritores Alcir Rodrigues, Arnaldo Rodrigues, Claudionor Wanzeller, Graciliano Ramos, Nonato Rodrigues, Paulo Uchôa, Roberto Santos e Ronaldo Andrade.
O convite para o evento é dirigido ao público em geral e, no ensejo, haverá apresentação musical com a participação dos compositores do grupo.

 

MEIO AMBIENTE: PARTICULARIDADES DA ORLA PRAIANA DE MOSQUEIRO

Autor: Prof. Eduardo Brandão

Localizada na face oeste de Mosqueiro, a orla praiana se estende de norte a sul do arquipélago. São cerca 37,5 km de extensão, da ponta onde se localiza a antiga Fábrica Bitar, na baía de Santo Antônio, até a foz do igarapé Irapara, na baía do Sol. Suas enseadas abrigam vinte e três (23) praias, conforme a denominação de moradores locais. O adensamento da ocupação está relacionado aos vetores de uso e ocupação territorial, verificados a cada período de desenvolvimento, a implantação da infraestrutura acompanhou a tendência desses períodos. É na orla que encontramos muitos elementos relacionados à história: são os sítios agrícolas da baía do Sol, a praia do Chapéu Virado e praia do Bispo, que foram palcos de importantes batalhas da Cabanagem, e os Casarões do período áureo da borracha.

Aspectos Físicos.

A Ilha do Mosqueiro pode ser subdividida em duas seções fisiográficas principais: os Terraços Aluviais Pleistocênicas que são áreas mais elevadas, com altitudes entre 15 e 25 m, constituídas por sedimentos arenosos, siltosos e argilosos caoliníticos, representando 2/3 da superfície da ilha; e as Planícies Aluviais de Inundação que são periodicamente ou permanentemente inundadas, são áreas planas, com altitudes entre 5 a 10 m e constituídas por sedimentos argilosos e siltosos, pouco desenvolvidos, pertencentes à formação mais recente, ou Holoceno (Costa & El-Robrini, 1992). Em alguns trechos da orla, os terraços se aproximam formando falésias (barrancos), é o caso das praias do Bispo, praia do Ariramba, e praia do Bosque. Na orla das praias do Maraú e Caruara as planícies de inundação predominam.



Falésias/Barrancos existentes nas praias do Bosque e Ariramba
  

A Zona Estuarina (Estuário) é o baixo curso de um rio ou seção da planície costeira, escavada pelas águas oceânicas durante a subida do nível do mar (Holoceno). Contém águas oceânicas diluídas às águas doces (drenagem), afetadas pelos movimentos das marés. Esta mistura de águas doce e salgada nesta zona de transição cria um ambiente distinto, onde diversas comunidades aquáticas se desenvolvem, gerando condições que tornam os estuários um dos ecossistemas mais produtivos. As águas que banham a orla praiana de Mosqueiro pertencem à baías de Santo Antônio, Marajó e baía do Sol, complexo hídrico localizado na Zona Estuarina do Amazonas e do Araguaia/Tocantins. Essa afirmativa pode ser verificada através regime de marés existente na região e a salinidade percebida na época de poucas chuvas (água salobra).


                                      Imagem de satélite mostrando o Estuário Amazônico onde as águas do rio                                      se misturam com as do oceano que determina o regime diário das marés.


Quanto ao regime de marés, podemos nos referir às Marés de Quadratura, que são aquelas que apresentam pequena amplitude, ou seja, aquelas que se seguem ao dia de quarto crescente ou minguante; e às Marés de Sizígia, que são as que apresentam maiores amplitudes e são verificadas, durante as luas nova e cheia, quando a influência da Lua e do Sol se reforçam uma a outra, produzindo as maiores marés altas e as menores marés baixas. Em Mosqueiro, a Média das Preamares de Sizígia e a Média das Preamares de Quadratura alcançam valores respectivamente de 3,38 m e 2,66 m. A Média das Baixa-mares de Sizígia e a Média de Baixa-mares de Quadratura apresentam valores respectivamente de 0,31 m e 1,03 m.


Maré de Sizígia na praia do Maraú 

A declividade das praias influencia diretamente nas características das ondas. Aquelas que apresentam baixa declividade são propícias para a formação de ondas deslizantes, nas quais, as ondas gradualmente empinam-se para então deslizar pelo perfil, dissipando sua energia através de uma larga faixa da zona de surfe. Os trecho de praia com grande declividade proporcionam ondas com pequena duração devido a zona de surf ser mais estreita. Em locais onde foram construídos cais de arrimo na faixa de dissipação de energia das ondas (praia do Murubira e praia do Porto Arthur), é grande a possibilidade de desmoronamento dos mesmos. A superfície das águas na Ilha do Mosqueiro, em condições de baixamar, caracteriza um sistema relativamente tranquilo, com presença de pequenas ondulações, que não chegam a 0.3 m de altura.



