quinta-feira, 24 de maio de 2018

EVENTO CULTURAL: LANÇAMENTO DE LIVRO

Após o lançamento, em fevereiro passado, de Ilha do Mosqueiro: Histórias e Tradições, o professor Claudionor Wanzeller apresentará ao público, no próximo dia 08 de junho, a 2.ª edição de seu primeiro livro, Mosqueiro: Lendas e Mistérios, bastante solicitado pelos leitores. O livro, que apresenta um novo projeto gráfico e mais dois contos inspirados no folclore da Ilha, comemora os sessenta e nove anos de existência do autor.



NA ROTA DA HISTÓRIA: PRIMEIRO CINEASTA A GRAVAR FILMES EM BELÉM

Autoria: BELÉM ANTIGA

A polêmica e desconhecida história do primeiro cineasta a gravar filmes em Belém. De um lado, teria feito a proeza de ser o primeiro, ou um dos primeiros a registrar a procissão do Círio de Nazaré em película, para o cinema.
Por outro, chocou a cidade ao apresentar para plateias de quase 1000 espectadores, filmes pornográficos. No primeiro dia, 900 espectadores foram a um cinema na Praça Justo Chermont. Quase conseguiu transformar Belém em um polo desse cinema de pouca moral, mas o negócio naufragou porque sobravam mulheres para os papeis, mas faltavam homens dispostos a contracenar. Com vocês Ramon de Baños.. .
Ramon de Baños nasceu em Barcelona na Espanha em 1890. Viveu por aqui entre 1911 e 1913, onde produziu no curto período, inacreditáveis 30 filmes documentários. Boa parte deles para a produtora The Pará Films, que pertencia a Joaquim Llopis, outro espanhol que trabalhava como chefe de compras em Belém da firma Suárez Hnos. Ltda., que pertencia ao barão da borracha boliviano Nicolás Suárez.
Comprou cópias de filmes de produtoras europeias, filmes virgens e equipamentos da inglesa The Prestwich Manufacturing Cº, e equipamento completo de filmagem à firma Prevots de Paris. As primeiras imagens foram feitas na viagem até Belém, no vapor Rio Negro, que resultaram no documentário Viagem de Lisboa ao Pará que, na terceira parte, mostravam o interior de um bonde que percorreu algumas das principais avenidas e ruas de Belém.
Em 10 de novembro de 1911, a cidade parou para ver no Teatro Odeon, no quintal da casa de Llopis, os primeiros documentários em Belém: um deles retratava o “Cyrio”. A curiosidade era grande dos belemenses em ver as suas próprias imagens reproduzidas, pela primeira vez, na tela de um cinema. “Foi tanta a gente que queria ver as nossas empolgantes fitas que a policia teve que intervir diversas vezes para conter alguns espectadores (...) que não conseguiam conter a sua impaciência” contou o cineasta em uma autobiografia.
A “The Pará Films” foi a primeira produtora de filmes e documentários de Belém. Atrás de mais lucros, que Joaquim Llopis, comprou na Europa mais de 20 películas erótico-pornográficos que chegaram a Belém escondidas em caixa de filmes cujos títulos não tinham nada que ver com o seu real conteúdo. Também mandou trazer uma dúzia desses filmes eróticos, também classificados como verdes ou picantes, da Argentina e comprou outras tantas películas no Brasil.
Em dezembro Llopis conseguiu autorização das autoridades para a projeção das películas eróticas, para “Homens Adultos”. Na noite de estreia, convites dobrados e que pediam sigilo levaram quase 1000 espectadores ao Teatro Odeon como dizia o texto nele gravado. “Reservado: Queira ler e guardar sigilo, e nas páginas interiores: Theatro Odeon (Praça Justo Chermont). Instituto de Artes Novas. Sessões livres só para homens maiores de 20 annos. Espectáculos sicalyticos.
Dão vigor aos fracos. Deleitam os solteiros. Educam os tímidos. Extasiam os casados e viúvos. Viva o amor! ... a ... a... A ultima palavra em cinematografia (...). Todas as Quintas-feiras, Sábados e Domingos! AVISO: É expressamente proibida a entrada a mulheres i menores (BAÑOS, 1991, p. 85)” Em uma carta à namorada, Baños contava que precisava pedir que os espectadores se contesem na euforia para não incomodar a vizinhança.
Na mesma carta, Baños fazia questão de destacar que em nenhuma outra parte do mundo há tanta liberdade como nesse país: “Mira tu que dar sesiones inmorales con teatro abierto al público y billetería a la puerta, como si fuese un espectáculo honesto, es el colmo!” Tal liberdade durou até a campanha que a Província do Pará fez contra os filmes “imorais” exibidos no Odeon solicitando a intervenção da polícia. Indicava que a polícia, entretanto, tinha interesses “econômicos” no negócio. Entenda isso como quiser. Baños era amigo do Chefe de Polícia. Mas cerca de um mês depois, recebeu a notícia que os filmes seriam confiscados.
Escondeu tudo em um restaurante da sua confiança. A “ The Pará Films também tentou produzir películas erótico-pornográficas em Belém. Com essa finalidade, Baños e alguns dos seus amigos foram em busca de mulheres que se prestaram a servir de artistas nessas fitas de caráter pornográfico, mas tiveram que desistir do projeto, segundo Baños “por falta de artistas masculinos que se presten a ello” (Carta a Rosita),
Assim, encerrava a passagem de um dos pioneiros do cinema mundial por Belém. O primeiro a gravar na cidade, o primeiro a ofender a moral na tela grande. Um gigante desconhecido que morreu em 1980.

Fontes : Ramon de Baños, um pioneiro do cinema catalão em Belém do Pará nos tempos da borracha (1911-1913) - Pere Petit; BAÑOS, Ramon. Un Pioner del Cinema Català a l’Amazònia. Barcelona: Íxia Llibres,1991. - _____. Notas íntimas de un “cameraman español” [manuscrito original da sua autobiografia]. Barcelona: 1970 (disponível na Filmoteca de Catalunya). Leia mais no artigo disponibilizado pelo site UFPa 2.0 emhttp://issuu.com/ufpa…/…/un_catal__n__pionero_del_cine_en_br
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sábado, 28 de abril de 2018

CARNAVAL NA ILHA: TRIOS E FOLIÕES

Autoria: Belém Antiga

O vídeo circula na rede há algum tempo. Alguns apostam que ele é de 1995, outros apontam para o ano 2000. Uma coisa é certa. Tem quase 20 anos, quando a Ilha de Mosqueiro era invadida pelos trios e pelos foliões em uma festa animada, mas muito mais tranquila que a dos dias de hoje.
A música foi editada. Para ambientar o passeio (literalmente) que o autor fez, e que leva o leitor a se sentir parte daquela festa, Belém Antiga escolheu o mix do Fruta Quente , que está voltando ao carnaval com o bloco na Cidade Velha.
Não mostra muito, mas transporta o saudoso folião para aqueles dias descompromissados no Murubira e no Ariramba. Atrás do trio elétrico, imitando a coreografia, lembranças de um carnaval que ficou na memória.


NA ROTA DA HISTÓRIA: A ORIGEM DO BISCOITO MONTEIRO LOPES


Autoria: Belém Antiga

A desconhecida história de um doce, de alma portuguesa, mas “parido” em Belém do Pará, mais precisamente, no centro de cheiros e sabores da capital. Uma história de amor e de igualdade de raças.
O “ Monteiro Lopes” tem massa de empada, e mistura preto e branco, nascido em uma época em que esta química era algo não muito aceito pela elite de então. Conta a lenda ( trazida até aqui pelo Wikipedia) que entre 1850 e 1890, duas padarias disputavam a preferência dos consumidores naquela Belém, restrita ainda a 3 ou 4 bairros do núcleo original. Uma estaria localizada na Travessa Oriental do Mercado ( municipal ), que antecedeu ao Mercado de Ferro de Carne, e a outra na Travessa Ocidental do mesmo mercado. Naqueles anos, como nos seguintes, o segredo da freguesia estava nas receitas dos quitutes preparados para a clientela.
E teria sido por causa de biscoitos especiais que a história se desenrolou. Manoel Monteiro, mulato, dono da primeira padaria fazia seus biscoitos muito apreciados, mas nem queria ouvir falar do concorrente. No outro lado do mercado, outro biscoito disputava a preferência dos gulosos.
Quem produzia a iguaria era Antonio Lopes, dono da segunda padaria. Eram cores e paladares diferentes, até que os pais morreram e os filhos teriam se casado, unindo os negócios e juntando nomes. “Monteiro Lopes” une o negro e o branco, e endossa mais uma história de amor para povoar as lendas desta terra.

A imagem pode conter: atividades ao ar livre
Fonte: Wikipedia / Imagens da Rua da Praia, 15 de novembro na segunda metade do século XIX. Ao centro o antigo mercado municipal, destruído pelo incêndio, onde foi construído o Mercado Francisco Bolonha.

quinta-feira, 22 de março de 2018

MEIO AMBIENTE: Mês de março continuará tendo chuvas acima da média, informa a Rede de Previsão Climática




Foto: Ingo Müller

O padrão para o mês de março indica situação favorável à ocorrência de chuvas acima do normal em grande parte do Pará, em especial na região metropolitana de Belém, leste do Arquipélago do Marajó e parte do sudoeste.
O boletim com o prognóstico de chuvas para o mês de março no Pará foi elaborado pela Rede de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Pará (RPCH), coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
s meteorologistas destacam que março ainda está entre os meses mais chuvosos, e neste ano, em especial, há uma configuração favorável ao fenômeno La Niña - resfriamento das águas superficiais da região equatorial do Oceano Pacífico.
Quando esse fenômeno ocorre, geralmente contribui para a elevação dos totais mensais de chuva no Pará, porque intensifica a atuação dos sistemas de precipitação pluviométrica na região, como a Zona de Convergência Intertropical (Zcit) e a Zona de Convergência da América do Sul (Zcas).
Oceanos
Os oceanos são os principais responsáveis pelos padrões climáticos em uma determinada região, e variações bruscas nas temperaturas da superfície dos oceanos são decisivas na distribuição das chuvas nesse período do ano. “O mês de fevereiro foi um exemplo disso, em que grande parte do estado apresentou totais mensais de chuva acima da média”, disse o diretor de Meteorologia e Hidrologia da Semas, Antonio Sousa.
Para março, a previsão é que os totais mensais devam superar os 500 milímetros na região metropolitana de Belém, porção leste do Marajó e parte da região nordeste. Nas regiões sudeste e sudoeste esses volumes devem oscilar entre 300 e 500 mm.
As temperaturas devem ficar dentro da média no aspecto geral, mas em alguns períodos haverá temperaturas máximas em até 2ºC abaixo do normal, em função de muita nebulosidade. O Pará deve continuar registrando enchentes em alguns municípios, como Marabá e Parauapebas, na região sudeste.
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Por G1 Pa, Belém
2/03/2018 20h48 Atualizado 02/03/2018 20h49
Foto: Ingo Müller

domingo, 18 de fevereiro de 2018

CARNAVAL NA ILHA: PELES VERMELHA 2018, CAMPEÃ DO CARNAVAL DA ILHA DO MOSQUEIRO



A Escola de Samba PELES VERMELHA foi a grande Campeã do carnaval mosqueirense, homenageando SÃO PEDRO, o PRIMEIRO PAPA, no ano do Centenário da Festividade na Ilha. A escola obteve 10 em todos os quesitos.

CARNAVAL NA ILHA: PIRATAS 2018 NO CORREDOR POP DA FOLIA MOSQUEIRENSE



Homenageando SÃO JORGE, o Santo Guerreiro, a U. S. Piratas da Ilha foi a Vice-Campeã do carnaval mosqueirense, obtendo 10 em todos os quesitos, com exceção do quesito harmonia (9,5).