quinta-feira, 9 de março de 2017

EXALTAÇÃO À ILHA: HINO DE MOSQUEIRO




Cesinha dos Anjos
Cesinha dos Anjos


quinta-feira, 2 de março de 2017

CARNAVAL NA ILHA: MOMENTOS DA FOLIA




Foto de Júnior Sousa
Foto de Jcsoliveira
Foto de Junivaldo Sousa
Foto de Luiz CLima
Foto Luiz CLima
Foto de Felipe Zal

Foto Felipe Zal

Foto de Felipe Zal
Foto de Felipe Zal


Foto de Igor Nunes







quarta-feira, 1 de março de 2017

CARNAVAL NA ILHA: ESCOLAS DE SAMBA

Alegando crise financeira, a Prefeitura Municipal de Belém do Pará não promoveu o Concurso de Escolas de Samba na Ilha do Mosqueiro, entretanto Peles Vermelha e Piratas da Ilha, que vêm animando os finais de semanas desde o primeiro dia do ano, não poderiam deixar de lado a maior manifestação cultural do povo brasileiro e, no domingo gordo, conduziram milhares de foliões até a Praça da Matriz, no ritmo de seus sambas-enredo.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

EVENTO CULTURAL: ANTOLOGIA DA PRAIA

No sábado 25,  às 17 h, aconteceu o lançamento do livro  Antologia da Praia, primeira coletânea em prosa e verso produzida pelos Escritores da Praia, grupo cultural criado, recentemente, por iniciativa dos Professores Ronaldo Andrade e Roberto Santos. Além dos autores citados, compõem o grupo Alcir Rodrigues, Arnaldo Rodrigues, Claudionor Wanzeller, Graciliano Ramos, Nonato Rodrigues e Paulo Uchôa. O palco do evento foi o histórico Hotel Farol, construído pelo saudoso Zacharias Mártyres no século passado,  e, além do coquetel, declamação de poemas e apresentação de dados sobre as história do local, os cantores/compositores do grupo interpretaram várias músicas de sua autoria. 









quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

EVENTO CULTURAL: LANÇAMENTO DE LIVRO


Neste sábado, 25 de fevereiro, às 17h, no Hotel Farol, os Escritores da Praia, grupo cultural mosqueirense, estará lançando o seu primeiro livro, intitulado Antologia da Praia, uma coletânea de prosa e poesia produzida pelos escritores Alcir Rodrigues, Arnaldo Rodrigues, Claudionor Wanzeller, Graciliano Ramos, Nonato Rodrigues, Paulo Uchôa, Roberto Santos e Ronaldo Andrade.
O convite para o evento é dirigido ao público em geral e, no ensejo, haverá apresentação musical com a participação dos compositores do grupo.

 

MEIO AMBIENTE: PARTICULARIDADES DA ORLA PRAIANA DE MOSQUEIRO

Autor: Prof. Eduardo Brandão

Localizada na face oeste de Mosqueiro, a orla praiana se estende de norte a sul do arquipélago. São cerca 37,5 km de extensão, da ponta onde se localiza a antiga Fábrica Bitar, na baía de Santo Antônio, até a foz do igarapé Irapara, na baía do Sol. Suas enseadas abrigam vinte e três (23) praias, conforme a denominação de moradores locais. O adensamento da ocupação está relacionado aos vetores de uso e ocupação territorial, verificados a cada período de desenvolvimento, a implantação da infraestrutura acompanhou a tendência desses períodos. É na orla que encontramos muitos elementos relacionados à história: são os sítios agrícolas da baía do Sol, a praia do Chapéu Virado e praia do Bispo, que foram palcos de importantes batalhas da Cabanagem, e os Casarões do período áureo da borracha.

Aspectos Físicos.

A Ilha do Mosqueiro pode ser subdividida em duas seções fisiográficas principais: os Terraços Aluviais Pleistocênicas que são áreas mais elevadas, com altitudes entre 15 e 25 m, constituídas por sedimentos arenosos, siltosos e argilosos caoliníticos, representando 2/3 da superfície da ilha; e as Planícies Aluviais de Inundação que são periodicamente ou permanentemente inundadas, são áreas planas, com altitudes entre 5 a 10 m e constituídas por sedimentos argilosos e siltosos, pouco desenvolvidos, pertencentes à formação mais recente, ou Holoceno (Costa & El-Robrini, 1992). Em alguns trechos da orla, os terraços se aproximam formando falésias (barrancos), é o caso das praias do Bispo, praia do Ariramba, e praia do Bosque. Na orla das praias do Maraú e Caruara as planícies de inundação predominam.



Falésias/Barrancos existentes nas praias do Bosque e Ariramba
  

A Zona Estuarina (Estuário) é o baixo curso de um rio ou seção da planície costeira, escavada pelas águas oceânicas durante a subida do nível do mar (Holoceno). Contém águas oceânicas diluídas às águas doces (drenagem), afetadas pelos movimentos das marés. Esta mistura de águas doce e salgada nesta zona de transição cria um ambiente distinto, onde diversas comunidades aquáticas se desenvolvem, gerando condições que tornam os estuários um dos ecossistemas mais produtivos. As águas que banham a orla praiana de Mosqueiro pertencem à baías de Santo Antônio, Marajó e baía do Sol, complexo hídrico localizado na Zona Estuarina do Amazonas e do Araguaia/Tocantins. Essa afirmativa pode ser verificada através regime de marés existente na região e a salinidade percebida na época de poucas chuvas (água salobra).


                                      Imagem de satélite mostrando o Estuário Amazônico onde as águas do rio                                      se misturam com as do oceano que determina o regime diário das marés.


Quanto ao regime de marés, podemos nos referir às Marés de Quadratura, que são aquelas que apresentam pequena amplitude, ou seja, aquelas que se seguem ao dia de quarto crescente ou minguante; e às Marés de Sizígia, que são as que apresentam maiores amplitudes e são verificadas, durante as luas nova e cheia, quando a influência da Lua e do Sol se reforçam uma a outra, produzindo as maiores marés altas e as menores marés baixas. Em Mosqueiro, a Média das Preamares de Sizígia e a Média das Preamares de Quadratura alcançam valores respectivamente de 3,38 m e 2,66 m. A Média das Baixa-mares de Sizígia e a Média de Baixa-mares de Quadratura apresentam valores respectivamente de 0,31 m e 1,03 m.


Maré de Sizígia na praia do Maraú 

A declividade das praias influencia diretamente nas características das ondas. Aquelas que apresentam baixa declividade são propícias para a formação de ondas deslizantes, nas quais, as ondas gradualmente empinam-se para então deslizar pelo perfil, dissipando sua energia através de uma larga faixa da zona de surfe. Os trecho de praia com grande declividade proporcionam ondas com pequena duração devido a zona de surf ser mais estreita. Em locais onde foram construídos cais de arrimo na faixa de dissipação de energia das ondas (praia do Murubira e praia do Porto Arthur), é grande a possibilidade de desmoronamento dos mesmos. A superfície das águas na Ilha do Mosqueiro, em condições de baixamar, caracteriza um sistema relativamente tranquilo, com presença de pequenas ondulações, que não chegam a 0.3 m de altura.



Reprodução da publicação Erosão e progradação no litoral brasileiro mostrando as células de deriva litorânea proposta para as praias da Zona Costeira do Pará, com base na observação visual e medida do clima de ondas e na morfologia das feições costeiras - Geoindicadores


Ondas quebrando sobre o cais de arrimo na praia do Murubira 


Quanto ao fluxo de sedimentos nas praias de Mosqueiro, de acordo com El-Robrini (2001), as praias do Ariramba, Maraú e Paraíso não apresentam sazonalidade marcante, registrando, assim, perdas e ganhos indiferentes às estações do ano. As praias do Murubira, Chapéu Virado e Farol apresentaram perda em março e ganho em setembro. Apesar da proximidade, o comportamento inverso ao das praias do Murubira, Chapéu Virado e Farol, apresentado pela praia do Ariramba, sugere um provável transporte efetivo de sedimentos paralelamente a praia, com sentidos se invertendo ciclicamente ao longo do tempo.

Na Ilha do Mosqueiro, as praias apresentam estreitas faixas de pós-praia, com algumas escarpas na zona de intermaré, sendo mais largas e íngremes, caracterizando praias refletivas, com exceção das praias do São Francisco e Paraíso, de menor declividade, constituindo praias de terraços de maré baixa. A morfologia de algumas praias é marcada pela presença de algumas barras internas, como no caso das praias do Ariramba, Maraú, Farol e Chapéu Virado, e barras arenosas no início da zona de infra maré, nas praias do Ariramba e Maraú, com granulometria variando desde areia grossa até fina (El-Robrini, 2001). 


Praia do São Francisco onde se verifica "terraços de maré baixa".


Estas areias de praias apresentam similaridades com a sequência estratigráfica local, representada pelos sedimentos do Grupo Barreiras, que aflora em muitas praias durante a baixa-mar, e os sedimentos pós-barreiras (Sá, 1969). El-Robrini (2001) mostra que as amostras de sedimentos das praias do Farol, Chapéu Virado, Murubira, Ariramba, São Francisco, Maraú e Paraíso apresentam variedade granulométrica, com o domínio de areia média, seguida de amostras arenosas grossas e finas, devendo ocorrer nas praias da Ilha do Mosqueiro alguma troca de sedimentos entre as mesmas. A predominância de areia média foi explicada pela baixa energia diária de ondas (Hb=0,8 m), o que contribui para a não remoção de partículas mais grossas, não havendo nenhum mecanismo para deposição de areia fina entre períodos de maior energia e, por não ocorrer ondas de swell longas, planas, que normalmente são responsáveis pelo transporte de sedimentos finos.

Estudos (El-Robrini, 2001) indicam que os processos de erosão e de progradação nas praias de Mosqueiro são cíclicos. Nos períodos chuvoso (março) e seco (setembro), a princípio ocorre retrogradação praial e engordamento praial, respectivamente. O pós-praia em praticamente todas as praias recua durante o período chuvoso (março): na praia do Paraíso, o pós-praia passa de 18,50 m (período seco) para 6,62 m (período chuvoso); na praia do Farol, o pós-praia passa de 57,27 m (período seco) para 51,46 m (período chuvoso). Entretanto, a zona de intermaré sofreu também erosão, como é mostrado: na praia do Paraíso, onde a largura passa de 7,35 m (período chuvoso) a 85,26 m (período seco); e na praia do Murubira, a largura passa de 23,75 m (período chuvoso) a 36,50 m (período seco). Nas figuras a seguir, observam-se os perfis praiais médios e seu respectivo período na Ilha do Mosqueiro.

Foi verificado que as praias do Ariramba, São Francisco, Maraú e Paraíso  apresentaram episódios de perdas e ganhos indiferentes às estações do ano (El Robrini, 2001), onde foi verificada uma maior capacidade de transporte nestas praias. As praias do Farol, Chapéu Virado, Murubira, ao contrário, revelaram um comportamento mais sazonal, com estreitamento do perfil em março (mais chuvoso), quando as ondas, associadas às marés de sizígia, tornam-se mais altas nessa área, facilitando desta forma, a retirada de sedimentos da zona de intermaré e engordamento em setembro (menos chuvoso, menor energia de ondas), quando esse material arenoso é novamente remanejado para a zona de intermaré.



                                Reprodução da publicação Erosão e progradação no litoral                                                               brasileiro mostrando os perfis praiais em alguns trechos da                            orla de Mosqueiro

Em geral, as praias de Mosqueiro, apresentaram uma variedade granulométrica, com o domínio de areia média, devendo haver nas mesmas alguma troca de sedimentos entre elas. Nas praias do Ariramba, São Francisco, Maraú e Paraíso, há predomínio de erosão, mais expressivo em setembro, período de maiores velocidades do vento, aumentando a capacidade de transporte nesse setor. Nas praias do Farol, Chapéu Virado e Murubira, há tendência a deposição, em março e setembro. Levando-se a deduzir, que ocorre um transporte longitudinal ao longo das praias, em períodos distintos, sendo, no entanto, menor nas praias do Farol, Chapéu Virado e Murubira.

FONTE:


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

NA ROTA DA HISTÓRIA: AVENTURA EM TEMPOS IDOS

Autor: Prof. Eduardo Brandão


O leitor que hoje enfrenta a lentidão do trânsito para sair de Belém via rodoviária, certamente ficará surpreso ao saber que o percurso Belém / Mosqueiro já foi vencido em apenas sete minutos.
Decorria a década dos anos 70, primeiros quinze dias de janeiro, quando o casal aproveitava os últimos dias do nosso período menos chuvoso para acompanhar os filhos, de férias em Mosqueiro.

No entanto, deveres profissionais me chamaram a cumprir tarefa na Instituição em que eu trabalhava. Assim, num domingo, logo de manhãzinha, vim a Belém a fim de participar do exame vestibular da UFPA. Pretendendo o convívio da família, terminado o trabalho, logo depois do meio-dia, decidi voltar a Mosqueiro.

Naquele tempo, não havia ponte ligando a Ilha ao continente, sendo a travessia do Furo das Marinhas feita em balsas. Como eu havia deixado o carro em Mosqueiro, me restava o ônibus. Ocorreu-me então a ideia do transporte aéreo. Para tanto, desloquei-me até o campo do Aeroclube. Lá chegando, tudo estava deserto, depois surgindo um menino, que levou o recado de que eu queria viajar para Mosqueiro. Em resposta, veio ao meu encontro o piloto do pequeno avião que me transportaria.
Tomei o assento ao seu lado, no aviãozinho para apenas quatro lugares. Acionado o motor tudo vibrava, e um forte ruído invadiu a cabine, com visíveis desgastes. Decolamos na direção da Av. Almirante Barroso, em seguida fazendo-se uma volta de quase 180 graus, e num ‘piscar de olhos’, avistou-se a praia de Outeiro, repleta de banhistas, levando o piloto a fazer um ‘rasante’. Quando arremeteu, ao cruzarmos a Baía de Santo Antônio já se avistava o campo de pouso em Mosqueiro, no Chapéu-Virado.
















Foram sete minutos de emoção. Mas valeu! Do campo de pouso para casa, depois de algumas passadas, já me encontrava no aconchego da família.





















(Texto enviado por Ivens Coimbra Brandão. Publicado no jornal A Voz de Nazaré em 28 de novembro de 2014)

FONTE:
http://mosqueirosustentavel.blogspot.com.br/2014/12/aventura-em-tempos-idos.html

domingo, 19 de fevereiro de 2017

MEIO AMBIENTE: CONSERVAR E SANEAR: EIS A QUESTÃO!

Abandonada há muito tempo, parece que a orla praiana da Ilha do Mosqueiro vai, finalmente, ser recuperada pela Prefeitura Municipal de Belém, a qual receberá do Governo Federal para o projeto vinte e cinco milhões de reais. Segundo os nossos cálculos, um trabalho realmente eficaz e completo de recuperação de sudoeste a leste da Ilha custaria aos cofres públicos trezentos milhões.



Esperamos que o aval para o projeto seja dado pela engenharia ambiental, pois reconstruir simples muros de arrimo nas praias do Mosqueiro, sem características de quebra-mar, é deixar o dinheiro do povo ser levado pela maré. E isso não é bom para os que ali moram, frequentam e trabalham, nem para o próprio Governo. Quanto ao povo, só resta fiscalizar a realização e a seriedade da obra. Afinal de contas, o dinheiro é nosso!

E já que o Governo Federal está disposto a revitalizar a urbanização da Ilha, poderia muito bem destinar uma verba para a ressurreição do projeto de esgotamento sanitário, morto, enterrado e esquecido pela Prefeitura nas ruas do Mosqueiro. Outra verba poderia contemplar o saneamento e drenagem de um trecho do igarapé Cariacanga, por onde escoa 90% das águas pluviais da Vila, o qual vem causando transtornos permanentes à população. 




sábado, 28 de janeiro de 2017

MA ROTA DA HISTÓRIA: COMO A AMAZÔNIA PERTENCERIA À INGLATERRA

Autoria: Belém Antiga
Na Semana dedicada à Cabanagem, Belém Antiga volta a publicar uma revelação. A pouco conhecida história de que por pouco, muito pouco, a Amazônia não passou às mãos do poderoso Império Britânico na metade do século XIX. Esse era o preço que O Rio de Janeiro queria pagar para isolar do Império a ameaça Cabana, que , se bem sucedida, poderia representar uma ameaça ao Imperador. Outro lado da história, os ingleses teriam tentado vender aos Cabanos a Independência com apoio de dinheiro dos Estados Unidos. Memórias esquecidas da história.



Esfacelado pela multiplicação das revoltas, o retorno de D. Pedro I a Portugal, e um D. Pedro II ainda sem idade para assumir, o Regente Diogo Antônio Feijó ofereceu a região aos ingleses, desde que sufocassem os rebeldes. Por azar, ou sorte, os ingleses seguiram o caminho mais comum. Cobrar a dívida em dinheiro no lugar de levar para Londres uma área inóspita e selvagem. Se soubessem, naqueles anos, toda a riqueza da Amazônia, o futuro seria diferente.
Das duas uma. Ou o Pará seria uma espécie de Austrália ou África do Sul, ou teria sido massacrado economicamente pelo neocolonialismo, até se tornar independente. Foi o próprio império brasileiro que deu autorização para invadir, matar e sufocar a Cabanagem, ciente de que poderia estar entregando a região, a maior potência do planeta. Só não viramos ingleses, porque a Inglaterra não aceitou o presente. Era o dia 17 de dezembro de 1835.
Os embaixadores da Inglaterra e da França, Fox e Pontois, chegaram à sede do governo brasileiro, no Rio de Janeiro, para uma audiência “secreta e confidencial” convocada por Diogo Antônio Feijó, que governava o Brasil como regente, em nome de D. Pedro II, ainda sem idade para assumir a administração do império depois da renúncia de seu pai, D. Pedro I.
Era dezembro de 1835 e o movimento da Cabanagem ainda tirava o sono de Diogo Antonio Feijó, representante do governo imperial brasileiro. Sigilosamente, ele pediu à Inglaterra, a nação mais poderosa de então, com uma das mais eficientes marinhas de todos os tempos, que invadissem o Pará para combater os rebelados. Se seu plano fosse aceito, estrangeiros poderiam matar cidadãos brasileiros em pleno território brasileiro, com conhecimento e aprovação do imperador.
Onze meses antes, os nativos haviam desencadeado um motim, que ficou conhecido como Cabanagem, o mais sangrento de toda a história brasileira (no curso do qual, em cinco anos, segundo alguns registros historiográficos, de 15% a 20% da população regional morreu, o que seria equivalente, hoje, a dois milhões de mortos). O encontro de Feijó e os embaixadores inglês e francês foi revelado 160 anos depois, pelo antropólogo inglês David Cleary, que encontrou, no Publics Records Office, em Londres, correspondência travada, de 1835 a 1839, entre a embaixada, o ministério das relações exteriores e o almirantado britânico.
Feijó comunicou que até abril do ano seguinte queria três mil homens para retomar o controle de Belém, em poder de rebeldes. Essas tropas estrangeiras seriam embarcadas em navios de guerra dos três países e chegariam a Belém “como que por acaso”, recebendo autorização para permanecer em território nacional. Seriam mantidas de prontidão “para cooperar com as tropas brasileiras, a pedido e a critério das autoridades brasileiras em comando”. O regente do império fazia uma ressalva: teria que ser omitido “o fato de as medidas terem sido tomadas a pedido do governo brasileiro”.


A Inglaterra condicionou a ação a um pedido formal escrito para que, posteriormente, não houvesse objeções por qualquer parte do Brasil. Feijó teria respondido que a constituição proibia tal documento sem o consentimento da Assembleia Geral, além do descrédito para o governo, se revelado, que não seria capaz de derrotar sozinho um punhado de insurgentes miseráveis”. Respondendo à consulta, em 9 de maio de 1836, Lorde Palmerston informou o encarregado dos negócios na embaixada no Rio de Janeiro, W. G. Ouseley, que o governo inglês havia dado “a mais atenciosa consideração à sugestão feita” por Feijó, mas não se sentia “à vontade” para cumprir esses desejos. Alegou princípios do governo britânico e o Governo de Sua Majestade não acreditava justificável se envolver em operações em terra pelo interior da Província do Pará, com o objetivo de apoiar a autoridade do Governo do Rio de Janeiro contra a população do distrito”.

Os ingleses até estiveram aqui em abril de 1836, mas apenas com três navios de guerra para exigir a prisão dos assassinos da tripulação de um navio mercante inglês, que fora pilhado cinco meses antes no litoral paraense. Carlos Roque, estudioso da história do Pará, tem outra versão desmentida pelos documentos encontrados em Londres.
Segundo Rocque, Eduardo Angelim, “quando Presidente, recebeu tentadora proposta de um capitão inglês, para proclamar a independência do Pará, no que teria o apoio de potências estrangeiras. E o caudilho negou-se até a discutir a sugestão”. Quando o próprio Angelim morreu, em 1882, o jornal Diário do Grão Pará registrou que o maior dos líderes cabanos havia recusado “recursos militares do Governo Americano para proclamar a independência da Amazônia”.
Fonte texto: Lúcio Flávio Pinto/Em artigo publicado no Estado de S. Paulo .
FONTE: https://web.facebook.com/belemdopassado/?pnref=story

NA ROTA DO TURISMO: EITA PARÁ PAI D' ÉGUA - MOSQUEIRO




MEIO AMBIENTE: PROJETO ENTRATRIVI




Video do projeto de pesquisa que resultou no artigo "IAKURUARÚ NA TRILHA DA TERRA FÉRTIL" na comunidade de Caruaru, Mosqueiro- Pará.

sábado, 14 de janeiro de 2017

NA ROTA DA HISTÓRIA: O DINHEIRO DOS CABANOS

Autoria: Belém Antiga
A desconhecida história de quando o Pará teve seu próprio dinheiro. Uma moeda que só circulava por aqui. Eram dias difíceis de guerra contra o Império Brasileiro. Os Cabanos acabavam por fazer uma releitura do dinheiro em circulação gravando seus símbolos sobre as velhas patacas. Quando a revolução acabou, fugiram, levaram um “ tesouro”, que segundo alguns, segue escondido por ai...




















A desconhecida história de um grande tesouro enterrado em uma lugar paradisíaco em uma ilha de Belém do Pará. Parte do que foi pilhado pelo Governo que sonhou em tornar o estado uma república Independente, no dia em que o Pará teve sua própria moeda. Um dinheiro que só circulava por aqui e que foi fundamental em tempos de guerra.
Na Revolução Cabana, as moedas perdidas carimbadas pelos comandante do motim, e a espetacular estória de um tesouro pedido. As moedas eras cunhadas no Rio de Janeiro para circularem nos estados do Centro Oeste mas acabaram no Pará. Foram usadas pelo primeiro e pelo segundo governo Cabano, que a esta altura ocupavam a capital.
Alguns autores, consideram que eram moedas que já tinha sido retiradas de circulação e que voltavam por meio impositivo com o carimbo marcante do movimento cabano. Foi a moeda que mais tempo durou nesses movimentos questionados do império brasileiro. Francisco Vinagre, o presidente Cabano, improvisou a solução considerando que não conseguiria fazer uma guerra civil sem pagamento das tropas, por mais miseráveis que fossem os soldados arregimentados entre ribeirinhos.
Tinham valor inferior ao de face, mas como eram de aceitação compulsória, entrou para a história. Algumas moedas com o carimbo Cabano são raras, e conta uma lenda que milhares delas e outras fortunas pilhadas pelos revoltosos acabaram enterradas em uma ilha do tesouro, quando da fuga, e a derrota iminente para as tropas legalistas.
Os mais antigos juravam que o tesouro ficou escondido em algum lugar na Ilha do Mosqueiro, em uma região chamada baia do Sol. Duvida?
Fontes: Alvaro Martins. Moedas para a revolução do povo (a solução cabana para o meio circulante). / http://mosqueirando.blogspot.com.br/…/janelas-do-tempo-o-te…
FONTE: https://web.facebook.com/belemdopassado