Reprodução da publicação Erosão e progradação no litoral brasileiro mostrando as células de deriva litorânea proposta para as praias da Zona Costeira do Pará, com base na observação visual e medida do clima de ondas e na morfologia das feições costeiras - Geoindicadores


Ondas quebrando sobre o cais de arrimo na praia do Murubira 


Quanto ao fluxo de sedimentos nas praias de Mosqueiro, de acordo com El-Robrini (2001), as praias do Ariramba, Maraú e Paraíso não apresentam sazonalidade marcante, registrando, assim, perdas e ganhos indiferentes às estações do ano. As praias do Murubira, Chapéu Virado e Farol apresentaram perda em março e ganho em setembro. Apesar da proximidade, o comportamento inverso ao das praias do Murubira, Chapéu Virado e Farol, apresentado pela praia do Ariramba, sugere um provável transporte efetivo de sedimentos paralelamente a praia, com sentidos se invertendo ciclicamente ao longo do tempo.

Na Ilha do Mosqueiro, as praias apresentam estreitas faixas de pós-praia, com algumas escarpas na zona de intermaré, sendo mais largas e íngremes, caracterizando praias refletivas, com exceção das praias do São Francisco e Paraíso, de menor declividade, constituindo praias de terraços de maré baixa. A morfologia de algumas praias é marcada pela presença de algumas barras internas, como no caso das praias do Ariramba, Maraú, Farol e Chapéu Virado, e barras arenosas no início da zona de infra maré, nas praias do Ariramba e Maraú, com granulometria variando desde areia grossa até fina (El-Robrini, 2001). 


Praia do São Francisco onde se verifica "terraços de maré baixa".


Estas areias de praias apresentam similaridades com a sequência estratigráfica local, representada pelos sedimentos do Grupo Barreiras, que aflora em muitas praias durante a baixa-mar, e os sedimentos pós-barreiras (Sá, 1969). El-Robrini (2001) mostra que as amostras de sedimentos das praias do Farol, Chapéu Virado, Murubira, Ariramba, São Francisco, Maraú e Paraíso apresentam variedade granulométrica, com o domínio de areia média, seguida de amostras arenosas grossas e finas, devendo ocorrer nas praias da Ilha do Mosqueiro alguma troca de sedimentos entre as mesmas. A predominância de areia média foi explicada pela baixa energia diária de ondas (Hb=0,8 m), o que contribui para a não remoção de partículas mais grossas, não havendo nenhum mecanismo para deposição de areia fina entre períodos de maior energia e, por não ocorrer ondas de swell longas, planas, que normalmente são responsáveis pelo transporte de sedimentos finos.

Estudos (El-Robrini, 2001) indicam que os processos de erosão e de progradação nas praias de Mosqueiro são cíclicos. Nos períodos chuvoso (março) e seco (setembro), a princípio ocorre retrogradação praial e engordamento praial, respectivamente. O pós-praia em praticamente todas as praias recua durante o período chuvoso (março): na praia do Paraíso, o pós-praia passa de 18,50 m (período seco) para 6,62 m (período chuvoso); na praia do Farol, o pós-praia passa de 57,27 m (período seco) para 51,46 m (período chuvoso). Entretanto, a zona de intermaré sofreu também erosão, como é mostrado: na praia do Paraíso, onde a largura passa de 7,35 m (período chuvoso) a 85,26 m (período seco); e na praia do Murubira, a largura passa de 23,75 m (período chuvoso) a 36,50 m (período seco). Nas figuras a seguir, observam-se os perfis praiais médios e seu respectivo período na Ilha do Mosqueiro.

Foi verificado que as praias do Ariramba, São Francisco, Maraú e Paraíso  apresentaram episódios de perdas e ganhos indiferentes às estações do ano (El Robrini, 2001), onde foi verificada uma maior capacidade de transporte nestas praias. As praias do Farol, Chapéu Virado, Murubira, ao contrário, revelaram um comportamento mais sazonal, com estreitamento do perfil em março (mais chuvoso), quando as ondas, associadas às marés de sizígia, tornam-se mais altas nessa área, facilitando desta forma, a retirada de sedimentos da zona de intermaré e engordamento em setembro (menos chuvoso, menor energia de ondas), quando esse material arenoso é novamente remanejado para a zona de intermaré.



                                Reprodução da publicação Erosão e progradação no litoral                                                               brasileiro mostrando os perfis praiais em alguns trechos da                            orla de Mosqueiro

Em geral, as praias de Mosqueiro, apresentaram uma variedade granulométrica, com o domínio de areia média, devendo haver nas mesmas alguma troca de sedimentos entre elas. Nas praias do Ariramba, São Francisco, Maraú e Paraíso, há predomínio de erosão, mais expressivo em setembro, período de maiores velocidades do vento, aumentando a capacidade de transporte nesse setor. Nas praias do Farol, Chapéu Virado e Murubira, há tendência a deposição, em março e setembro. Levando-se a deduzir, que ocorre um transporte longitudinal ao longo das praias, em períodos distintos, sendo, no entanto, menor nas praias do Farol, Chapéu Virado e Murubira.

FONTE: